A forte relação de Rodrigo Nunes com o motociclismo, se originou ainda na infância. Tudo começou andando de bicicleta, conta ele. Desde os seis anos de idade, o rapaz se locomovia de bicicleta, para ir à escola, padaria, etc.
Com o passar o tempo, os desejos e ambições cresceram proporcionalmente, e foi assim que ele passou a se interessar por motociclismo.
Rodrigo, 28 anos, mora na cidade de São Roque, em São Paulo. Desde que começou a andar de moto, o paulista já teve diversas motocicletas: Vespa, CGS, Sahara, Falcou, YBR, XT225, XT600, Suzuki 750 SRAD.
Ele revela que sua primeira moto foi uma Vespa, que na verdade, pertencia ao seu avô. “Ele foi me emprestando aos poucos, até que um dia, me deu de vez”, relembra. Aos 18 anos, ele até mesmo usou a moto para viajar com a namorada, para Mongaguá, no litoral de São Paulo.
Atualmente, ele possui uma Honda Tornado 250 cc. Foi com ela, que Rodrigo cruzou o Continente Americano de norte a sul. Segundo ele, a moto atuou brilhantemente durante a viagem. Além disso, ela possui vantagens como, ser leve, fácil de pilotar, e de manutenção barata.
O motociclista também já viajou pela América Latina, percorrendo 35 mil quilômetros. Nesta aventura, ele visitou dezessete países até o México e Cuba.
Além de ser um experiente no motociclismo, Rodrigo também já desempenhou excelentes resultados no Mountain Bike, durante dez anos. Ele competiu no esporte até 2003, quando foi campeão paulista.
Rodrigo confessa que, mesmo sendo apaixonado por motociclismo, não tem o costume de ir à moto encontros e outros eventos.
Lembra-se de ter ido a apenas dois: um passeio em homenagem a Ayrton Senna, até Interlagos, e no Mega Cycle, em Serra Negra. Ele acredita que não gosta de ir a encontros, devido ao grande número de pessoas que vão ao local.
Pilotar uma motocicleta requer atenção, e quanto mais experiência, melhor. Sobre isso, Rodrigo relata um episódio de emoção e perigo, que viveu com sua Yamaha XT 600:
“Algumas vezes, a Yamaha XT 600 não tem uma boa estabilidade em velocidades acima de 140 km/h. Inexperiente e sem saber disso, numa forte decida, acelerei tudo e abaixei na moto, imagino que estava a uns 180 km/h...
...Quando fui passar dois carros no final da descida, a moto começou a chacoalhar, como vemos em provas de moto velocidade, em que lança o piloto fora da moto...Sem controle ao lado dos carros, e na pista contrária, apareceu um caminhão. Levantei o corpo, fui freando bem devagar e puxando a moto para o acostamento...
...Ela seguia balançando muito. Na hora, pensei que o pneu tivesse furado, ou algo assim, mas quando voltei pra os 100 km/h, a moto voltou ao normal e o caminhão e os carros passaram. Não tenho boa lembrança desse episódio, mas foi uma boa lição pra mim e espero que seja também pra quem ler esta entrevista”.
Na opinião do aventureiro, a motocicleta tanto pode ser uma arma fatal na mão de irresponsáveis, quanto pode ser uma paixão sem fim, para os que realmente sabem usar essa máquina maravilhosa.
Portanto, ele reforça que um motociclista deve agir sempre com atenção e responsabilidade. “Sobre duas rodas, o grau de atenção tem que ser no mínimo dez vezes maior do que em um automóvel”, enfatiza.