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Veja como foi a participação do musher Warren Palfrey na grandiosa corrida de trenó Iditarod, realizada em 1° de março de 2008, no Alaska, EUA.
Warren Palfrey pratica trenó desde os 15 anos de idade, e viajou de Yellowknife, NT, Canadá, ao Alaska, US com seu time de cães, para competir na Iditarod - a corrida que é considerada a Copa do Mundo de trenó.
Na competição, sua equipe percorreu mais de mil milhas em terrenos com diferentes condições, que segundo Warren, foram desafiadoras tanto para os mushers, quando para os cães.
O musher explica que para uma equipe obter boa performance em uma competição como essa, é preciso conhecer muito bem os cães, e saber gerenciar o time. Além disso, deve-se conhecer e respeitar o limite de cada um, preservando sua saúde física e mental.
Os cães precisam estar fisicamente preparados para correr as 1150 milhas da Iditarod, e sem nenhum tipo de machucado. Eles treinam por milhas, correndo diariamente de seis a sete horas, com algumas pausas. Durante todo o ano, eles são tratados como atletas olímpicos e alimentados com uma ração Premium, a First Mate.
Além de treinar o time de cães, o musher também deve estar em boa forma para competir. Segundo Warren, correr com os cães já é um grande exercício, e essa atividade ele pratica todos os dias. Também mantém uma dieta leve, e não exagera na alimentação.
Seu time, o NorthernStar Kennels é composto por Warren, sua esposa Kate e seus filhos, Sam, 15, Peter, 10 e Jesse, 8. Junto com o apoio de todo o restante da família. O piloto reforça que esse apoio é essencial em um esporte como esse.
Kate é a principal colaboradora do time. Ela trabalha principalmente com os filhotes e cães mais novos, ajuda nos treinos, corridas e cuidados com o canil. Os filhos do casal também auxiliam na lida com os animais.
Os patrocinadores do time: www.firstmate.ca; www.mmmeatsshops.com; e www.uphere.ca também fazem parte da equipe, pois colaboram financeiramente para a realização dos objetivos da equipe.
De acordo com o competidor canadense, a preparação para uma corrida como essa, começa muito antes do evento. Uma delas é deixar o alimento todo preparado e despachá-lo para o Alaska, onde a organização do evento envia-os aos postos de controle ao longo da corrida.
Também são tomados diversos cuidados veterinários com a saúde dos cães, eles não podem correr com nenhum ferimento. Warren conta que para suprir todas as necessidades da equipe durante a competição, enviou ao evento 726 Kg em alimentos e equipamentos para dispor na rota da corrida. Desses, 590 Kg são somente em rações, e o restante, em equipamentos e coisas do musher.
Antes de partir para a corrida, de fato, deve estar preparada uma mala de suporte, contendo diversos itens, como: botinhas extras para os cães, jaquetas, capas, ração, comida para o musher, kit de primeiros socorros, saco de dormir, um machado, caderno veterinário, e ferragem para reparar o trenó eventualmente quebrado e solucionar outros problemas.
O time de cães, que compete na Iditarod é composto por três posições: os cães líderes; cães equipe; e cães de roda. Os líderes são os que correm na frente do time, alguns apenas seguem a trilha onde estão, outros, obedecem aos comandos de voz do musher.
Os líderes de Warren são muito bons, segundo ele, dos 16 que correram na Iditarod, todos podem liderar. Os cães equipe são os que correm no meio do time e podem ser mudados de lugar, mas alguns tendem a correr apenas de um lado, pelo seu estilo de corrida.
Já os cães de roda, são os que ficam mais perto do trenó, atrás do grupo. Na opinião do musher, essa posição é a que provavelmente mais exige preparo, por causa dos empurrões e ruídos do trenó logo atrás deles.
Sua equipe começou a disputa com dezesseis cães. Apenas uma era fêmea, a Caper, os demais eram machos. Normalmente, seu time é composto por cães jovens, com idade em torno de três anos e meio.
Quanto à sua estratégia para essa competição, o time canadense se programou para correr longas distâncias entre algumas paradas para descanso. Ele conta que foi muito bem na primeira corrida: "Comecei em 44° em Willow, e no Finger Lake eu estava em 4° lugar, ultrapassei 40 mushers durante a corrida".
Muito de sua estratégia veio do musher Doug Swingley em sua corrida de 2004. Naquele ano, Swingley teve suas córneas congeladas e teve que abandonar a corrida. "Doug foi meu grande mentor nos últimos anos, e a maioria do nosso time veio dele depois que se aposentou do esporte, em 2007" - relata Warren.
Na corrida deste ano, as temperaturas estavam muito acima do previsto. O normal deveria ser em torno dos -20°C, e os termômetros marcaram algumas vezes, de 8 a 10 graus Celsius. Esse aquecimento pode ser bom para as pessoas, mas péssimo para o time e para os animais.
Com temperaturas mais elevadas, a neve se torna mais macia. Ele compara a pista de gelo com uma pista de areia fofa e areia dura, e completa: "em uma areia macia, se pode afundar o pé, cair ou tropeçar" por isso, as temperaturas mais altas são prejudiciais nesse tipo de competição, porque a neve macia também causa isso.
Não aconteceram problemas graves com sua equipe durante a competição. No entanto, o canadense relata um problema causado antes mesmo do evento começar. Warren teve que abrir mão de dois cães importantes para a corrida, ele explica o que aconteceu:
"O último treino dos cães, aconteceu na cidade de Montana, antes de irem ao Alaska. Portanto, como estávamos percorrendo 140 milhas de viagem, os cães ficaram uma semana sem treinar, antes do evento. Com isso, os animais ficaram com uma acumulação láctica ácida em seus músculos. Não trabalhar o ácido láctico no sistema dos cães, prejudicou o time".
Segundo Warren, com exceção do Gorde (onde havia um buraco de gelo que causou problemas a muitas pessoas) todo o restante do trajeto foi tranqüilo E de modo geral, ele considerou a trilha de Nikolai a mais desafiadora.
Alguns de seus cães se machucaram nos bíceps e tríceps, e ficaram sob os cuidados veterinários e TLC. Mas essa foi a lesão mais grave sofrida entre os animais de Warren. Ele garante que foram bem cuidados agora já estão muito bem.
Apesar das adversidades, o incrível cenário do Alaska era o grande espetáculo do evento, e foi o que mais chamou a atenção do competidor durante a trilha. Ele salienta que os lugares mais belos, eram: a vista de Rohn e Nikolai em suas costas, e em sua frente o Farrewell Burn. "Eu podia ver a trilha muitas milhas a frente, através dos planaltos"- acrescenta ele.
Warren participa da corrida Iditarod desde 2006 e garante que a cada ano essa competição vem tomando uma dimensão maior. Segundo ele, há algum tempo, o número de equipes competindo, era muito inferior ao atual, quando mais de 30 equipes capacitadas, competem no evento.
Ele ainda enfatiza, e diz que pessoas do mundo todo, vêm ao Alaska ver a corrida de trenó de Iditarod e participar dela. O Mushing, ou Trenó, é o esporte oficial do Alaska e todas as pessoas de lá apóiam essa modalidade. "A hospitalidade daquele povo é imensa" - conclui Warren.
O musher já participou de diversas corridas de trenó, entre o Canadá e Estados Unidos. Entre elas: Diavik 150, The Race to the Sky, Great Slave 200, La Pas, Wollaston Lake, Iditarod, Wyoming stage stop race, Attaboy 300, Seeley 200, Camaco Northern Challenge e muitas outras.
Warren Palfrey diz que até hoje não venceu muitas corridas, mas já ganhou muitos prêmios, como esses:
2008- Iditarod 2008 - Melhores Mushers
2007- The Race to the Sky - Melhor tratamento com os cães
2007- Diavik 150 - Melhor tratamento com os cães
2006- Recebedor do Leonard Seppela, Patrimônio Grant
2004- Sportsmanship Award
Fonte:
Warren Palfrey Cidade:
Alaska, USA-EX-USA Fotos: Warren Palfrey Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 01/03/2008
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Canil do Warren em Yellowknife
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