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No dia 20 de abril de 2008, ocorreu em Bento Gonçalves/RS, a 8ª Etapa da 4ª Copa União de Ciclismo. Confira a participação de Rodrigo Hart Fagundes!
Esta etapa contou com a participação de 107 atletas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Como não havia me organizado para a participação desta etapa, nem acertado carona ou pernoite, por se tratar de uma cidade mais distante, decidi aproveitar a ocorrência da prova para dar uma pedalada até Bento Gonçalves, que fica há aproximadamente 130 km de Porto Alegre.
Como a previsão do tempo previa algum frio e possibilidade de chuva, deixei para sair de Porto Alegre de trem, seguindo conselho de amigos e depois, iniciaria pedalando a partir de São Leopoldo.
Na manhã de domingo, saí cedo, pegando o trem das 05:30. Quando desci em São Leopoldo, muita neblina, umidade e frio. Os primeiros quilômetros foram complicados, custei muito a aquecer e neblina associada a um leve vento contra prejudicava a pedalada, chegando em alguns pontos a deixar a roupa molhada.
A neblina me acompanhou por um bom tempo e só por volta de 08:30 deu trégua, quando eu estava chegando nas imediações de Bom Princípio. Neste ponto, o sol começou a brilhar forte e me acompanhou por toda a ida. Logo depois de Bom Princípio, passei pelo trecho em obras e visualizei o viaduto que leva até São Vedelino e dá acesso à RS 446, que passa por Carlos Barbosa, Garibaldi e Bento.
Logo também começaram as subidas e comecei a diminuir as roupas. A estrada estava com pouco movimento. O acostamento na maioria dos trechos não era bom, brigando a pedalar na pista, mas sempre exigindo muita atenção. O trecho de subidas mais forte teve algo em torno de 5 km e depois, passei por mais dois, acredito que menores, mas bastante inclinados.
Logo, chego ao acesso de Carlos Barbosa, onde uma Maria Fumaça fazia seu retorno na estação e se preparava para receber os turistas para mais uma viagem. O passeio é um dos mais tradicionais da região, onde o turista tem a oportunidade de reviver os tempos das viagens de trem Maria Fumaça e ainda se diverte com as brincadeiras que são feitas ao longo do trajeto (que simulam hábitos típicos da colonização italiana e mesmo um "ataque ao trem" por parte de índios, que é seguida de festa, com direito à música dança e mesmo degustação de vinhos).
Fiquei observando o trem por um tempo, me recordando, em parte da época que era pequeno e morava próximo à linha férrea em Passo Fundo. Gostava muito de observar a passagem dos trens, esses não tão antigos, alguns com quase cinqüenta vagões, passavam transportando todo o tipo de carga e eram diversão diária e certa, já que da janela do meu quarto, podia ver ao longe a estrada de ferro.
Voltando dessa viagem aos bons tempos, segui adiante. Já passava das 11:00 e eu estava há 10 km de Bento Gonçalves. Com rápidas paradas para fotos, demorei 40 minutos para percorrer esse trecho. Já na entrada da cidade, procurei me informar sobre o campus da UCS, onde ocorreria a prova.
Chegando lá, logo o pessoal me pediu cuidado, pois a categoria Open estava na pista. O cotovelo onde o pessoal fazia a curva era uma descida e exigia boa habilidade dos ciclistas para ser contornado. Foi nesse ponto que ocorreu uma queda, porém sem maior gravidade, tirando da competição o ciclista Ricardo Wickert da Last/Elipse Software.
A competição de desenrolou sem maiores surpresas e cerca de meia hora depois, terminou, culminando com a vitória de o atleta paulista Jair Damásio - ABCD/SME - Rio Claro - São Paulo - SP. Completaram o podium Elisandro da Silva - Maremoto - Itapiranga - SC , Arlizegar Moreira - Startec/Dtools - Porto Alegre, Claiton Fadanelli - Acaci - Caxias do Sul e Roberto Rodrigues Júnior - Acivas Beto's Bike - Novo Hamburgo.
Após a premiação, me juntei com uma das participantes da prova, na categoria Feminino, Marly Maravalhas, com quem havia combinado de retornar até São Leopoldo pedalando e após, tomaríamos o Trensurb. Antes disso, fomos até um restaurante próximo, onde paramos para almoço (comida caseira com opção de churrasco a preços acessíveis) e também algum descanso.
Por volta de 15:00 deixamos Bento Gonçalves pela mesma estrada. Desta vez estava mais fácil, pois havia mais descidas, mas mesmo assim, alguns trechos de descida que na ida serviram de descanso tiveram que ser transpostos com algum esforço a mais.
Logo após Carlos Barbosa, vieram as descidas mais fortes. O asfalto, em alguns trechos com remendos e rachaduras exigia atenção. Com a pista mais estreita para a descida, tínhamos que dividir espaço com carros e mesmo caminhões de grande porte. O maior susto foi uma carreta que passou por nós carregada, exigindo alguma habilidade para manter a bicicleta na pista, já que não havia espaço no acostamento.
Chegamos em Bom Princípio por volta de 18:00. O movimento da estrada havia aumentado. Em Bom Princípio, o mesmo asfalto mal conservado da ida nos retardou na volta. Ainda bem que era um trecho curto! Mesmo assim, logo pegaríamos a noite, exigindo que andássemos atentos, co apoio de faróis. Dali em diante, a estrada é quase que uma reta, com vários retornos, algumas ondulações leves e bom acostamento.
È um trecho cansativo, ainda mais quando se está beirando os 160 km rodados. Mantivemos velocidade baixa, em torno de 20 a 25 km/h, mas o suficiente para chegarmos em São Leopoldo por volta de 21:00, de onde regressamos a Porto Alegre de trem. Na chegada em casa, meu ciclocomputador marcava mais de 213 km rodados.
Fonte:
Rodrigo Hart Fagundes Cidade:
Bento Gonçalves-RS-Brasil Fotos: Rodrigo Hart Fagundes Publicado: Berenice Correa Date: 20/04/2008
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