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A veterinária Maëlle Gouix explica como são tratados os cães que competem em corridas como a Diavik 150 que aconteceu de 28 e 30 de março de 2008, em Yellowknife, NT, Canadá.
A francesa Maëlle Gouix foi membro do suporte veterinário da corrida de cães Diavik 150, edição 2008. Ela conta que gostou muito da corrida, e pretende se envolver mais com esse tipo de competição. No ano anterior, também foi voluntária na checagem pré-competição, da Iditarod, uma famosa corrida de trenó do Alaska. Como expectadora, Maëlle diz que a Diavik 150 é uma "corrida fabulosa". E como veterinária, explica todo o processo de checagem com os animais, antes e depois da competição.
Todos os cães que competem na Diavik 150 passam por exames clínicos, que incluem: exame de sangue, urina, eletrocardiograma e antidoping (que é feito após a prova). A equipe veterinária, assim como os outros membros, é formada por voluntários e são responsáveis por cuidar de todos os cães que competirão na corrida. .
Os veterinários devem checar todos os cães que competirão naquele dia. Além de cuidados com a saúde, eles também se certificam da identidade de cada animal. Isso é feito através de um microchip, instalado sob a pele do cão. Segundo Maëlle, o microchip evita qualquer tipo de fraude, principalmente com troca de identidade dos bichos.
Quando as equipes retornam da corrida, Maëlle e seus colegas ficam esperando os competidores de quatro patas, e caso tenha ocorrido algum problema, pode-se prestar socorro imediatamente. Além da francesa, os veterinários Dr. Piscz e Dr. Elkin com seus assistentes, também trabalharam na corrida.
Os exames antidopings são feitos apenas no último dia do evento. São examinados os cães das três equipes melhor colocadas no ranking. De acordo com a veterinária, pode acontecer de alguns mushers dar alguma substância ilegal aos seus cães, como esteróides e estimulantes.
Também há casos em que os mushers apenas medicam os cachorros com substâncias não aceitas pelo comitê da corrida, por exemplo, antiinflamatórios. Na maioria das vezes têm a intenção de suprimir a dor dos cães temporariamente, e esconder uma ferida ou um músculo dolorido. Maëlle afirma que qualquer produto desta natureza é expressamente proibido no Diavik 150.
Segundo ela, não houve problemas graves com os cães na edição de 2008 da corrida. A única coisa que é comum, segundo Maëlle, foram os casos de diarréia com os bichos. "Isso acontece muito nesses tipos de corrida, mas não é nada grave" - afirma.
Perguntamos se cães domésticos possuem condições de competir com tanta velocidade e resistência quanto os cães de corridas como a Diavik. Ela respondeu "Possível é, na teoria é possível para qualquer cachorro". No entanto, a profissional explica que os corredores do Diavik são caracterizados por uma mistura específica de raças, que lhes dão mais agilidade.
O resultado desta mistura é chamado de "alaskan husky" que quer dizer "husky do Alaska" diferente do Husky Siberiano. Ela explica que isso não é uma raça, mas sim, um tipo de cão que é apropriado para essas corridas, por ser leve e muito forte. Além disso, há algumas diferenças entre os machos e fêmeas, pois enquanto as fêmeas são mais velozes, os machos possuem mais resistência.
Segundo Maëlle, em uma corrida como essa, os cães necessitam de uma alimentação com dez a quatorze mil calorias por dia. Essa mistura altamente calórica é baseada em gordura, proteínas e carboidratos. Uma dieta assim é necessária, pois esses cães queimam muita caloria, muito mais do que os humanos.
É normal os mushers dar aos animais, uma mistura de diferentes tipos de carne, óleo, gordura, ração e suplementos vitamínicos. Normalmente a cada duas horas durante a corrida, os mushers dão pedaços de carne cozidas com muita gordura, aos animais. Assim, podem adicionar calorias extras para garantir o bom desempenho dos animais na corrida.
Fonte:
Maëlle Gouix Cidade:
Yellowknife, NT, Canadá-EX-Canada Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 31/03/2008
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Dr. Piscz
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