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De 17 de dezembro de 2005 a 14 de janeiro de 2006 Alexandre Sampaio e seus amigos viajam pelo coração da América do Sul, rumo ao Caribe. Confira como foi o 19° dia de viagem contado pelo aventureiro:
19º Dia - 04 de janeiro de 20068 - Playa El Água - Juangriego - El Yaque - La Asunción - 151 Km
Passamos a manhã na praia, dali mesmo consegui mandar algum material para o Inema, mas os computadores eram fraquinhos e os atendentes não colaboraram. Não deu para mandar quase nada. A turma de casa vai ter que esperar para ver as fotos destas praias de cinema.
O que falta aqui, para ficar melhor, é um serviço público eficiente para recolher o lixo. Mas parece que isso não funciona bem por aqui. Na conversa que tivemos com um policial motociclista, ele nos conta que ganha a farda e a moto do governo, mas que a manutenção é problema seu, os gaúchos, pneus em português, são por sua conta, assim como o que vier a quebrar na moto. Desnecessário comentar que a sua XT 600 estava feia de ver, bem caída, além de pneus carecas.
Um pouco antes do almoço carregamos as motos e fomos para outra praia catar uma comida diferente, rodamos pela costa até Manzanillo, onde, em uma praia estreita, apertada entre o mar e a montanha, achamos um excelente restaurante de frente para o mar do caribe, norte, com ondas mansas. Nosso almoço foi arroz, batatas fritas, peixe frito e camarões gigantes fritos. Sei lá se a comida, o visual ou a cerveja Polar foram o melhor parte, acho que tudo junto misturado.
Depois do almoço, voltamos a estrada, nosso objetivo era concluir o giro pelo litoral da ilha, passamos por Pedrongonzález, que tem um hotel muito bonito, Juangriego e El Maco, onde estão a maioria dos habitantes permanentes da ilha, no geral aposentados. Passamos para as praias do sul da ilha, próximo ao aeroporto, de mar muito calmo também, e que ficam muito bonitas com o contraste do sol sobre a água.
Demos uma entradinha no aeroporto, para descobrir que dali só tem avião de linha para a capital da Venezuela, Caracas, ou avião fretado. Não é possível ir a nenhuma das demais ilhas do Caribe, como Aruba, Cuba, Jamaica, etc... Tudo está centralizado em Caracas.
Nisso caímos na besteira de tentar dormir em Porlamar, já era fim do dia, uma quarta-feira, e queríamos uma noite de agito na cidade, burrada total, passamos mais de 15 hotéis e vaga não tinha para ninguém.
Cansados de procurar, com o avanço da noite, fomos a capital histórica da ilha, no interior, La Asunción, foi um pouco difícil se achar na noite mal sinalizada, mas chegamos e tivemos sorte, em um dos hotéis tinha um apartamento que embora reservado, o hóspede não tinha chegado, tinha lugar para 5. Embora o Edson tivesse tido um problema de entendimento do espanhol da proprietária, eu consegui me meter na conversa e tudo deu certo.
É interessante o espanhol falado na Venezuela, ele é menos parecido com o Espanhol gramatical da Espanha e tem muitas palavras do português, do inglês e das línguas indígenas, eu tive mais facilidade que o Edson para entender o que os locais queriam dizer. Ao contrário da Argentina e Chile, onde fomos em 2.004, onde falam o Espanhol similar ao da Espanha.
Tomei um banho de piscina e jantamos ali no hotel mesmo, alguns sanduíches. Estávamos cansados, pois o dia fora comprido.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Isla Margarita-EX-EX Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 04/01/2006
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