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Uma viagem de moto à Patagônia empreendida entre 14 de janeiro a 25 de fevereiro de 2008, onde José Freitas teve o privilégio de conhecer outras culturas.
Segunda-feira cedo, aproveitei para cambiar la cadena (trocar a corrente), fui à uma oficina de motos, a REPLAS, onde me deram preferência por estar viajando, aproveitei e comprei dois pares de luvas ótimas, que combinam com o grafismo da moto.
Na terça-feira, bem cedo, partimos para Colonia Del Sacramento UY. Minha esposa foi de ônibus. Desta cidade a travessia para Buenos Aires AR custa bem menos que em Montevideo. Colônia é muito simpática com um povo muito hospitaleiro, onde todos respeitam as scoters e quadriciclos, quase sempre guiados por turistas. Tiramos muitas fotos, rimos bastante, encontramos um casal carioca e dirigimos muito um carro de golfe que alugamos, passeio muito interessante. Às 18 horas, embarcamos no Buquebus rumo à Argentina (Buenos Aires).
Quem for fazer esta viagem de balsa (Buquebus), fique atento, se de moto ou carro, além da passagem do veículo, terá que desembolsar mais US$ 17 (dólares) de taxa de embarque. Pergunte tudo até dez vezes, se necessário; quase tive sérios problemas. Se não fosse uma família argentina que conheci na fila de espera, eu não teria embarcado a moto por falta de um tíquete, que estava com minha esposa, já embarcada.
Depois de tudo resolvido, a viagem foi boa. A balsa, que mais parece um navio, começou a sacudir a ponto da necessidade de amarrar a moto, foi quando senti falta de ter levado duas cintas de prender motos em reboque, não esqueçam. Em Buenos Aires, feito os trâmites de entrada, fomos para o hotel e cama, à 1h da madrugada.
Dia 23 de Janeiro, quarta, fomos andar pela cidade e fazer umas comprinhas, pois ninguém é de ferro, roupas e assessórios de couro são muito baratos, mas tem que procurar. Fiquei na cidade até o dia 25. Deu pra ver muitas coisas e viajar de trem para La Plata, muito legal.
Sexta-feira às 7h da manhã segui viagem, com pernoite previsto para Bahia Blanca. Foi um dia de coisas engraçadas, primeiro, errei a saída para pegar a Ruta 3 e fui parar no Aeroporto de Ezeiza. O problema e que existe um pedágio para entrar no estacionamento (fim da estrada), aí, o jeito brasileiro funcionou: desci da moto e fui conversar com um fiscal, deu certo e o cara me mandou passar, autorizando o não pagamento.
Voltei 2 km, retornando ao caminho, ou seja, Ruta 3, fui até Cañuelas depois Azul, parei pra conversar com uns cariocas voltando do Ushuaia, quando ia saindo o raio furou o pneu dianteiro em frente ao borracheiro, DEUS é provedor. Daqui também se pode continuar na Ruta 3 ou seguir pela Ruta 51, que é mais curta e passam menos camiones (caminhão). Ambas terminam em Bahia Blanca a 670 km, onde me hospedei numa residência chamada La Pensión, barato e bom ($40,00).
Dia 26, após trocar o azeite (óleo) da moto, segui viagem com chuva e um nevoeiro tremendo, com visibilidade de 10 m e muito, mas muito frio. Depois esquentou novamente, começando as retas infindáveis. Dali fui até Viedma, onde geograficamente começa a patagônia, Província de Rio Negro, onde se situa San Carlos de Bariloche.
O tipo de terreno muda completamente e começa a ficar muito árido, com vegetação de deserto, o que provoca um calor quase irrespirável. Aumentam as retas, diminuem as elevações, o que propicia ventos laterais de até 80 km/h, dificultando a pilotagem aprumada. Neste dia rodei apenas 450 km, até Sierra Grande, devido aos fortes ventos. O hotel é simples, mas tudo limpo.
Domingo cedo voltei para a estrada, dia tranqüilo, trecho com algumas obras, desvios em rípio (brita), nevoeiro e frio outra vez, mas, pouco movimento. Almoço em Trelew, ótimo e muito bem servido. Continuei com destino a Comodoro Rivadavia, chegando às 19h. A topografia muda outra vez: agora voltam os morros, mata alta, em algumas partes, e curvas, que foram hiper bem vindas, já não agüentava mais tantas retas longas, de 30 a 80 km e uma atrás da outra.
Comodoro é linda! Uma Cidade próspera, com muitas companhias de petróleo, por isso o custo de vida é alto. Resolvi seguir até Caleta Olívia, a mais 89 km, só conseguindo vaga num hotel sem garagem. A moto dormiu com as bagagens na frente da recepção (DEUS guardou). Preços altos também por conta do petróleo ($140,00).
De Comodoro Rivadavia para o sul não incidem impostos sobre o combustível e a gasolina custa $1,00 (um peso), em média 60 ou 70 centavos de Real. Ótimo!
Continua....
Fonte:
José Ary Leite de Freitas Cidade:
Buenos Aires - Argentina-EX-Brasil Fotos: José Ary Leite de Freitas Publicado: Ana Lúcia do Carmo Saldanha Date: 03/06/2008
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