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Chegando a Kugluktuk - Artico Canadense - dia 10 abril 2008

Confira as peripécias de Nei Maldaner, até chegar à Vila de Kugluktuk, na província de Nunavut, Norte do Canadá no dia 10 abril 2008.

Como eu havia planejado, iria a Ulukhaktok (Holman), e na volta, ficaria dois dias para conhecer a vila de Kugluktuk. Esta vila está localizada na província de Nunavut, norte do Canadá. Antigamente, pertencia à Northwest Territories, porém, em 1999, ela se separou.

Nesta época, a cidade tinha outro nome, era chamada de "Coppermine", mas voltou a ter o nome original de Kugluktuk. A vila é banhada pelo mar ártico, que no inverno, é congelado.

Minha vontade de conhecer esse local era, basicamente, porque a região fica no extremo norte do Canadá. Acima dela há uma série ilhas, e eu poderia conhecer um pouco da vida local. Outra razão, era porque o local fica acima da linha das árvores, ou seja, lá não tem mais árvores.

Está acima do círculo polar ártico e é posicionado no centro norte do Canadá. Fica praticamente na mesma linha das vilas do norte do Alaska e muito acima de outros países da Europa e da União Soviética.

No caminho de ida, tive um bom tempo para ver a cidade. Ela é localizada em um topo rochoso, destacando o pequeno conjunto de casas e banhado pelo mar Ártico, que estava todo congelado. O avião pousou e, em seguida, decolamos para Ulukhaktok (Holman).

Minha volta para Kugluktuk seria no dia 10 de abril, assim, eu teria dois dias para conhecer a cidade. Mesmo sem ter reservado o hotel, me indicaram um hotel no vôo de ida para Ulukhaktok (Holman), o Enokhok Inn. Foi triste ir embora de Ulukhaktok (Holman), pois foi incrível ter passado esses dois dias lá.

Parecia ter sido um mês, muito intenso mesmo. Por outro lado, eu estava empolgado para conhecer esta outra vila de 1300 habitantes, contra os 450 de Ulukhaktok (Holman).

O avião estava atrasado, olhei na passagem e havia um aviso verde em que estava escrito que: se houvesse algum problema de pouso, o passageiro iria para o próximo destino e teria que arcar com hotel, alimentação entre outros.

Eu não dei muita atenção, pois estava conversando com muitas pessoas, inclusive, com um agente de segurança dos aeroportos que foi e voltou de Yellowknife a Ulukhaktok, no mesmo vôo que eu.

Quando vi, o avião já havia chego, me despedi de todos e segui para Kugluktuk. Do alto do avião, via a vila de Ulukhaktok (Holman), uma enseada meia lua, e as casas todas ao redor. Lindo.

Vi onde havia subido, e todos os morros em volta, assim, eu olhava tudo se afastar. No mar congelado, uma parte do gelo já naufragava, e mostrava que dentro de dois meses, tudo seria água novamente.

O tempo fechou, logo, o comandante do avião nos avisou que iria fazer três tentativas de pouso, caso não conseguisse se recuperar, ele seguiria para Yellowknife. Éramos em torno de nove pessoas, algumas começaram a ficar apreensivas. E os jovens, que estavam só brincando, de repente ficaram sérios.

Mesmo com o avião pulando muito, não me apavorei. Fiz algumas filmagens, até falei para a câmera, o que estávamos passando. Em uma das tentativas de pouso, cheguei a ver terra, mas como não deu certo, acabamos seguindo para Yellowknife.

Na chegada, eu e os outros passageiros pegamos nossas bagagens e buscamos um novo vôo para Kugluktuk. Seria no dia seguinte, às 16h, porém eu teria que estar no aeroporto às 15h.

Em Yellowknife, eu iria para o hotel onde já havia me hospedado, o Capital Suíte. Esperava que desta vez a internet estivesse funcionando, pois na outra estadia, cerca de trezentos hóspedes ficaram sem internet, inclusive eu. Yellowknife é a capital da provincia Nortwest Territories, e tem uma população de 18 mil habitantes. Uma das regiões mais frias do Canadá.

Enquanto eu esperava o transporte dos hotéis (que estava demorando), decidi ver o aluguel de um carro. Assim eu poderia fazer umas fotos da aurora boreal à noite, pois, tinha que se afastar da cidade por causa das luzes.

Acabei alugando um carro na Budget, pois foi a primeira loja que vi. Da National (onde eu já alugara), eu só tinha o telefone, então não seria muito funcional. O preço dos automóveis não estava barato, era 59 dólares canadenses e mais 30 centavos por quilômetro.

Resolvi alugar um Focus e ir para o hotel, no caminho decidi passar no drive-thru do Tim Hortons. Como sempre, lá estava lotado, comprei sete Honey Dip (donuts) e um chocolate quente. Tive que pagar em dinheiro, pois eles não aceitam cartão Amex ou Visa, somente Máster. Finalmente, parti para o hotel.

Cheguei ao hotel era umas 5 da tarde, infelizmente não havia internet. Eu estava vestido com as roupas de neve, como snowmobil, que agüentam muito frio. Resolvi deitar um pouco na cama, e acordei somente na manhã seguinte. De tão cansado que eu estava, nem fui apreciar a beleza das Northern Lights. (Aurora Boreal)

Quando acordei já era tarde, perto das 10h da manhã. Arrumei minhas coisas, que mal havia desarrumado e paguei o hotel, que era 109 dólares canadenses mais taxas do governo. Metade do preço dos outros hoteis.

Em seguida, fui ao Bussines Center acessar a internet, fiquei ali umas duas horas, falando com muitas pessoas. Troquei idéias com a Ayumi, que está no Japão, falei com o pessoal da SISNEMA e do INEMA.

Eu pretendia comer um peixe, mas como já passava das 14h, então fui comer um sanduíche KFC. No local onde eu comia, uma menina aborígene ficava brincando e me rodeando.

Muito linda, dei umas batatinhas fritas para ela, um pouco constrangido, se a mãe da menina não iria me reprimir. Porém, ela viu e até ficou feliz. Após comer o sanduíche, dei tchau para a menina e fui para o carro.

Como eu ainda tinha um tempinho livre, passei pelo Hotel Coast, onde eu estava antes. Fui ver se tinham achado minha escova de dente elétrica, que eu havia esquecido, e aproveitei para acessar a internet wifi. Quando olhei para o relógio, eram quase 15:20, quase 15:30, e eu deveria estar no aeroporto ás 15:00.

Sai correndo para o aeroporto. Chegando lá, vi que estavam quase fechando o vôo. Eu ainda precisava fazer o check in. Felizmente, os atendentes da First Air são muito legais e cordiais, me ajudaram. Pena que é muito caro voar com eles.

No final deu tudo certo, fui o último passageiro. Infelizmente, os que estavam na lista de espera não puderam viajar. Segui para o portão de embarque e me lembrei de devolver a chave do carro.

Cheguei lá, a mesma menina que me alugou o carro, muito simpática, pegou a chave e foi conferir a milhagem e o combustível. Como nem havia andado devido ao cançaso, praticamente só dormi, estava tudo ok.

Continuei seguindo para o portão de embarque, lá encontrei todo o pessoal que tinha vindo no vôo comigo. Todos muito amistosos, até me apresentaram seus parentes, pois a maioria tinha parentes em Yellowknife. Já pareciamos uma familia.

Como ainda tinha um tempinho, fui conferir o aluguel do carro, vi o pacote para o final de semana, que era de três dias, por $130, já reservei. Era bem mais caro do que Vancouver ou EUA, mas se eu quisesse circular em Yellowknife no final de semana, teria carro.

O avião seguiu para Kugluktuk, estranhei o número de passageiros, eram apenas dez, ou até menos. Quando entrei no avião vi poucos bancos, mais carga do que bancos. O vôo foi tranqüilo, ao meu lado sentou uma canadense de origem italiana que vive em Montreal, que iria ver o filho em Kugluktuk.

Ela contou que o filho estava lá há dois anos e tinha dois filhos, um de quatro anos e outro de seis meses. Como ela nunca tinha ido visitar o rapaz, estava indo para ficar dois meses.

A italiana contou que o filho é biólogo. O nome dele é Luigi Torretti. Me interessei, pois é algo de que gosto muito, e poderia aprender mais sobre os diversos animais do local, que tanto chamam minha atenção.

Na viagem não vi nenhum animal, no início vi as estradas de gelo fantásticas, as árvores foram sumindo e foi aparecendo somente neve. Eu via apenas um grande rio tortuoso, descendo em direção ao mar.

Eu imaginava como seria isso no verão, tentava entender a natureza. Estávamos agora acima da linha das árvores "tree line", como chamam por aqui. Isso acontece, por causa do vento e do frio, que não deixa nascer nenhuma árvore no Ártico. Existem apenas tundras.

O tempo estava limpo e permitia novamente vermos a vila de Kugluktuk. O pouso foi tranqüilo, vi que a cidade estava muito próxima. O aeroporto era pequeno, como se fosse uma cabine.

Em seguida, todos foram para suas casas, enquanto isso, chegavam as bagagens. Eu também estava esperando o taxi, de dentro do aeroporto podia ver a cidade e também muitos snowmobiles chegando, alguns rebocando um trenó.

Finalmente cheguei a Kugluktuk, mas eu ainda tinha que ver se teria quarto disponível no hotel. Decidi não ligar, mas sim, ir lá direto.

Fonte: Nei Eugenio Maldaner
Cidade: Kugluktuk, Nunavut, Canada-EX-Canada
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Ananda Franco Garcia
Date: 10/04/2008 <%insert_data_here%>

Lagos e sem estradas.

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No inverno tem as estradas de Gelo, mas para o sul

As arvores desaparecem.

Localizado sobre rochas, uma Vila de 1300 pessoas

Mae do Biologo

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Mais carga do que passageiros.

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Milhares de lagos.

Aeroporto a esquerda, na direita perto do rio, Construiram os Iglus

Localizada no norte do Canada, acima só ilhas do artico.

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   Albuns e Fotos



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English Version: Arriving in Kugluktuk - Canadian Artic - April, 10 2008
 
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