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A Família Bennemann realizou entre os dias 20 de dezembro de 2007 e 31 de janeiro de 2008 uma expedição pela América do Sul, passando pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru.
20 de dezembro de 2007 - (566Km) São 7 horas . Dia ensolarado. Estamos saindo para a Expedição Caminhos do Sul, depois de dois anos de planejamento e muito trabalho para colocar as bagagens nas caminhonetes. Como de praxe não poderia faltar a foto da saída, próximo ao Lago Municipal de Toledo.
Às 9:30h chegamos a Delegacia da Polícia Ferderal em Foz do Iguaçu. Ficamos mais de meia hora para declarar nossos equipamentos. O funcionário realmente não tinha pressa. Depois atravessamos a ponte entre o Brasil e a Argentina e chegamos a aduana. Todos animados com os primeiros carimbos no passaporte. Seguimos viagem, mas antes fizemos compras num mercado em Puerto Iguazu. Nosso almoço nesse dia foi no Camping Uruguai, um lugar muito bonito à beira de um lago. Passamos por Puerto Esperanza e lá pelas 15h chegamos às Ruínas das Missões de San Ignácio.
As construções de pedra realmente impressionam pela grandiosidade e pela organização do espaço. Visitamos também as ruínas jesuíticas de Santa Ana, em Loreto. Eram próximas às de San Ignácio, porém não tão grandiosas e menos conservadas. Pode-se visitar todas as ruínas com um mesmo ingresso que custa 9 pesos por pessoa. Nesse dia pernoitamos em Ituzaingó, uma cidade à beira do Rio Paraná. Ficamos na Posade del Sol, muito boa.
21 de dezembro de 2007 - (844 Km) 7h, Outra batalha para recolocar a bagagem. Levamos coisas demais. Novamente dia ensolarado. A paisagem durante muitos quilômetros é de campos. Planícies intermináveis. Estradas muito boas. Às 10:00h, chegamos a Corrientes, cidade grande. Lá passamos pela ponte Belgrano, muito bonita. Almoçamos em Presidente La Plaza. Nosso primeiro equívoco. Como nosso espanhol é precário, pedimos empanados de frango e de carne pensando ser a mesma coisa que no Brasil, mas eram pastéis.
Tivemos até que suspender 2 porções, pois tínhamos pedido 4. Mesmo assim sobraram alguns para a viagem. Às 19h chegamos a J. Gonzáles, fazia muito calor,aproveitamos para tomar chimarrão na praça. Lá nos ospedamos no Hotel Colônia. A fachada era melhor que o interior. Nesta cidade há poucas opções de hotéis.
22 de dezembro de 2007 - (230 Km) Saímos de J. Gonzáles às 7:30h com destino à Salta. Quando lá chegamos visitamos a Praça 9 de Julho e fomos almoçar. Salta é uma cidade grande e muito movimentada. Fizemos compras no Shoping Noa. Á noite fomos fazer compras no centro. Tinha tanta gente nas ruas que chegamos a nos perder uns dos outros, mas no final todos chegaram ao hotel Espanha.
- (527 Km) Saída de Salta ás 6:45h. Daqui para frente a estrada era de chão e nosso destino, San Pedro do Atacama.
Saímos de uma altitude de 1200m em Salta e lá pelas 9h estávamos a 2074m de altitude. A paisagem é linda com montanhas, cactos.... Quando atingimos 2.142m de altitude começou novamente estrada asfaltada. Que beleza! Chegamos a 4080m de altitude. Muito vento e frio. Na descida a estrada era de chão novamente, com muito cascalho. Para o almoço estávamos em Santo Antonio de Los Cobres, no meio do deserto. Comemos carne Lhama e bolinho de Quinoa, num restaurante muito bonito e com um ótimo atendimento.
Até conseguimos a receita de um molho gostoso que serviram. Depois do almoço só estrada de rípio, até San Pedro do Atacama. No caminho subimos novamente até 4200m. Alguns ficaram com um pouco de dor de cabeça, mas nada grave. Visitamos o Vuiaduto de Polvorilla e o Salar de Rincon. Às 18h chegamos ao Paso Sico onde fica a Aduana de saída da Argentina. Carimbamos os passaportes e seguimos até a Fronteira do Chile, onde fizeram a vistoria dos carros a procura de alimentos de origem animal e frutas que não podem entrar no país (Posto Avançado da agricultura).Lugar frio e com vento cortante. Quando chegamos em San Pedro, às 22h tivemos que passar pela aduana na entrada da cidade para registrar os carros e os passageiros.
Queriam revistar toda a bagagem, mas no final desistiram. Depois de rodar um bocado na cidade, muito diferente de tudo que já tínhamos visto por sinal, conseguimos nos hospedar no Hostal Sonchek. Apesar de serem quartos para 2 e 5 pessoas e banhos compartidos, era muito bom e tinha nos fundos um restaurante onde comemos pizza naquela noite. Também havia cozinha comunitária e tanque, então pudemos fazer nossa própria comida e lavar roupas.
24 de dezembro de 2007 - Nesse dia visitamos, ali mesmo próximo à cidade o Pukara Quitor, uma montanha cheia de caminhos e construções de pedras feitas pelos Incas e o vale de La Luna . Subimos na duna e ficamos esperando para assistir o por do sol que ocorre às 20:00h. Foi muito bonito. Havia umas 200 pessoas lá, inclusive muitos brasileiros. Na volta ainda pudemos ver um pequeno desfile folclórico na praça da cidade.
25 de dezembro de 2007 - (233 Km)Saímos às 6:00h da manhã para visitar o EL Tatio, gêiser a 4280m de altitude distante uns 100km de San Pedro do Atacama. Depois de uma longa subida , chegamos aos gêiseres ás 8:00h. Era muito frio, mas o espetáculo valia a pena. O encontro das águas quentes subterrâneas com a baixa temperatura na superfície provocam a elevação de nuvens de vapor de metros de altura. Há também uma piscina de águas quentes onde as pessoas podem entrar. Da nossa turma só minha mãe teve coragem. O ingresso nos gêiseres é de 3500 pesos chilenos. Na volta para San Pedro fizemos outro caminho com belas paisagens. No meio do deserto surgia um riozinho e em volta tudo era verde.
Um contraste e tanto. Passamos por uma comunidade indígena. Vimos muitas Lhamas e Vicunhas. Chegamos na cidade às 14:00h e ainda pudemos presenciar um desfile típico na praça, era natal. Tomamos chimarrão num pátio interno do hostal e descansamos.
26 de dezembro de 2007 - (192 Km)Saímos de San Pedro do Atacama ás 8:35h. Já estamos no sétimo dia da viagem.Fizemos 50 km de asfalto e depois estrada de chão. Chegamos a aduana da Bolívia, Paso Hito Cajones. Novamente preencher fichas, carimbar passaportes, apresentar carteirinha da vacina da febre amarela e pagar 15 bolivianos = 4,50reais por pessoa. Nesse lugar nem banheiro tem. O policial disse que é tudo ao natural. O vento lá é de congelar e olha que estamos no verão. Alguns quilômetros à frente passamos pela Laguna Verde, muito bonita. Neste lugar faz-se o registro das pessoas para entrar no Parque Nacional e paga-se mais 30 bolivianos cada um para visitar o parque. Almoçamos sanduíche e bolacha dentro do carro mesmo, pois fora o vento não permitia.
Vimos no parque a Lagoa Salada de onde retiram um mineral chamado Ulexita. Ali há alojamentos. A 5020m de altitude passamos por mais um posto aduaneiro, Aduana de APACHETA. Mais adiante havia uma fábrica de ácido bórico produzido com a Ulexita. O parque nacional tem várias lagoas em meio ao deserto. Uma delas, muito grande é a Lagoa Colorada, linda, em tons avermelhados, com milhares de Flamingos. Depois de mais alguns quilômetros chegamos às 18h a uma hospedagem comunitária. Próximo da chegada minha irmã derrapou a caminhonete e quase capotaram. Foi um susto! Na hospedagem fizemos fogo num pequeno fogão à lenha que tinha lá, pois nosso fogareiro havia estragado.
A água nos banheiros era improvisada com mangueiras. Os quartos tinham 7 camas cada um. Para nossa sorte pegamos dois desses quartos só para nós. Lá havia uma menina muito simpática chamada Idônea e seu irmão Josias que conversaram conosco e nos contaram um pouco sobre o lugar. Pela manhã até a água dentro das garrafinhas que estavam nos carros congelaram. Esse lugar é parada obrigatória de muitos carros de turismo, quase todos Land Cruiser (As empresas de turismo de Uyuni trazem os turistas até a divisa com o Chile. Nos pacotes de três dias, um dos pernoites é no alojamento da Laguna Colorada - Ampla e em expansão -Aparentemente o turismo vem crescendo significativamente na região). Os motoristas são muito prestativos em dar informações.
Apesar da simplicidade pode-se dizer que o lugar é confortável, dentro das circunstâncias. Também servem comida e tem um mini mercado, nós fizemos nosso jantar e café da manhã. Obs. Não se pode esquecer do anticongelante para a água do radiador e tamnbém para o diesel. No inverno não é recomendável percorrer a região com carro a diesel pois este congela e as coisas podem se complicar.
Fonte:
Marcio Cidade:
America do Sul-EX-EX Fotos: Marcio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 07/02/2008
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