Vicente Ribeiro, que se aventurou pela Venezuela em maio de 2008, relata suas vivências no país, e dá várias informações aos que querem conhecer o lugar. Ele conta como funciona o câmbio de moedas na região.
O Presidente Chaves decidiu fazer, no início de 2008, a mesma coisa que outrora fizemos em nosso país. Ou seja, desvalorizar o câmbio e cortar três zeros de sua moeda.
Fosse só isso, tudo bem, mas por decreto, congelou a conversão oficial do dólar a 2,15BF - ou seja, um dólar equivaleria a 2,15 Bolívares Fuertes.
O problema é que o mercado não se rege por decreto, mas pelas relações de interesse e necessidades da população. Mais precisamente, sobre oferta e procura, e neste primeiro momento, a procura pela moeda americana era grande.
Agravada pela falta de mercadoria e critérios, que são muito variantes quanto ao real valor dos serviços prestados. Por esse motivo, não foi possível mensurar se estávamos pagando caro ou barato pelo que comprávamos.
O melhor lugar de compra, no começo, foi no aeroporto mesmo. Lá, há cambistas que trocam por valor acima da cotação oficial. Fizemos a besteira de trocar pouca coisa, com a esperança de ter algo melhor na cidade.
Não tivemos êxito, já que, dificilmente, você encontra alguém em Caracas trocando dólar, que não seja pelo valor oficial.
Explico: Esta operação é ilegal (mas aceita livremente no aeroporto), razão pela qual, pra trocar, você tinha que fazer que nem consumidor de drogas. Ir a umas bocas estranhas, trocar escondido e sair sem ser avistado.
Então, resolvemos voltar ao aeroporto no outro dia e trocar uma quantia razoável, para passar dez dias no país sem precisar nos socorrer à "atividade ilegal" de troca de moedas.
Fonte:
Vicente de Paulo Ribeiro Cidade:
Caracas-EX-Venezuela Fotos: Vicente de Paulo Ribeiro Publicado: Ananda Franco Garcia Date: 01/05/2008
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