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Acontece, de 17 a 21 de abril de 2008, o 20° Festival Internacional de Balonismo, em Torres - RS. Conheça um pouco da história dessa incrível modalidade de aventura.
Os mistérios do céu e o desejo de imitar as aves constituem desafios a inteligência do homem. Mas ele aceitou este desafio, e ao que tudo indica o princípio de ascensão dos balões já foi enunciado pelo grego Arquimedes, duzentos anos antes de Cristo.
Em 1670, o padre italiano Francisco Lana idealizou um engenho projetado detalhadamente numa prancha. O princípio do balão estava aplicado nos quatro globos de cobre ocos que sustentariam uma espécie de barca leve.
O vácuo no interior dos globos seria obtido enchendo-se de água, retirada a seguir por meio de um tubo vertical. A direção seria dada por meio de uma vela e remos, uma âncora auxiliaria a aterrissagem. O projeto jamais chegou a ser realizado, pois os globos ocos não resistiram à forte pressão atmosférica exercida sobre sua superfície.
Novas tentativas foram feitas por outro padre, o sacerdote brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, que em 1709 relatava ao rei de Portugal, D. João V, ter inventado um aparelho voador capaz de fazer 200 ou mais léguas por dia. As informações sobre o invento são contraditórias, ora se referem a uma esfera de papel em cujo interior ardia uma chama e que teria incendiado antes de alçar vôo, ora a uma armação de vime chamada PASSAROLA, que se teria elevado à altura das torres de Lisboa 60 metros.
Na França desenvolviam-se as experiências dos irmãos Joseph e Jacques Etienne, que construíram uma esfera de papel inflada à vapor. Os resultados foram negativos, pois o vapor condensava-se rápido demais, a esfera ficava pesada e caía. Tentaram, então, com hidrogênio, também não deu resultado, pois escapava pelos poros do balão, então descobriram o ar quente ao observarem uma vizinha colocar uma camisa, que acabara de lavar, sobre um braseiro. Sob o efeito do calor a camisa se inflava e tendia a se elevar. Encheram novos balões de ar quente e voaram.
No dia 5 de junho de 1783, os irmãos Montgolfier, na presença da multidão que lotava a praça Annonay (Paris), encheram de ar quente um aerostato de 12 metros de diâmetro. O globo alcançou 2 mil metros de altitude, num vôo de 20 minutos.
Entusiasmado com o sucesso dos irmãos franceses, o físico inglês J.A.C. Charles se propôs a construir um balão parecido. Mas presumido que os Montgolfiier haviam utilizado o hidrogênio, empregou o gás em seu balão. Este subiu 3 mil quilômetros, percorrendo uma distância de 25 quilômetros.
Mas o problema de dirigibilidade emperrava o progresso dos vôos. Os balões eram constantemente envolvidos pelos ventos, e a idéia de atá-los ao solo com cordas limitava o alcance das viagens. Mas novas experiências continuavam a se suceder.
Em 1783, realizava-se o primeiro vôo tripulado. Os irmãos Montgolfier repetiram a aventura co locando no aparelho um pato, um galo e um carneiro.
O êxito deste vôo encorajou alguns homens, que não hesitaram em arriscar-se a tripular um balão e neste mesmo ano, 1783, os franceses Pilatrê de Rozier e Marquês D' Arlandes tornaram-se os primeiros homens a deixar a superfície terrestre a bordo de um balão inflado com ar quente. Sobrevoaram Paris a 1.000 metros de altura, durante 25 minutos. Sem direção, o balão andava a mercê das correntes do ar, ameaçando às vezes cair no Sena. Apesar de um princípio de incêndio, esse primeiro vôo tripulado completou-se sem incidentes.
A ascensão em balões virou moda. Não se falava em outra coisa a não ser em vôos arriscados. Intensificavam-se as pesquisas sobre os meios de controlar os rumos dos balões e modificações sucessivas foram sendo introduzidas, aperfeiçoando cada vez mais as máquinas de voar, aumentando sua utilidade, velocidade e segurança.
Mas somente com a adaptação de motores a gasolina foi possível controlar a direção dos engenhos. Santos Dummond, em 1901, ganhou o prêmio com seu giro perfeitamente dirigido em torno da Torre Eiffel. A partir de então, foi possível a utilização definitiva de balões a gás para o transporte de passageiros e comunicações urgentes.
No começo do século, o general Von Zeppelin tornou famosos os enormes balões a gás de estrutura rígida de construiu, que levaram o nome ZEPPELINS e podiam transportar até cem pessoas em grandes trajetos.
O uso militar intensificou-se na I Guerra Mundial, quer como posto de observação, quer como barreira aos ataques aéreos.
Atualmente, ainda há lugar para os balões, sendo utilizados tanto nas comunicações como em pesquisas científicas e meteorológicas.
Fonte:
Airshow Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Airshow Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 10/03/2008
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