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Carlos Eduardo Andriolli e Fabiana da Silva Andriolli relizaram, de 28 de dezembro de 2007 a 09 de janeiro de 2008, uma bela Moto Viagem "Los Mejores Camiños del Uruguay" para conhecer o Uruguay. Confira a primeira parte:
A história começou ao ouvir as aventuras dos grandes amigos moto-turistas André Doemer e Ana Rauen.
Dicas e informações necessárias foram sanadas e logo o roteiro estava prestes a ser tornar realidade.
No dia 28 de dezembro de 2007, aniversário de 1 ano da Drag Star, Fabiana da Silva Andriolli (esposa) e Eu (Carlos Eduardo Andriolli), partimos a uma viagem a qual denominamos: "Los Mejores Camiños del Uruguay 2008".
1º Dia (28 de dezembro de 2007)
A bordo de uma moto custom Drag Star XVS650 da YAMAHA, demos início a nossa viagem saindo de Blumenau/SC. Acordamos cedo, 6h colocamos a moto para funcionar, e com a perfeita sintonia dos pistões, tomamos rumo ao litoral do Vale do Itajaí, e em seguida a BR-101 deu o início a nossa aventura. Nosso primeiro dia o destino: Porto Alegre/RS.
Passamos por Florianópolis, e fim da duplicação da BR-101. Tão logo os caminhões tomavam conta da pista. Trânsito intenso e perigoso. Chegamos 16h em Porto Alegre, e começou a procura de um lugar para dormir.
Encontramos um hotel no centro, e para a felicidade da Fabi, próximo aos camelódromos.
2º Dia (29 de dezembro de 2007)
Dia seguinte, o objetivo era Parque Santa Teresa, já no país vizinho. Bem, de Pelotas a Chuí/RS (BR-471), fomos informados da falta de postos de combustíveis que, por sorte, paramos no último posto de combustível da rodovia, antes do trecho crítico.
No mapa, indica a presença de curvas. Mas a prática, é somente reta !!! Impressionante mesmo! Um fato engraçado, é a presença de um radar eletrônico no meio da rodovia, e sem avisar fomos flagrados a 140km/h, o som do apito surpreendeu.
E foi a primeira indignação da aventura. Não há nenhum motivo para haver radar naquele trecho. Foi um momento para refletir sobre a corrupção brasileira.
Após 33km do local do radar, avistamos o primeiro posto de gasolina. Paramos para abastecer, pois sabe lá quantos quilômetros terá um próximo. Muito interessante que nas portas de vidro do posto, havia milhares de adesivos de grupos de motocicletas entre outros.
Conversamos sobre o radar no meio da rodovia, e o jovem frentista nos informou que bate foto somente da frente dos veículos, sendo assim, ficamos um tanto aliviado e demos continuidade com maior tranquilidade.
Chegando ao Chuí/RS, lugar sujo, movimentado e praticamente sem leis, tivemos que trocar a moeda. Era sábado, e nosso relógio marcava 15h. As casas de câmbio já estavam fechadas. Teríamos que utilizar o câmbio negro.
Decidimos pegar pesos uruguayos (11pesos = 1real) e poucos dólares (1dólar = 1,91reais) para utilizar na hospedagem. Esta é uma dica. No Uruguai, o dólar é mais valorizado do que no Brasil.
Até o momento, o consumo médio da nossa viagem foi de 19,5km/l. Nada ruim para uma viagem com muita bagagem.
Câmbio pronto, partimos a caminho da alfândega, e ao chegar, nos deparamos com um vidro com milhares de adesivos de todos os tipos de grupos existentes. Fabi e Eu, colamos o adesivo do nosso grupo, assim, o ALMA DE METAL GRUPO AMIGO ficou conhecido internacionalmente.
Preenchemos os documentos necessários para entrar no país. Eu estava com todos os documentos possíveis, Carta Verde, Liberação de Veículo, Passaporte, Cópia dos Documentos, etc. e com a moto carregada com 3 alforjes totalizando 120 litros, fomos surpreendido por dois policiais que vieram tirando algumas dúvidas sobre nosso roteiro e sobre a motocicleta.
Percebemos a admiração por brasileiros. Nenhum documento foi necessário apresentar. Partimos em direção sul pela Ruta 9.
Entramos no Uruguai. Eram 16h, o céu assombroso e escuro, evidenciava que poderíamos ter problemas logo no 3° dia de viagem. Paramos para almoçar na cidade La Coronilla. A chuva lavou a moto violentamente. Ficamos preocupados com nossas roupas dentro dos alforjes, que pela quantidade, poderiam sofrer as consequências.
Comemos um 'pollo con ensaladas' a uma senhora de muitos anos de vida, que nos atendeu com todo o seu agrado e com toda alegria, até chegamos a conversar baixinho: "Que velhinha simpática!".
Pagamos com nossos primeiros pesos uruguayos, e o troco (pouco mais de 20 pesos) foi para o cofrinho para então passarmos adiante. A chuva parou após 2 horas. E seguimos viagem.
Paramos no primeiro posto para abastecer com gasolina dita "pura", e o litro nos surpreendeu, R$3,00/litro. Utilizamos o troco recebido em La Coronilla e, logo o frentista aclamou: " Señor, este dinero no és acepto hay 10 años acá en Uruguay". Maldita velhinha, fomos enganados !!!
Após a cômica situação, continuamos rumo a Santa Teresa, lugar onde iríamos armar a barraca no camping Parque Santa Tereza, cuidado por militares. Enorme, estruturado e muito bem cuidado. A chuva voltou para dar o último susto!!! Típica chuva de verão. Parou em seguida, e aproveitamos para armar a barraca.
Perto das 21h, ainda claro, conhecemos um casal de triciclo acampados, de Farroupilha/RS, (um trike de luxo, o DVD e o motor de GOLF 2.0 faziam parte da exigência), Ana e Itamar Zaro. Extremamente simpáticos, nos acolheu como verdadeiros irmãos, e tão logo ensinando sobre os cuidados a serem tomados em nossa aventura.
Continuação na Parte II
Fonte:
Carlos Andriolli Cidade:
Blumenau-SC-Brasil Fotos: Carlos Andriolli Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 06/03/2008
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