O piloto Wagner Pascoalino, participou do Festival de balonismo de Torres, que aconteceu de 17 a 21 de Abril de 2008, junto de sua família. Confira o relato dessa experiência.
Wagner Pascoalino, casado, pai de quatro filhos, dentista, iniciou no balonismo, por incentivo de seu genro, Fábio Passos, que é piloto. Fábio convidou o sogro para participar de sua equipe, já que esse gostava de aventura, pois era pára-quedista. Wagner nos conta que no início não aceitou o convite, mas depois de muita insistência do genro, resolveu aceitar e não se arrependeu.
Depois de participar de algumas competições na equipe de Fábio e ser campeão brasileiro em 1993, ele convidou seus amigos Milton Fontana e Paulo Beltrati, mais seus filhos Thiago e Diego Pascoalino e juntos formaram a equipe de balonismo Milton Automóveis, patrocinado por Milton Fontana. A equipe é muito unida, são todos muito amigos e Wagner nos conta que, bom humor não falta para eles. Ele relata que, mesmo quando não estão competindo, costumam se reunir e as conversas sempre giram em torno da paixão pelos balões.
O Festival de balonismo de Torres tem um significado muito importante para Wagner, pois é a única competição que ele consegue reunir toda sua família. O piloto tem os filhos Thiago e Diego na sua equipe e sempre traz a esposa para o evento. Já suas filhas, Caterine e Letícia, também participam com seus maridos, Fábio e Klerton, respectivamente, de outra equipe. A família fica completa com a presença dos netos.
A cidade de Torres, também tem um lugar especial no coração do balonista. "Tudo em Torres é magnífico, a comida, a recepção das pessoas. Adoro essa cidade. Para mim, o Festival de balonismo de Torres é a melhor competição desse esporte, no país", conta Wagner entusiasmado. O piloto também já participou de competições fora do Brasil e diz que foi muito bem recebido. "Fui para a Espanha e Argentina e lá a recepção aos brasileiros é muito boa. Na verdade brasileiro é bem quisto em qualquer lugar", comenta.
Em nossa conversa, Wagner nos explicou alguns procedimentos, para tornar-se um piloto. O primeiro é tirar o brevê de piloto e depois fazer vários exames médicos (um check up). Para o balão é preciso um registro na ANAC (órgão do governo que dá permissão de vôo), pois o balão é uma aeronave. "Cada vez que um piloto participa de um campeonato, é feito um chek in da documentação dele e do balão, caso haja alguma data vencida ou qualquer irregularidade, a equipe não participa da competição", esclarece Wagner.
No final da explicação, o piloto convidou Berenice Correa, integrante da Equipe INEMA, para voar de balão. Ela aceitou na hora e o vôo foi marcado para o outro dia. Na manhã seguinte, Wagner e Berenice voaram sobre Torres.
"Foi a primeira vez que voei de balão, tive um certo medo no início, mas a medida que o balão foi subindo e a cidade foi surgindo aos meus olhos, esqueci de tudo. A Lagoa do Violão, vista lá de cima é muito linda. Agradeço ao Wagner pela oportunidade", conta Berenice eufórica.
A união de sua família é o que motiva Wagner Pascoalino a participar, cada vez mais, de suas aventuras voando de balão. O balonismo é algo que enriquece, verdadeiramente, a vida de Wagner, pois ele garante que ver a família reunida em função desse esporte é algo que realmente, tem um valor enorme. "Balonismo tem que amar. Quando a pessoa gosta mesmo, dizemos que 'o balão pegou na veia'. Na família Pascoalino parece que pegou na veia de todos e esse é meu maior prêmio".
Equipe INEMA
Fonte:
Wagner Pascoalino Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Adriano Daca Publicado: Ana Lúcia do Carmo Saldanha Date: 21/04/2008
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