Entre os sonhos de minha infância posso registrar muitos, mas um agora estou realizando: o de conhecer a Europa.
A Áustria é um dos países que visitei, um pedacinho deste sonho que compartilho com vocês:
Respeito aos gênios da música e da arte: chegamos na Áustria! Aqui teremos a oportunidade de ver e ouvir o belo.
Imaginamos Viena, e imediatamente Danúbio Azul assume os nossos ouvidos. Antes de lá estar eu já imaginava esta cidade como a tradução visual da bela valsa de Strauss, e, agora depois de senti-la, de poder observar a tranqüilidade do belo rio e de conhecer todas as outras belezas, creio que o som da melodia de Strauss invadiu minha alma.
Posso destacar que me impressionou muitíssimo o Palácio Imperial Hofbug, residência de inverno de quase todos soberanos de Habsburg, no período entre 1278 e 1918. O monumento ao Imperador Francisco I e a imperatriz Maria Tereza.
O Palácio de Shonbrun, residência de verão de Maria Tereza, sua família e membros da corte dos Habsburg, também me deixaram perplexa. Neste local se encontra o museu de Sissi. Na minha juventude, assisti a uma série de filmes que me revelaram a vida desta princesa e que contam que ela era uma das mulheres mais belas da sua época.
Entramos! Palácio suntuoso! Ambientes da mais fina decoração! Por onde se passava mais luxo, mais encanto. A prataria e objetos de mesa eram contornados a ouro, toalhas brancas finíssimas davam o toque especial. De muito bom gosto ostentavam o requinte em dias de festa. Em cada sala mais empolgação!
Tudo o que víamos era contagiante. Seu estilo elegante e decoração harmoniosa com ricos detalhes e um toque feminino davam-lhe um aconchego especial. Ao entrar nos salões de festa da corte ouvia-se um sussurrar: Oh! Ninguém pode imaginar, nem em sonho, quão belo era tudo isso.
Nas paredes e nos tetos pinturas belíssimas refletiam a criatividade dos gênios no uso das cores. No alto, observava-se lustros com dezenas de cristais que ostentavam seu esplendor, iluminando os enormes salões. Tivemos ainda uma grande alegria em poder ver a famosa coroa da imperatriz Maria Tereza, única mulher a assumir o trono dos Habsburg, que era de ouro e pedras brilhantes.
Conhecemos a Ópera Nacional, famosa pelas belas apresentações de óperas clássicas e balé e a casa de Mozart. Não podemos deixar de relembrar também de Secession, um prédio que contém diversas salas de exposições de um grupo importante de artistas, os secessionistas, cuja cúpula, uma bola feita de folhas de louro em ferro folheados a ouro, chama a atenção de todos que por lá tem o privilégio de passar.
Assim como são majestosos os castelos, monumentos, palácios e todos órgãos públicos importantes, as igrejas não seriam menos. Os campanários e as torres sempre apontando para o infinito também demonstraram a sua magnitude.
Nesta categoria podemos incluir uma em especial: a catedral de Santo Estevão, lindíssima! A nave central gótica, com altares barrocos encanta. Ela é fantástica! Possui 136 metros de altura e para chegar ao ponto mais alto são necessários 343 degraus.
Poderia descrever a cidade, colocando-a no pedestal dos sonhos, da arte e do brilho, sincronizando-a com os sons de uma valsa de Strauss ou sinfonia de Beethoven, ou ainda com Haydn e Mozart, pois todos deixaram suas marcas em Viena. É contagiante e sublime uma cidade assim, que nos faz interagir com a beleza e a arte e pode-se falar do que se ama e sente.
E digo mais, toda criança desde a mais tenra idade houve histórias de duques e duquesas, príncipes e princesas, reis e rainhas. E ela fica imaginando os palácios e os castelos. Como seriam os reis e como seria a coroa? Mil perguntas ficam em sua cabecinha.
Pois bem, também contei muitas histórias aos meus pequenos alunos, mas hoje a versão teria muito mais sentido e soaria com muito mais ênfase, por tudo o que tive a oportunidade de vislumbrar na bela cidade de Viena!