Estradas...
Não sei se devo perder o tempo de vocês comentando nossas estradas, pois é algo publico e notório, mas vejamos:
Brasil e os estados da nossa nação:
PE – não é porque moro aqui, mas nossas estradas estão sem buracos, quando não estão 100%, estão com desníveis, mas pelo menos não precisamos nos preocupar em arrombar a suspensão ou uma roda.
BA – Como rodamos bastante neste estado, tanto na ida BR-116 e depois a principal ligação com o centro-oeste BR-242. Nesses trechos havia uma variação entre estrada perfeita, boa e uma boa-porcaria, com muitas panelas, ou melhor um conjunto completo de cozinha...No retorno, pela BR-101, pior ainda, quase todo o trecho entre ES e SE está uma porcaria completa, carro pequeno anda quase parando, inclusive u perigo constante de acidentes, uma vez que é uma estrada movimentadissíma e por sinal presenciei dois acidentes por dessa forma.
DF – A estrada BR-020, está com muitas obras, de forma que até Brasília estará perfeita, mas a parte da BA está acabada. No trecho até Goiânia é perfeita e duplicada, BR-060.
GO – Após Goiânia as coisas ficam meio esburacadas e com muita atenção para rodar a noite e com velocidade baixa, foi nesse trecho que a trepidação dos buracos fez quebrar as placas da minha bateria e ela entrar em curto. BR-060 que depois vira a BR-364.
MT - Continuação dos problemas, o trecho de 90km antes de Rondonópolis está terrível e a noite tem de andar de vagar mesmo.
RO – 90% da estrada esta em perfeitas condições, os demais trechos estão péssimos. Esta BR, juntamente com 060 são muito movimentadas, pra cada 10 carretas se vê 2 carros, então muita atenção.
AC – As estradas estão em quase sua totalidade em excelente estado de conservação e a movimentação da estrada vai até Rio Branco, depois é calmaria. BR-317
PR – Como os trechos que pegamos é em sua maioria com pedágios, as estradas estão perfeitas e em conservação, BR-277 até Curitiba e a 116 até São Paulo.
SP – Todos os trechos percorridos, ou estão bons e conservados ou em manutenção, lembrando que esta estrada é perigosa ao extremo, principalmente a noite e com muita chuva BR-116. A BR 101 (Rio-Santos) está perfeita, embora não se desenvolva velocidade nesse trajeto.
RJ – A 101, está em médio estado de conservação, mas sem muitos buracos perigosos, em Goitacás estão fazendo uma nova ponte para facilitar o trafego.
ES – A 101 nesse trecho do País é muito perigosa, seja pelas carretas carregadas de blocos e chapas de granito, como também as com toras de madeira para as fabricas de papel e o excesso de peso desses veículos resulta em um asfalto desnivelado e marcado no trajeto, deixando a estrada extremamente mortífera. Vale a pena cortar pela Rota do Sol e passar por Vila Velha e ver a beleza da ponte que faz a ligação com Vitória.
SE – A estrada está em péssima conservação, mas sem muitos buracos, as obras próximo a entrada de Aracaju deixam o trecho muito perigoso, principalmente a noite e com chuvas, pois é muito mal sinalizado.
AL – Refizeram quase toda a 101 neste estado, pois estava completamente acabada e um risco enorme a vida. Ainda existem partes em péssima conservação, mas sem muitos buracos perigosos.
Lá Fora:
Peru – Estão asfaltando a transoceânica e os trechos em chão batidos estão excelentes, da pra desenvolver velocidade, mas tem de parar nas passagens das pontes de madeira, pois são precárias, em breve as de concreto estarão prontas. No trecho entre Porto Maldonado e Marcapata se tem de rodar uma parte de dia e outra a noite, uma vez que a estrada fecha entre 6:00hs da manhã e 18:00hs, fazendo deste trecho uma aventura sem igual, andando em penhascos de um lado, paredões do outro e em estrada de barro, principalmente a noite que sempre chove e como é a noite você não sabe o que tem pela frente. Muitos cotovelos perigosos e que tem de fazer em primeira marcha.
No mais é o restante da subida dos Andes, após Marcapata, onde o perigo maior é a altitude e claro os penhascos para os que são medrosos!!! As estradas de asfalto são a Lá Europa, perfeitas e extremamente sinalizadas. O maior perigo, hoje em dia, são as obras na estrada, atenção redobrada, poucos trechos são estreito o suficiente para passar com a roda beirando o barranco, nos demais caminhões circulam sem problema e na hora de cruzar alguém da ré pro lugar mais largo.
Bolívia – Rodamos a maior parte do tempo em estradas de asfalto e estas estão perfeitas, as de chão batido, terra ou barro, também são perfeitas, e bem sinalizadas. Pegamos um trecho diferente para irmos para o Salar do Uyuni, porque queríamos emoção, offroad de verdade e acamparmos... Na verdade não era estrada era trilha, de modo que não se pode avaliar. No mais, estradas de chão, tão boas quanto muitas estradas brasileiras de asfalto ou concreto.
Chile – Um trecho entre Ollague e Calama era de chão batido, mas em sua maior parte muito bom e como está sendo asfaltado tem partes ruins. No mais só asfalto de primeiro mundo, coisa que o Chile é. As trilhas do Atacama possuem muitas bifurcações, fácil de se perder, e em termos rodagem possuem muitas costelas de vaca os que as deixa perigosas e lentas.
Argentina – Asfalto em 100% e tudo de bom...pensei que tava na Europa!!!
A Expedição do Frevo (este nome foi em homenagem aos 100 anos do frevo pernambucano em 2007), durante o trajeto no Brasil realizou uma grande ação social, ditribuindo mais de 100 cetas básicas as pessoas necessitadas que encontravamos no caminho.
Um pequeno vídeo com fotos da nossa aventura:
Sérgio Holanda