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De 17 de dezembro de 2005 a 14 de janeiro de 2006 Alexandre Sampaio e seus amigos viajam pelo coração da América do Sul, rumo ao Caribe. Confira como foi o 12° dia de viagem contado pelo aventureiro:
12º Dia - 28 de dezembro de 2005 - Manaus - Rorainópolis - 539 km
Às 6h tocou o sino chamando para o café. Em pouco tempo chegaríamos em Manaus. Depois de dois dias parado, estava feliz por cair na estrada. O navio trocou a bandeira ao entrar no estado do Amazonas, levávamos a frente a bandeira amazônica. O clima seguiu nublado com alguns pés d´água no horizonte. No desembarque em Manaus, mais um pé d´água. Aguardamos todos os passageiros desembarcarem, após tiramos as motos do porão, o navio encostara melhor para podermos sair com as motos.
Na saída do Porto, pagamos R$10,00 sem recibo para a guarda. Do lado de fora dos portões telefonamos para o Jaime e o Jânio, que ficaram nos esperando no lugar errado, mas prontamente chegaram até nós. Do porto seguimos em direção a estrada, no caminho deixamos os pneus de cravos no frigorífico Bonna Vitta, de um colega garibaldense, Devanei Grigoletto, para resgatá-los na volta. O dia continuou quente e com pancadas de chuva, demos uma errada de 15 km num trevo na saída de Manaus, normal para quem não é dali.
Chegamos às terras dos índios Waimiri Atroari em um horário bom e seguimos viagem. O asfalto que já era cheio de buracos, na terra dos índios ficou muito pior. Em alguns locais o asfalto desapareceu. O terrorismo pscicológico nas placas ao longo do caminho era impressionante:
Não pare
Não filme
Não fotografe
Não retire fauna e flora
A terra lá, é de uso exclusivo dos índios que espalharam centenas de placas avisando sobre isso.
Logo na saída da divisa das terras indígenas abastecemos, e poucos Kms depois encontramos o marco do Equador, A BR 174 foi aberta ao tráfego em 6 de abril de 1.977, pelo Presidente Ernesto Geisel, e o monumento ao Equador é uma homenagem a este grande acontecimento.
Meu GPS acusou que o monumento está uns 100 metros fora do lugar, mas considerando que eles tiveram que definir sua localização utilizando sextantes e relógios, os topógrafos da época se saíram muito bem.
Para mim era um sonho antigo passar para o outro lado do planeta, depois disso a impressão é que o Estados Unidos e a Europa, não são tão longe e o mundo está ao alcance das rodas da minha moto.
No começo da noite chegamos a Rorainópolis, onde a hospedagem era simples, e a cama dura, mas tinha ar condicionado e um povo simpático. Comemos as comidas da região no Speto Sperto - carne de sol, espetinho, arroz com feijão, macaxeira, banana verde frita, farinha.
Aqui, como em vários lugares, demos muitas risadas com a curiosidade do povo, que olha para o Jânio e pergunta se ele trabalha na TV Globo, pois ele é muito parecido com o Antônio Fagundes, e o pessoal vem pegar o autógrafo, para muitos ele acabou dando ao autógrafo para não ter que dar explicação que ele vinha de Bento e não do Rio de Janeiro.
Muitos viajantes seguem o mesmo caminho que nós, para um morador de Manaus e Boa Vista, é mais econômico e prático veranear no Caribe do que em uma praia da costa Brasileira. Alguns também viajam de moto, mas a maioria segue em carros e camionetes.
Interessante que o restaurante não tem paredes em 3 lados, apenas o fundo, onde fica a cozinha e os banheiros é fechado, assim o ambiente fica mais fresco, embora estejamos no inverno, o dia é quente para nós que somos do sul. Após varias geladas fomos dormir.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Rorainópolis-RO-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 28/12/2005
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