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De 17 de dezembro de 2005 a 14 de janeiro de 2006 Alexandre Sampaio e seus amigos viajam pelo coração da América do Sul, rumo ao Caribe. Confira como foi o 13° dia de viagem contado pelo aventureiro:
13º Dia - 29 de dezembro de 2005 - Rorainópolis - Santa Helena da Venezuela - 572 Km
Acordamos cedo e seguimos na direção de Boa Vista. O tempo seguiu com chuvas esparsas e o asfalto estava muito esburacado. Em uma cratera tive que parar para reatar as mochilas, pois se soltaram com a pancada. Chegamos em Boa Vista e fomos direto na Motoka, revenda Yamaha na cidade, onde rapidamente os mecânicos iniciaram os serviços de revisão nas motos do Jaime e do Jânio, e troca de óleo de todas as motos. Enquanto isso fomos ao Detran providenciar uma licença para entrar na Venezuela.
Após pagar a taxa, ainda tive que ir ao cartório autenticar. Mas, o pessoal da Motoka nos ajudou e tudo correu tranqüilo. Na XT 600 troquei o óleo, o filtro do óleo e limpei o filtro de ar, instalei um filtro de ar de espuma antes da viagem. Seguimos adiante às 14h para Santa Helena e na chegada, mais uma pancada de chuva. No caminho entre Boa Vista e Santa Helena, não há postos de combustíveis, nenhum agüentou a concorrência com o contrabando vindo da Venezuela.
A cidade do lado brasileiro é um aglomerado de casas de comércio, todo o tipo de produto Brasileiro para vender aos Venezuelanos. Avançamos com a gasolina no limite. Na Aduana descobrimos que faltavam algumas cópias. Eles queriam cópia do documento feito em Boa Vista, do passaporte, cópia de um carimbo dado pela polícia federal na saída do Brasil, da carteira de motorista, documentos da moto, do visto dado por setor de imigração da aduana, 6 cópias para liberar a moto. Como a aduana da Venezuela fecha cedo, as 17h30, não foi possível resolver a tempo, tivemos de voltar no dia seguinte.
Faltavam 15 km para Santa Helena, no caminho, Geraldo fica sem combustível na XT 225 e vem rebocado na cordinha pelo Edson. Chegando no posto, tivemos outras complicações, as bombas fecham as 17h para os brasileiros, assim não contrabandeam tanto. Além disso, o posto em que estávamos só abastece venezuelanos com final de placa par, até as 21 horas.
O controle é feito pelo exército com fuzis, impondo uma autoridade exagerada. Afinal esta atividade não é função do exército no Brasil, onde têm soldados não se podiam fazer fotos.
Em contrapartida, o clima é muito agradável, até um pouco frio devido a altitude de 1100m. Em Santa Helena há bons hotéis e se pode circular com os veículos mesmo sem ter feito a documentação, embora a cidade seja meio bagunçada como a maioria das cidades de fronteira.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Santa Helena-EX-EX Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 29/12/2005
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