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Carlos Eduardo Andriolli e Fabiana da Silva Andriolli relizaram, de 28 de dezembro de 2007 a 09 de janeiro de 2008, uma bela Moto Viagem "Los Mejores Camiños del Uruguay" para conhecer o Uruguay. Confira:
4° Dia - 31 de dezembro de 2007
Último dia do ano. O destino era Punta Del Este, a capital do turismo do Uruguai. Passar a virada do ano em um camping, fora de cogitação. Passamos por Rocha, San Carlos, e quando chegamos em La Barra, sentimos o astral das praias e começamos a enxergar o glamour vindo da cidade vizinha, Punta Del Este.
Primeira coisa a fazer, procurar um hotel. Entramos em um, lotado. Em outro, lotado. No próximo, lotado. Até então, indignado, perguntei ao gerente de um hotel: "Onde posso encontrar um quarto nesta cidade?". A resposta foi simples e inesperado: "Não há vagas em hotéis aqui em Punta!". Momento tenso. Desanimados, chegamos a pensar que rodoviária de maluco é posto de gasolina, e os malucos seriam Fabi e Eu. (ao som de Ventania).
Nos afastamos 5km para a cidade vizinha Maldonado. Hotéis também lotados. Cansados de rodar, paramos numa banca de revistas, e sentamos numa das duas mesas para tomarmos uma água e um senhor de meia idade, mal humorado, logo pergunta o que queremos, informando que as cadeiras eram somente para clientes. Estranhamos tal atitude de um uruguaio, e breve percebemos que era argentino. Mas tudo bem.
O relógio marcava exatos 12h, e optei por incomodar com as mesmas perguntas realizadas inúmeras vezes a procura de um abrigo: "--O senhor sabe aonde podemos encontrar um lugar para dormir?". Estávamos exaustos, qualquer lugar era aceito, camping, chalé, hotel ou Spa. Exceto posto de gasolina, claro. E a bronca foi: "-Logo tene un camping!". Na verdade não acreditamos, pagamos, e seguimos para encontrar o paraíso sonhado. Rodamos 2km e logo avistamos, "Camping San Rafael". Incrível.
Conformado, chegamos a pensar que estaria lotado. A Fabi foi logo solicitando 2 noites (U$D 7,00 a diária). Sem cerimônia, destratamos a moto e deixamos estacionada num canto. O que queríamos era almoçar e tomarmos um bom banho. O sol estava muito forte.
Em seguida, avistamos o triciclo dos amigos Ana e Itamar Zaro. Iríamos acampar ao lado. Comecei a montar mais um dia a barraca, sem nenhuma pressa, e muito menos a vontade. Foi fato, que a Fabi sentou na mesa ao lado, e dali não exerceu nenhum ajuda. Ainda bem que era o último dia do ano de 2007, e ali estávamos nós, no Uruguai.
Despercebido, um casal com dois lindos filhos se aproxima e declara: "Podemos ver quanto tempo vocês demoram para armar a barraca?". Nós nos entreolhamos, e prosseguiram com mais diálogo. Eram de Londrinha/PR. Pouco tímidos, Fabi e eu demos continuidade na conversa e percebemos o quanto estávamos carente por um bom papo brasileiro.
Gesiany (Gí) e Fernandes, mais os seus dois filhos, contavam algumas histórias enquanto montávamos nossa barraca. Família gente finíssima, logo nos convidaram para conhecer a barraca deles. Achamos um pouco estranho, mas sem problema. A sonolência após o almoço, deu início a poucas horas de bons sonhos.
Levantamos e o relógio indicava 16h00. Observamos os farroupilhenses na varanda da barraca, e ao som do BeeGees trocamos cumprimentos e algumas histórias foram contadas e distraídas.
Resolvermos dar uma volta no camping para encontrar a família que nos convidara a conhecer a barraca. Visualizamos os filhos na varanda jogando playstation. Ao descobrir a "pequena barraca", a Fabi, sem respirar, ficara em silêncio. Era um motor-home fantástico! A Gí nos recepcionou e logo convidou-nos para tomar um refresco e conhecer sua casa. Na sala, estava Fernandes curtindo um bom cochilo.
Em seguida, fomos apresentado a 2 casal de amigos que faziam parte de um "MOTOR-HOME GRUPO AMIGOS", tipo grupo de motociclistas. Foi um longo e gostoso bate-papo. Lembro-me muito bem que a Fabi falava muito da gata e da cadelinha (Merlin e Lilica) que sentira saudades, a vontade de esmagar era muita. Despedimos com um honroso e gentil convite para passar a ceia com os mais recentes amigos. Aceitamos com humildade. Era 18h00 e ligamos para nossos pais para tranquilizá-los um pouco. Pegamos a Drag Star, e convidamos a Ana e o Itamar para conhecer Punta Del Este com estilo.
Pegamos a calle a caminho de La Barra, para então dobrarmos a direita e seguir a "beira-mar" de Punta. A beleza era exagerada, comparamos com os filmes de Hollywood. Carros de luxo se misturavam com as mobiletes. Os iates transformaram o mar em um gigantesco estacionamento. Restaurantes e Pubs esperara os últimos clientes do ano. Logo a multidão tomava parte das ruas. Cidade pouco mais de 10mil habitantes, recebendo mais de 1 milhão de turistas na temporada.
Descobrimos que triciclo não era deste planeta. A cidade parava diante das 3 rodas. A Drag, timidamente, passava despercebida. Crianças, jovens, adultos, idosos, abundantemente, paravam o trânsito para usufruir daquela nave espacial. Nunca foi visto nada igual.
Avistamos o famoso Conrad Cassino Hotel e paramos para tirar algumas fotos. Fomos também ao Punta Shopping. E claro, queríamos curtir um pouco do movimento da capital do turismo.
Voltamos para nossa casa e logo começara a escurecer. O ponteiro marcava 21h30. Em nossa porta, foi encontrado um bilhete escrito: "Estamos lhe aguardando para a ceia! Ass.: Gí e Fernandes". Sinceramente, havíamos esquecido. Nos arrumamos e seguimos a caminho da barraca dos amigos londrinenses. Já estavam lá mais dois casais de amigos. A ceia estava completa, queríamos ajudar com algum alimento, mas fomos criticados. Não aceitaram que levássemos algo. A ceia estava completa!
Frutas exóticas, tender ao molho de cravo, champagne sem álcool, cerveja, refrigerante, e outros quitutes foram atacados ao começar os fogos. Chegara meia-noite. Aproveitamos o início do ano com muitas amizades novas, e boas. Assim, ficamos nos distraindo com conversas e risadas até altas horas.
Continuação na Parte IV
Fonte:
Carlos Andriolli Cidade:
Blumenau-SC-Brasil Fotos: Carlos Andriolli Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 06/03/2008
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