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Veja o relato de Nei Maldaner sobre o seu dia cheio de atividades, na vila de Kugluktuk, em 11 de abril de 2008
Kugluktuk (Coppermine) fica na província de Nunavut, norte do Canadá. Antigamente, pertencia à província de Northwest Territories, porém, em 1999, ela se separou. praticamente é a Vila central norte no continente Norte Americano. Possui em torno de 1300 habitantes.
Infelizmente eu teria apenas 24 horas para ficar na vila de Kugluktuk, pois já tinha vôo marcado para Vancouver, e compromisso no domingo uma corrida de cães em Yellowknife com a Kate e o Warren do Nortern Star Kennels. Enquanto esperava o taxi fiquei dentro do aeroporto, ele ia ficando lotado, com as pessoas que iam e que vinham viajar, apesar do espaço do avião a passageiros ser pequeno.
Só para ter uma idéia de quão pequeno ele era, media provavelmente cinco metros por cinco. Era quente e agradável, no entanto la fora a temperatura era -15C ou até menos.
No aeroporto conheci o Luigi Torretti, o biólogo cuja mãe tinha vindo visitá-lo. Ele foi super simpático, disse que sua casa ficava próximo ao hotel, e que depois ele ligaria para a gente conversar. Ele sugeriu que mesmo que fosse perto, eu pegasse um taxi por causa de minhas bagagens.
Fui dar uma olhada e vi uma camioneta estacionada. As bagagens haviam sido colocadas ao lado da estação, sobre a neve mesmo. A camioneta carregou o máximo que conseguiu, e seguiu viagem, então vi que ela era o próprio taxi. Me avisaram e iria voltar para me pegar em outra viagem. Outra camioneta também estacionou ali, esta tinha a traseira aberta, e várias pessoas sentavam junto com as bagagens.
Lá fora também havia muitos snowmobiles, alguns rebocando um trenó. Inclusive Luigi Torretti veio buscar sua mãe de snowmobile. Ele vestiu a mulher com um casaco de neve bem reforçado (daqueles que pode agüentar até mesmo -50ºC), a colocou na garupa, as malas no trenó e partiram para a Vila. Trocamos brincadeiras, eu dizendo que tinha que cuidar para ela não fazer muito shopping.
Vários outros snowmobiles também iam e vinham. Alguns eram dirigidos por mulheres, e pelo volume da jaqueta, dava pra ver que o filho estava nas costas. Esperei o taxi voltar, o motorista se chamava Tony Demerah, antes ele trabalhava em Holman, mas se mudou para Kugluktuk, onde atua como taxista. Muito simpático, me levou até o hotel, que ficava bem pertinho do aeroporto.
O transporte custou o preço padrão de 10 CAN$. Perguntei se precisava chamá-lo para eu ir embora no dia seguinte, mas ele disse que o próprio hotel teria uma camioneta que me levaria.
Cheguei ao hotel, que era uma casa. Já tinha lido na internet sobre ele quando estive em Yellowknife. O local possuía três quartos no andar de baixo com duas camas cada um e um banheiro coletivo, separado por masculino e feminino.
No andar de cima morava o casal que gerenciava o hotel. Subi as escadas e toquei a campainha, em seguida apareceu uma moça loira e simpática, provavelmente era do Sul. Perguntei se ela era a proprietária, ela respondeu que era a gerente. Seu nome era Gina. Questionei se teria um quarto para eu ficar por uma noite, após alguns segundos de silêncio sem resposta que eu fiquei até angustiado.
Bom, pensei: se não tinha quarto disponível, eu teria que procurar em outro lugar ou então construir um iglu, pois bem agasalhado eu estava (risos). Após o suspense ela disse que sim, havia quarto (que alívio). Ela me mostrou o dormitório e eu comecei a levar minhas bagagens.
Eu estava com uma mala, uma outra bagagem o tripé, uma mochila com a câmeras e lentes, com o notebook, e outra mochila com baterias e carregadores, além da filmadora tiracolo. Assim mesmo com tudo isso eu levaria menos bagagens, para um dia só já era muito. O resto eu deixei no hotel em Yellowknife, uma mala, a lente grande e a maleta Pelican.
Primeiro arrumei minhas coisas. Ela me perguntou se eu não queria comer algo, pois havia um senhor comendo. Este senhor era um aborígene de Inuvik, que faria um show musical no final de semana. Eu agradeci a gentileza, e ela me perguntou sobre o café da manhã.
Expliquei que eu não tinha horário certo, e que era melhor combinarmos apenas o almoço. Fui para o quarto e me agasalhei bem, peguei a câmera, a filmadora, e fui em direção ao centro da Vila.
Tudo coberto por neve. Já estava quase anoitecendo, e mesmo assim havia um sol lindo, pois só anoitecia após as 9 da noite. Aproveitei para fotografar tudo o que passava por mim, e o que mais passava, eram snowmobiles e alguns quadriciclos.
As estradas eram sobre a neve, e as pessoas passavam por mim e já cumprimentavam. Lembrei que isso normalmente só existe em pequenos lugares, por exemplo, em Crissiumal, minha cidade Natal. Mas mesmo assim isso vai se perdendo, por isso fiquei muito feliz.
Quando estive no meio da cidade, vi algumas pessoas caminhando em direção à colina, que era uma baixada. Deveria ser o mar que rodeava quase toda a cidade, que ficava em uma ponta. Decidi seguir meu "feeling" e fui conferir.
Quando eu estava cruzando a estrada, vi se aproximar uma camioneta preta de cabine dupla. A motorista parou e perguntou se eu iria para a colina, eu disse que sim. Expliquei que não sabia exatamente o que havia lá, mas que estava andando em sua direção.
Ela imediatamente já se ofereceu para me mostrar a cidade e ir até a colina pela estrada normal e pela estrada de gelo. Foi maravilhoso, seu nome era Joanne, uma mulher simpática e bem apresentável.
Além disso, ela estava escutando uma música bem suave e gostosa de ouvir. Me explicou algumas coisas sobre a cidade e quando entramos na estrada de gelo, sobre o mar congelado, a vista era maravilhosa, assim pedi para abri o vidro.
Tirei umas fotos de longe para poder recordar da cidade e do barco ancorado sobre a neve, um barco muito grande. A neve construía formas magníficas, dava pra ver as ondas congeladas, daria para passar o dia ali tirando fotos.
Tudo ficou na minha memória, já tinha adorado apenas conhecer o lugar. Era um lugar maravilhoso, visto daquela maneira. Mesmo ficando tão pouco tempo ali, já prometia a mim mesmo, voltar.
De longe, vi muitas pessoas paradas junto à colina, ao lado, os snowmobiles subiam e desciam. Incrível de se ver, pois a superfície era alta e íngreme. Seguimos de carro e nos aproximamos, Joanne me falou que ali estavam construindo os iglus, logo vi que era uma competição de quem construía um iglu mais rápido. Fazia parte do Festival da Primavera.
Estavam competindo três grupos, formados por quatro pessoas cada. Já estavam na metade da prova. Ao redor, muita gente torcia e comentava sobre a prova, todos muito felizes, principalmente a criançada. Além dos aborígenes, que são os nativos, alguns os chamavam de esquimós, alem dos aborígenes também vi algumas pessoas que moravam ou apenas visitaram o local, geralmente ligados ao governo ou às minas.
Fiquei impressionado com as crianças lindas que encontrei. Todas vestidas em seus trajes de neve, pois apesar do sol, fazia muito frio. Provavelmente uns -15 ou -20. Comecei a filmar e fotografar o pessoal trabalhando nos iglus. Mias filmei, pois era algo muito interessante e original. Observei como cortavam o gelo com o serrote e facão, e como as mulheres organizavam os blocos uns sobre o outro e picavam os pedaços de neve. Desta forma, o iglu ia sendo preenchido com neve.
Para agilizar o trablho ficam 2 pesoas dentro do iglu, recebendo os blocos de neve. Um ficava com o serrote colrtando os blocos e outra pessoa levava até o Iglu, ai ela acertava a posicao, enquanto o outro fazia os arremates. Preenchendo com neve entre os blocos e também cortando e arrematando as bordas com um facão.
Ao meu redor a criançada toda, dividia entre eu, os iglus e a colina, onde subiam, eu ficava impressionado do tamanhinho da criança subindo por onde provavelmente eu não conseguiria. E de lá de cima deslisavam alegremente até em baixo.
Voltei minha atenção para os Iglus, e para as pessoas em volta. Muitas pessoas idosas euforicas aplaudiam, até que um dos iglus foi completado. Os competidores suados, festejavam. Uma mulhre muito alegre falava um monte de palavras na lingua nativa, que eu não entendia, mas todo mundo ria muito e batiam palmas. Foi maravilhoso ter estado aí. Foi muita sorte.
Mais tarde, soube que um dos que venceram a disputa, já havia morado em iglus, antes de ter sua casa de madeira. Infelizmente não tive tempo de conversar com essas pessoas que montaram o iglu, pois como havia muita gente bonita, com roupas de pele, naturais e coloridas, fiquei fotografando todos.
Quando a competição chegou ao fim, Foi avisado que as 21 horas teria continuação do festival lá no Multiplex, que é o pavilhão comunitario. Todos subiram em seus snowmobiles e em poucos minutos a área ficou deserta. Somente eu fiquei ali, olhando e refletindo sobre como seria viver naqueles iglus. Como seria para fazer fogo. Acender o fogo, queimar algo, pois não tem arvores por ali. O que comer pois não tem vegetação. Realmente era um povo para a gente admirar, assim como fiquei imporessionado no Atacama, de as pessoas sobreviverem em um deserto, aqui é o mesmo caso. Ficava pensando na fartura que temos no Brasil.
Logo chegou um snowmobile transportando toda a família: esposa, um filho nas costas e mais uma criança na garupa, alem do marido, que estava dirigindo. Eles ficavam andando ao redor dos iglus, conversaram um pouco comigo e seguiam acelerando.
Chegou outro grupo, conversamos até sentaram ao meu lado, tiramos uma foto. Convidaram para mim visitar a casa deles. Disse que gostaria, mas não teria tempo já viajaria amanhã mesmo.
Assim chegavam mais outros snomobiles. Algumas vezes, eram as mulheres que dirigiam o snowmobile. Na maioria das vezes, os filhos ficavam em suas costas, era muito interessante de ver. Eu ficava curioso, e perguntava sobre os filhos, por exemplo, que idade eles tinham.
As mães eram muito atenciosas e me explicavam muita coisa, assim eu aprendi muito sobre como levar uma criança no snowmobile. Como o porquê de levá-las nas costas: As crianças ficam nas costas da mãe, cobertas pelo casaco dela para se proteger do frio, durante o dia todo . Para respirar elas utilizam duas formas, quando a mãe está de capuz, elas respiram pelo ar que entra entre os braços e as mangas do caso. Mas, quando a mãe está sem o capus, as crianças respiram pelo ar que entra pela nuca. Ou ficam bombando usando o braço. É bem interessante, a mão fica na altura cintura e com o cotovelo movimentando paa frente e para traz se leva ar para o bebe atráz, a gente vê por muitos momentos, já é um habito delas.
A corda na cintura faz com que a criança não caia, e essa segurança permite dar agilidade às mães. Se você olhar, nem parece que há um bebê nas costas delas, apenas uma corcunda. Conforme eles crescem, também ficam ali, porém, saem para cima e ficam com a cabeça bem ao lado da mãe.
No pouco tempo que fiquei ali, fiz muitos amigos e conheci muita gente. Após aprender muito sobre como carregar crianças na garupa e no snowmobile, decidi voltar para o hotel e me preparar para os shows que teriam a noite. Haveria o festival de primavera, no caminho para lá, diversas pessoas me ofereceram carona, mas eu agradeci. Queria ir caminhando. Muitos estranhavam eu caminhando por entra as colinas de neve, cheio de equipamentos.
Eu queria mesmo era curtir aquele caminho colina acima, estava vendo o por do sol, lindo, os reflexos dele na neve, as sombras que ele criava.. Devo ter levado uma hora para chegar ao hotel, caminhando sobre a neve e às vezes até mesmo afundando o joelho. Eu estava feliz demais, adorei o lugar e as pessoas, pois todas eram, além de simpáticas, muito atenciosas. Estavam sempre querendo ajudar.
Os snowmobiles não paravam de surgir, para lá e para cá, era um agito. Quase ninguém caminhava, andavam basicamente de snowmobile, os carros também não eram muitos, acho que vi menos de cinco. Mas havia alguns quadriciculos.
À tardinha, quando voltei para o hotel, meu queixo já estava amortecido de tanto frio. A temperatura deveria ser em torno de -20°C, e com o vento, a sensação era de menos ainda.
No rosto de muitos habitantes do local, havia várias manchas e queimaduras de frio, assim como acontece no Brasil, por causa do sol. Eu senti que meu rosto também estava vermelho de frio, o queixo adormecido e minhas mãos também, pois eu havia esquecido as luvas no hotel. O frio estava intenso, já não sentia mais meu queixo, tentei protejer ele um pouco colocando dentro da gola, mas resolvia muito pouco. As mãos tambem estava adormecida, e o contato com a maquina gelada era pior. Tentei mander as mãos dentro da manga mas por ser justa ficava aprte de fora, e onde o vendo batia, chegava a queimar. Apressei o passo, no resto do corpo estava quente, até suado. Eu pensava nisso, como pode suando e passando frio. Mas como diz meu amigo Kevin: Não existe tempo ruim, existe má vestimenta. É eu não tinha me vestido apropriado. Achei que não estaria tão frio.
O sol brilhava como uma estrela. Quando cheguei ao hotel, Tinha um recado pra mim. Era do Biólogo. Liguei para o biólogo Luigi Torretti e acertei em visitá-lo de manhã. Me organizei para ir ao show, levei tripé e a mochila. Quando eu estava saindo era 9h30min e o show começaria às 9h, mesmo assim fui a outra colina para ver o pôr-do-sol. Mas, infelizmente perdi pôr-do-sol ao contornar a colina. Gostaria de ter visto, é interessante ver o solde pontos geograficos diferente, e gostaria de ter visto deste lugar já no Artico.
Deveria ter sido maravilhoso e pensei: não estarei aqui amanha para vê-lo, pois meu plano era ficar ali dois dias em função da tempestade tive só 1 dia. Mas fiz fotos do céu, tava lindo rosado, e vi lá embaixo o aeroporto, como era pequeno! Voltei e fui em direção ao Multiplex, cheguei lá suando, o local estava lotado, todos estavam lá. Na frente lotado de snowmobiles. Estava acontecendo um show de mágicos e palhaços. Deano the magic man. www.deanothemagicman.com e tambem um show da Sandra Sutter www.sandrasutter.com shows que fazem parte do Festival da Primavera. As crianças adoravam.
Fiz umas tomadas e filmei o pessoal. Logo começou o show de danças locais. Muito lindas! Me arrepio só de lembrar. Só filmei, pois meu flash da câmera fotográfica quebrou, e eu não consegui comprar outro em Yellowknife. Quase chorei por perder de registrar aqueles momentos.
Além das danças nativas, houve um desfile com uma senhora, que provavelmente deveria ser a mais velha das mulheres. Foi muito bonito, eles usaram os trajes mais lindos que já vi. Tdos aquelas pessoas desfilando com roupas de pele naturais lindissimas, de muito bom gosto. Era algo imponente. Um glamur. Os carnavalescos do Brasil deveriam ver.
E eu sem flash! Deixei a filmadora filmando e tentei fazer umas fotos mesmo sem o flahs da máquina fotográfica, mas acho que a emoção e o nervosismo me fizeram tremer. Pois não sairam boas fotos.
Alem disso, não coloquei um ISO muito alto, para não estragar a foto, porém assim a foto não fica muito legal. O mais importante é que tudo ficou na minha mente, e também na filmagem. "Foi um show, magnifico show!".
Depois e fazer duas voltas, a senhora que desfilou sentou no meio da roda e ficou assistindo aos outros dançarem. Sempre muito alegre e simpática, quando me viu tirando fotos dela de lado, abriu mais o sorrido e se virou totalmente para mim.
Um amor de pessoa, deu vontade e ir lá abraçá-la. Seu jeito gracioso e acolhedor representa a cordialidade das pessoas do norte, terei sempre essa imagem na minha mente. Lembrei da minha avó, quando estava nos bons momentos.
Continuei tirando fotos e filmando, até que um dos meninos e outra menina chegaram até mim. Vi que tinha interesse na filmagem. Ofereci minha câmera para eles olharem e quando vi, já estavam filmando incrivelmente melhor do que eu. Observei as tomadas e os movimentos: que potencial!- pensei. Era só eu dar as dicas do que era para filmar, e os closes, que eles aprenderam rapidinho.
Abriam, fechavam, pegavam primeiro plano e o grupo de pano de fundo. Pensei comigo: bem que eu poderia vir aqui e dar aula para eles, ou quem sabe aprender junto. Poderia fazer um filme sobre a vida e os lugares da região. Nossa, seria muito bom! O palhaço e o mágico ficavam fazendo formas com balões, e na fila havia crianças e adultos. Do outro lado, outra fila, mas para um caricaturista. Quando eu vi, a noite já chegava ao fim.
No mesmo momento que eu sai, a senhora idosa também saiu, e eu mal acreditei que ela estava saindo de snowmobile, na garupa. Como já tinha fechado a máquina e a filmadora, abri a mochila rapidamente e acompanhei sua saída. E ela, muito simpatia, foi embora sorrindo e me abanando.
Quando estou caminhando para o hotel, mais um show. Olho para o céu e vejo as luzes da noite, as Northern Lights, a aurora boreal estava detonando o céu de Kugluktuk. até eu ajeitar o tripé, ela ficou menos intensa, mas não para os meus olhos, a lua do outro lado, brilhava como meia lua.
Decidi ir ao hotel para largar a mochila e a filmadora, e ir para a colina tirar fotos da aurora boreal. Fui para lá, mas infelizmente ela desapareceu, pois a neblina tomou conta da noite. Tava bastante frio.
Era bem interessante ver a fumaça saindo das chaminés das casas, pois diferente de Holman, aqui tinha fumaça. Acho que eles devem trazer madeira de longe, para queimar aqui.
Como não pude fotografar as luzes, sentei na neve e esperei por um bom tempo, pretendia ficar ali mais uma hora. Quando vi, eram duas da madrugada e eu voltei para o hotel. Caminhei muito, ia me enterrando na neve até o joelho, até chegar na estrada. Mesmo assim, estava sempre muito feliz!
À noite também era muito frio, e eu sentina principalmente no queixo e na face. Minha manta não parava de sentir falta de uma toca furada que eu sempre usava e puxava para o pescoço. Era prático, pois quando ficava muito frio, era só puxá-la para frente do rosto.
Quando cheguei em frente ao hotel, olhei para o lado e vi a aurora por cima das casas, fui em sua direção. Então tirei fotos, todas lindíssimas! Ainda mais pelas circunstâncias, como a lua, a fumaça e a aurora boreal bem no Ártico.
Depois fui para o hotel e ainda copiei todas as fotos, li e-mails, entre outras coisas. Que legal, no hotel tinha internet wifi, não era muito rápida, mas deu para enviar todas as fotos do dia. Mandei uns recados para o pessoal do INEMA, mas depois me dei por conta que era sábado, e eles não leriam mais.
Fui dormir às 4h da manhã e coloquei o despertador para as 8h30min, mas acordei em torno de 6h ou 7h, e às 8h levantei. Como podem perceber, mal dormi, de tão empolgado que eu estava, com o lugar.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Kugluktuk, Nunavut, Canada-EX-Canada Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 11/04/2008
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O taxi chegando
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Barco ancorado no gelo
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Joanne me deu carona
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Bebe nas costas
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Montando os Iglus
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Alegre, ela motivava todo mundo
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É lindo ver estas pessoas ativas.
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Snowmobile como meio de transporte.
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Criei amigos.
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