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Em abril de 2008, a musher americana Wendy Davis, conta ao INEMA sobre sua relação com o trenó, e como começou sua carreira.
Wendy Davis é natural da Filadélfia (EUA) e vive atualmente na cidade de Laramie (EUA). Aos 33 anos, a americana agrega várias funções profissionais, pois é estudante, guia de montanhas e musher de trenó. No trenó, a competidora já alcançou brilhantes colocações em campeonatos no Canadá e Estados Unidos.
A garota conheceu a modalidade de trenó sendo guia nas montanhas de Oregon (EUA). Ela garante que antes disso, não sabia nada sobre esse esporte. Sua estréia com esse esporte aconteceu de uma maneira inusitada.
Ela conta que lhe ofereceram a chance de treinar duas equipes de corrida, e em troca, ela poderia competir em uma delas, na competição Attaboy 300, em Oregon.
Ela aceitou, e a Attaboy 300 foi sua primeira corrida de trenó. Foi lá que Wendy conheceu seus maiores incentivadores, que foi o casal Lloyd e Mary Gilbertsons. O casal teve muita influência sobre seu aprendizado, pois a ensinou que competir, engloba muitos fatores, como: estratégias de corrida, treinos, bons cuidados, entre outros.
Se tornar musher foi um desafio na vida de Wendy, mas pelo visto, um desafio que ela adorou enfrentar, principalmente por se destacar em um esporte na maioria masculino. Dentro de pouco tempo, e com o apoio dos Gilbertsons, sua carreira realmente decolou.
De acordo com a musher, é muito bom poder competir com igualdade, com homens, e esse é um dos únicos esportes que permite isso. Mesmo assim, há poucas mulheres no trenó, tanto que em 2007, Wendy se tornou a primeira mulher a vencer o Diavik 150, corrida que já existe há mais de 50 anos.
Ela se considera um bom exemplo para as jovens, e quer provar que as mulheres são tão capazes quantos os homens, não somente no trenó, mas qualquer outra atividade.
Por ser mulher, ela garante que teve que provar que era competente o suficiente para estar disputando provas. Garante que é respeitada pelos outros mushers, mas que esse reconhecimento levou anos, de competições e desafios, para acontecer. Segundo ela, aos poucos os homens deixam de ser tão críticos e passam a admirar seu trabalho.
A americana já participou de várias corridas de trenó no Canadá e nos Estados Unidos, entre suas melhores colocações está: 1° lugar nas 60 milhas do Mancos Mush, Colorado (EUA); 1° lugar na Diavik 150 2007, em Yellowknife (CAN); 2° lugar nas 300 milhas do Pedigree Stage Top, em Wyoming (EUA) e 3° lugar na Diavik 150 2008.
Seu envolvimento com seus cães vai além da relação de musher. Ela tem um carinho especial por cada animal, individualmente, e graças a eles, ela ama tanto correr de trenó. "Os cães são inspiradores para mim, eles não são máquinas. Eles têm caráter, coração e se tornam parte da sua família. Você deve desenvolver uma relação sincera com cada cão". - comenta a musher.
Ela completa, dizendo que cada cão, possui uma diferente personalidade e por isso deve-se desenvolver uma relação individual com cada um deles, e assim, o time funcionará muito melhor. Além disso, na condição de treinador, a pessoa deve ar toda a segurança e cuidado que o cachorro precisa. Também se deve saber quando forçá-los e quando dar-lhes folga.
Wendy destaca sua cadela Fireball (Bola de Fogo), como sua corredora mais dedicada. "Fireball é o cão mais valioso que temos. Ela é uma legítima líder, e sempre quer correr mais rápido" reforça Wendy. A cadela Fireball também é muito resistente, pois raramente se machuca ou se cansa.
Aprendeu muito bem os comandos dos mushers, e consegue sentir a direção da trilha, quando o musher não é capaz. E além de ser forte, também é amável e doce.
Os cuidados com o frio são fundamentais para o tratamento dos cães e dos mushers. Segundo ela, os dois precisam estar bem vestidos, hidratados e alimentados. É comum colocar capas e botinhas nos cães.
A competidora afirma que quando se corre de trenó, é impossível não passar eventualmente por aventuras e infortúnios. Ela garante que já passou por muitos momentos com os cães, e que muitas vezes, eles literalmente humilham os mushers, na habilidade e instinto. Veja a história que ela conta:
"Durante uma corrida há alguns anos, eu e meu time estávamos correndo no branco total da neve. O vento era forte, e o chão da trilha estava muito rígido, estava fácil desviar da trilha e sair da corrida. Nesse dia, iríamos correr 50 milhas. Porém, após deixar a linha de partida, minha cadela líder, a Fireball, se virou fortemente para outra direção.
Imediatamente eu gritei 'Não! Devemos seguir reto!' mas ela me desobedeceu, o que é muito raro. Seguimos conforme a direção dela, e para minha surpresa, alguns segundos mais tarde, vi o marcador da trilha, ou seja, minha cadela fez a escolha correta, e eu que estava errada.
Essa situação se repetiu mais uma vez na mesma trilha. Então, para o resto das 50 milhas, eu me calei, e a deixei percorrer o caminho com segurança. Ela nunca fizera aquela trilha antes, por isso eu mal conseguia acreditar no que tinha acontecido".
Wendy Davis é patrocinada pela Caribou Creek Pet Food, que produz a ração com todos os nutrientes necessários para os cães de trenó.
Fonte:
Wendy Cidade:
Yellowknife, NT, Canada-EX-Canada Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 01/03/2008
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Casal parceiro de Wendy
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Alongando depois da corrida
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Massagem
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Partes do Treno
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Trenó feito na Alemanha
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