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De 17 de dezembro de 2005 a 14 de janeiro de 2006 Alexandre Sampaio e seus amigos viajam pelo coração da América do Sul, rumo ao Caribe. Confira como foi o 9° dia de viagem contado pelo aventureiro:
9º Dia - 25 de dezembro - Trevo da Transamazônica - Santarém - 112 km de asfalto e 239 km de estrada de chão
O café é pão com ovo frito. Após uma noite não muito bem dormida, no dormitório da Gaúcha, nos preparamos para o último trecho da BR 163.
Do trevo da Transamazônica até Ruropólis, pegamos o mesmo tipo de piso por que rodamos até então, muito liso, e barro com garoa.
Para nossa sorte, a partir de Rurópolis, o sol abriu caminho, as nuvens diminuíram e a pista secou. Pudemos imprimir maiores velocidades, mas nas encostas as erosões causavam grandes buracos, que nos obrigavam a reduzir. As pontes continuavam precárias após Rurópolis e o piso mudou, passou a ser arenoso, menos perigoso para as motos, no entanto com mais erosões.
Junto a floresta nacional do Tapajós, a precariedade da pista assusta, pois a água que corre causou muitos buracos, que precisavam de cuidado para ser vencidos, para não acidentar a moto. Na hora do almoço, paramos em uma venda de beira de estrada que nos mandou seguir mais 30 km, pois ali haveria um restaurante.
Após muita areia, chegamos há um agradável paradouro, onde impressionou a diversidade de produtos ofertados, além da comida. Desde fósforos e chinelos até coroa, pinhão, corrente para motos. O proprietário nos disse que todos têm motos para se deslocar, ela ocupa o espaço do cavalo. Como saco vazio não para em pé, comemos com vontade. O sol forte elevou a temperatura para bem mais de 36 graus. Após, rodamos o último trecho da BR 163 em chão, este já havia sido preparado para asfaltamento, estava em ótimo estado.
Finalmente o asfalto após 990 km de chão, a vitória era nossa, havíamos vencido a Cuiabá - Santarém. Mais 100 km de asfalto e chegamos nas docas de Santarém. Mas no domingo não teve navio. Ainda tentamos tomar uma balsa da transportes Bertolini, ocorre que uma norma interna da empresa não permite que passageiros viagem nas balsas, houveram acidentes com pessoas que caíram no rio.
Restou ficar num hotel, o agradável Beira Rio da Dona Maria, catarinense de Imbituba, de frente para o calçadão, onde comemoramos com várias geladas a viagem de 4469 km. A cerveja Cerpa foi acompanhada de porções de camarão regional e picadinho de carne de sol. O povo encheu o calçadão e ficamos por ali até meia noite. Topamos com um vendedor de cerveja e refrigerante, irmão do proprietário da Borracharia Tropical, em Guarantã do Norte, "Eta mundo pequeno"!
Dormimos com ar condicionado ligado, pois o prédio guarda o calor do dia e demora a esfriar, embora na rua a temperatura fosse de agradáveis 25°C.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Santarém-PA-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 25/12/2005
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