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Os motociclistas Alexandre, Geraldo, Lasareno e Cezar percorrem a patagônia em 4 motocicletas 250 cc em uma Viagem ao Fim do Mundo. Confira o decimo quarto dia da viagem:
14º Dia 12 de dezembro de 2007 - Ushuaia - Rio Grande - 226 km
Dedicamos a manhã a compras no centro e colocar a Internet em dia, não percebemos que o tempo estava limpo demais, o que fora das montanhas que protegem o Ushuaia quer dizer que haveria muito vento. Lá pelas 11 horas saímos da cidade, paramos para fotos no Passo Garibaldi, cerca de 500 metros do nível do mar, onde já tinha gelo na beira da estrada em lugares que não bate sol.
Ao descer o Passo Garibaldi e pegar as planícies em direção a Rio Grande, topamos com um vento de mais de 100 km por hora, várias vezes com rajadas, que soubemos depois, chegavam a 160 km por hora. Ver algumas bicicletas tentando avançar nesta situação era cômico, e as motos e veículos vindos em sentido contrário eram um perigo, pois não sabíamos quando viria uma rajada que nos jogaria de um lado ao outro da pista, nos fazendo parar.
Não deu nem para fazermos fotos da situação, pois era impossível guiar com uma mão só. Quanto mais nos aproximamos do litoral em Rio Grande, pior ficava a situação, o vento estava tão forte que gerou uma maré baixa que afastava a água do mar dezenas de km da praia. Conseguimos a muito custo chegar ao porto de Rio Grande, onde avaliamos a situação. Geraldo nos chamou a razão, pois pouco depois teríamos 130 km de rípio, que associados ao vento intenso seriam muito perigosos, além da quase certeza que os navios em Punta Delgada não estariam fazendo a travessia por causa do vento. O que confirmamos mais tarde.
Embora fosse cedo, optamos em passar o resto do dia em Rio Grande, achamos um bom hostel, onde fomos muito bem recebidos, e nossas camisetas foram parar no museu da proprietária. Nisso eu percebi que estava com o pneu furado, e providenciei um concerto numa gomeria, borracharia em espanhol. O resto do dia, César e Lasareno ficaram olhando as fotos da viagem publicadas pela manhã na Internet. Eu e o Geraldo fomos dar umas voltas, comprei algumas camisetas de recordação, e entramos em um Cassino para tomarmos umas cervejas. Os Cassinos são liberados na Argentina e funcionam 24 horas.
Retornamos ao Hostel e encontramos Bil e Tim, que novamente iriam viajar conosco no dia seguinte. Tim contou que levou sua moto um mecânico em Bariloche, que cortou 3 elos da corrente, e depois descobriu que era demais e colocou 2 de volta, para dai montar a corrente de volta na moto. Acho que ele vai ficar na estrada sem corrente, pois a sua viagem está ainda no começo, e eles nem lubrificam as correntes no capricho como nós, mas isso seria um problema para enfrentar na hora certa.
Saímos para jantar, nós 4 mais os 2 americanos, em outro Cassino, que durante o dia passei na frente e achei que era um banco, é que aqui, os cassinos são maiores que os bancos. A comida era muito boa e a preços honestos. Como não jogamos acho que demos pouco lucro a casa, que tinha muito luxo e decoração inspirada na Roma antiga, e os palácios dos Cezares. Melhor para o nosso companheiro César.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Rio Grande-EX-EX Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 12/12/2007
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