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Veja como foi a participação da musher Wendy Davis na corrida de trenó Diavik 150, que aconteceu em Yellowknife, NT, Canadá, de 28 a 30 de março de 2008
Wendy Davis (Laramie, Wy) e seu time, competem na corrida de cães Diavik 150, desde 2004. Na última edição, a americana alcançou o terceiro lugar no campeonato. E na edição 2007, ficou em primeiro lugar, se tornando a primeira mulher a vencer a prova, nos seus mais de cinqüenta anos de existência.
Há quatro anos, quando começou a competir na Diavik 150, Wendy considerou a experiência bem diferente das outras já tivera, pois o trajeto da prova se diferenciava muito das provas dos Estados Unidos. "À primeira vista, assusta, mas assim que você parte para a corrida, é excitante e divertido" - conta ela.
Ela se refere ao fato de o público poder acompanhar os trenós em todos os trechos. A pista foi planejada para que, em poucos movimentos, os espectadores se movam e consigam acompanhar todos os momentos da prova.
Desta forma, a comunidade se torna literalmente, parte da corrida. Wendy afirma que esse mecanismo é muito bom para permitir que todos vejam como acontece a corrida.
De acordo com Wendy, a prova da Diavik é sempre desafiadora, pois requer que o time mantenha velocidades altíssimas nas cinqüenta milhas percorridas. Ou seja, é preciso se concentrar em dois fatores: as velocidades, que devem ser máximas, e as cinqüenta milhas, que precisam ser concluídas em menor tempo possível.
Esses desafios tornam a prova mais emocionante para os mushers, cães e para o público. Toda essa emoção se intensifica, aliada ao imenso céu aberto e à neve que está por toda parte. Além dessas belezas, a competidora considera as incríveis vegtações e as Northwest Lights, como o maior encanto do lugar.
Wendy explica que a preparação do musher e do cão, são bem parecidas para um campeonato como este. Afinal, os dois precisam estar com o corpo bem cuidado, exercitado, alimentados e hidratados.
Ela salienta que a hidratação é o mais importante, principalmente por que o ar gelado toma conta dos pulmões quando se está correndo.
Para que tudo saia conforme o planejado, o time prepara uma agenda durante os dias de corrida. Nessa agenda, consta uma programação para a assistência do cão e do trenó, como o momento em que os cães tomam água, se alimentam e passeiam.
Deve-se também encerar a base do trenó, para que diminua a sua fricção com a neve do solo, e assim, facilitar seu deslizamento. Eles removem os "runners" (parte do trenó) e o enceram com um ferro, espalham cera na base do runner e deixam secar.
Depois de colado, tiram o excesso de cera. Tudo isso é preparado com a ajuda do suporte feito por Lloyd Gilbertson, que além de ser auxiliar, também é o proprietário da equipe.
O time canino de Wendy não sofreu nenhum acidente ou ferimento durante a corrida. Ocorreram apenas lesões leves, com alguns cachorros. A musher explica que quando os cães sofrem de dores ou lesões musculares, o tratamento é feito com massagem, relaxamento e antiinflamatório.
Segundo Wendy, a corrida de 2008 foi boa para seu time. Além disso, seus equipamentos estavam bem preparados para a trilha. Quando a vitória de terceiro lugar, ela destaca um de seus cães líderes mais antigos, que após um comando, deu tudo de si e correu o máximo que pôde, para atingirem a boa colocação.
Nesta última edição do evento, o time da americana teve alguns líderes jovens, que assumiram essa posição pela primeira vez. Ela garante que ficou satisfeita e eles não a decepcionaram em frente aos rápidos líderes veteranos.
Em seu time, com exceção das posições líderes, os cães podem correr em qualquer outra posição. No entanto, a maioria de seus cães está apto a correr como líder, isso significa que estes cães possuem excelente preparo físico e correm muito.
Em campeonatos e outras competições, Wendy explica que seu time sempre adota estratégias de jogo. Segundo ela, diferentes estratégias para cada dia de provas. Normalmente são sobre qual o ritmo que o time deverá correr, quais participarão da prova e quais serão os líderes.
Ela alerta que também é importante se concentrar na sua equipe, e não deixar ser influenciada por táticas de outros times. A única preferência que a musher tem em dias de prova, é que não esteja ventando muito, "mas isso é mais por mim do que pelos cachorros" confessa.
Na Diavik 150, podem correr até dez cães, mas a americana conta que normalmente corre com menos. "Eu sou leve e pequena, além do mais, correndo com menos, sobram mais cães 'frescos' para os outros dias de prova" - reforça ela.
Na visão de Wendy, o que mais importa é que os cães suportem a velocidade e não cansem ou se machuquem correndo. Portanto, ser macho ou fêmea não quer dizer nada, e ela conclui "O time precisa de cães fortes, bem hidratados e alimentados".
De modo geral, Wendy considerou a competição muito boa, e gostou do desempenho de seu time. Disse também, que achou o povo local muito agradável e amistoso, e pôde conhecer alguns deles na semana em que ficou em Yellowknife, nos intervalos das corridas.
Fonte:
Wendy Cidade:
Laramie, Wyoming, USA-EX-USA Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Wendy Date: 31/03/2008
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Largada do primeiro dia
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Largada do segundo dia
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