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Vicente Ribeiro, que se aventurou pela Venezuela em maio de 2008, relata os primeiros momentos no país, dá várias informações aos que querem conhecer a região. Confira sua chegada ao aeroporto.
A chegada ao aeroporto foi um pouco traumática! Esperando achar uma tranqüilidade, pelo fato do feriado do dia do trabalho - 1º de maio - o que encontramos, foi uma verdadeira balburdia. Já que esse dia, ao que parece, foi o mais movimentado daquele aeroporto.
Agregado pelo fato do feriado ter caído em uma quinta-feira, deu para perceber que enforcar a sexta é hábito do latino americano como um todo. E em nosso pensamento tornou-se claro, que aquela foi a idéia de todos que estavam naquele local, chegando e saindo da capital venezuelana.
Já sabíamos que o aeroporto não ficava na capital, mas em uma cidadezinha próxima, distante 25 km aproximadamente. Até agora, não sei se a cidade chama-se Mainquetia, ou se esse nome é o dado ao aeroporto, pois só se via (e falava-se) sobre o trajeto Mainquetia-Caracas, sem se referir se era o aeroporto, ou a localidade.
Tão logo pegamos as mochilas, e vimos o assédio incontrolável de gente querendo trocar dólares, empurrar um taxi pra gente, e hotel, já deu a impressão de que seria tumultuada a chegada na Venezuela.
Um cidadão grudou em mim, com a desculpa de querer ajudar. Tome cuidado pra não confiar em qualquer um, apenas em quem tem crachá, como ele. Deu vontade de falar que eu já estava acostumado com manhas de carioca, as deles não iam pegar.
O fato é que turista chega com um cifrão estampado na testa. Não importa o sacrifício que você fez para viajar, para os nativos você é rico e está abonado, principalmente de dólares, que é o que eles querem te tirar a qualquer custo.
O Aeroporto Internacional é lindo, com boas lojas internacionais, banheiros higiênicos e amplos espaços. Já o Nacional, quanta diferença! O interessante é que, apesar de usarem a mesma pista de pouso, os aeroportos não são interligados!
Porém, para descobrir isso, você tem que sair do Aeroporto Internacional, andar uns 500 metros e entrar em outro prédio, que nem se compara com o primeiro. Não há lugares para se sentar no aeroporto doméstico, salvo algumas poucas mesas e cadeiras das lanchonetes.
O restante do prédio é desprovido de assentos, mesmo havendo espaço de sobra para inserir bancos e cadeiras. Pensei que poderia ser pelo pensamento "militarista" do Presidente, já que o militar não senta, se apóia em suas próprias pernas!
O resultado, é ver as pessoas mais descoladas se ajeitando pelo chão mesmo, situação que eu próprio aderi, depois de muito procurar e ficar carregando uma mochila pesada nas costas.
As lanchonetes também deixam a desejar. Na primeira que fomos, não havia capuchino porque não tinha leite! Também não tinha nada para comer (nada que não tivesse cara de ontem) e que não tivesse carne e frango - detalhe, era coisa de 7h30min da manhã - Carne, a essa hora? Pois é, tinha gente comendo!
Em outra lanchonete tinha leite, mas era o atendimento que azedava a bebida. Coisas de país latino americano. A idéia era de sair do aeroporto com alguma coisa já definida, por isso ficamos por lá até trocar alguns dólares, comer alguma coisa, obter informação escrita sobre o país, e ver meio de transporte.
Quando conseguimos botar o pé pra fora do aeroporto, já passava das 10h da manhã. Demorou, mas só assim pra se começar a entender alguma coisa de Venezuela. Caracas fica a 25 km do aeroporto, e os taxistas ficam sedentos pra te colocar dentro do veículo deles.
Existem uns taxis mais chiques, todos pretos, parecidos com uma Blazer. Esses te tratam melhor, e óbvio, e te cobram mais por esse serviço. A média de preço para nos levar até o centro de Caracas, era entre 100 e 120BF.
Muito caro, se pensar que o litro da gasolina por lá, é contado em centavos. Pesquisando, vimos que tem um ônibus que leva até a estação de metrô (gato negro) e de lá, poderíamos seguir até o centro da cidade.
Desta forma, o transporte saiu bem mais em conta. O ônibus er confortável, tem ar-condicionado, e custou 13BF por pessoa. Não te leva na porta do hotel, mas pelo menos você não é extorquido já na chegada do país.
Fonte:
Vicente de Paulo Ribeiro Cidade:
Caracas-EX-Venezuela Fotos: Vicente de Paulo Ribeiro Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 05/01/2008
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