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O 1º Enduro das Cucas aconteceu no dia 10 de maio de 2008, em Rolante/RS. Confira o relato de Ronésio Cascaes.
A largada foi na Praça central de Rolante, junto com a feira do livro promovida pelo município.
O trecho de deslocamento foi apertado, pois a rodovia estava em obras. Quando pegamos a estrada de chão achei que a prova seria fácil. Ledo engano.
Já na primeira subida, deu para perceber que as trilhas estavam lisas que nem quiabo. A moto escorregava para todo lado e eu me mantinha em cima a duras penas, pois mal alcançava no chão para ajudar. Não deu outra. Primeiro pedaço de chão comprado, logo no início, de um grande pedaço de terra que eu levaria de Rolante.
Mas não dá nada, que nós levanta pra cair de novo. Dito e feito. Desta vez entortou o pedal de marcha e não pude trocar da 1ª para as outras marchas. Subi como deu e parei no topo para consertar o pedal. Nesta brincadeira perdi oito preciosos minutos.
Consertei o pedal de marcha e lá me fui de novo. Junto do primeiro PC aproveitei para cair mais uma vez. Culpei os pneus muito cheios e dei uma esvaziada na tentativa de melhorar a aderência. Pobre coitado, achou que os pneus eram os culpados por não saber andar de moto.
Continuei firme na prova e mais um escorregão e fui parar com a frente descendo o barranco. Ajudado por um outro parceiro coloquei a bichinha na trilha e continuei até que na próxima subida a roda da frente foi num lado e a de trás no outro e me atravessei todo.
Podem não acreditar, mas tudo isto em apenas 20 minutos de prova. Cheguei a conclusão que a prova não estava para mim. Encostei a moto na beira da trilha e fiquei esperando o meu sobrinho Márcio chegar, pois imaginei que estivesse tendo as mesmas dificuldades.
Ele chegou, sem odômetro de navegação, que tinha pifado. Combinamos de fazer a prova juntos, sem compromisso de competir e ajudando um ao outro.
Realmente, estava difícil de ficar em cima da moto. Com muita dificuldade, fomos na base do devagar e sempre, para não se arriscar e chegamos no meio da prova antes da descida do Teixeirinha, um tanto atrasados, quando o número 15 passou por nós, vindo do 1º neutro.
Atrasado? Atrasado e meio! Verificamos a referência e vimos que a prova dava uma volta. Parei e perguntei a referência para o primeiro que passou e ajustamos o trecho e, eureka, estávamos 10 minutos adiantados, como num passe de mágica. Sabe como é? Quando não se é um bom piloto, tente ser um bom navegador.
Esperamos um tempo e na hora de sair a moto do Márcio não quis pegar. Imediatamente peguei a corda e sai rebocando trilha afora até que a danada pegou. Lá se foi a nossa vantagem de tempo.
Fomos bem até a próxima subida. Subi com dificuldade e o Márcio trancou no lado esquerdo. Na seqüência um outro trancou no lado direito, com a corrente caída, fechando a passagem de quem vinha mais atrás. Teve um maluco que subiu pelo barranco e veio vindo até cair próximo do Márcio. O Jair Ferreira não se michou. Veio pela direita até trancar no que estava parado, fincou pé no chão e passou a motinho 125cc para a outra cava da esquerda e foi embora, me deixando de queixo caído e tantos outros para trás.
Puxei o Márcio pela corda e nos bandeamos morro acima. Passei pelo PC do Lazaretti tri atrasado e fomos descendo pirambeira abaixo. Tinha uma descida de lage show de bola, que colocou minha habilidade à prova. Desci direto até em baixo e fiquei esperando pelo Márcio que chegou esgalepado, com um palmo de língua de fora.
Passamos pela casa do Seu Gustavo e como o Márcio não aparecia, dei meia volta e fui ao seu encontro. A Detinha, velha de guerra, estava cansada e se recusava a pegar. Novamente reboquei a dita cuja que pegou no tranco, e lá se fomos para o segundo neutro, 25 minutos atrasados (de novo).
Passamos direto pelo neutro e seguimos a estrada. Saímos do estradão e fomos subindo uma trilha longa embalados para não trancar. Dobrei a esquerda, fiquei esperando o Márcio e vi que ele passou reto, para o meu desespero. Fiz meia volta e desci na contra-mão e me fui atrás dele alcançando logo em seguida. Voltamos e passamos por uma casa com um Fiat Uno parada na frente dela e me perguntei:" Como é que este Fiat chegou até aqui?" - já que a estradinha era lisa e escorrgadia.
Não tive muito tempo para pensar, pois uma nova subida me esperava. Lancei a CRF-230 morro acima e consegui passar pelas motos paradas na subida. O Márcio não teve a mesma sorte. Atravessou e a Detinha apagou de vez e se recusou a pegar como que dizendo: Daqui não saio, daqui ninguém me tira.
Tentamos, em vão, fazer a moto pegar. Como não deu certo (já estava 4 x 0 para a moto) resolvemos descer e ir até o neutro comer alguma coisa e seguir por estradão de volta a Rolante.
Paramos na venda do Lazaretti (o primo) comemos dois sanduíches de mortadela e voltamos para Rolante. Ao passar pela barragem, a água estava passando por cima da mesma e imaginei com estaria a Cascata do Chuvisqueiro com toda aquela água. Não tivemos dúvida. Fomos até a cascata, onde tiramos as belas fotos que ilustram esta reportagem e depois seguimos para Rolante.
Esta prova foi uma daquelas que faz a gente se perguntar: O que que eu tô fazendo aqui e porque não fiquei em casa dormindo?
Realmente, uma prova com terreno liso como o que encontramos é muito difícil para um piloto baixinho como eu, que mal alcança no chão. Valeu pela diversão e pelas trilhas sem compromisso que fizemos.
Ao pessoal da organização e em especial ao Lazaretti e ao Hélio Guedes, o nosso muito obrigado por proporcionar umas trilhas como aquelas.
Aproveitamos para lembrar a todos para se prepararem para o mês que vem, no dia 07 de junho para mais uma etapa do Campeonato Metropolitano, em Igrejinha.Lá também estaremos arrecadando roupas e alimentos para os carentes da cidade.
Pedimos a todos que tragam a sua contribuição. É pouco, mas ajuda.
Até lá!!!
Fonte:
Ronésio da Silva Cascaes Cidade:
Rolante-RS-Brasil Fotos: Ronésio da Silva Cascaes Publicado: Ana Lúcia do Carmo Saldanha Date: 10/05/2008
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