28/03 – Sétimo dia
Nosso café da manhã foi arroz doce para dar uma animada e depois colocar a roupa gelada novamente, putz que saco!
Saímos as 9:30 (queríamos sair as 8:00), o trekking foi pesado, muito pesado. Já nos primeiros 500 m levei um tombo cinematográfico e passei com o rosto a poucos centímetros de um tronco. As descidas acabavam com os pés bem mais que as subidas, meus pés estão muito em frangalhos, mas nenhuma bolha ou calo. As meias de trekking são excelentes.
Foram cerca de 9 horas de trekking, onde passamos por todos os terrenos possíveis e existentes na Amazônia. O Pedro estava possuído e disparou na frente, seguido pelo Marco, o Sandro e eu.
Quando chegamos ao Bebedouro Velho os garimpeiros já estavam nos esperando com a janta encaminhada. Que diga-se de passagem foi uma das melhores refeições da viagem – carne de veado, arroz, feijão e de sobremesa café. Os garimpeiros não sabiam, mas se eles pedissem R$50,00 por um pedaço de carne eu pagava na boa.
Papo muito bom com o D8 mas preciso dormir. Desta vez optei pela barraca porque meus ombros estavam doendo muito de dormir na rede. A posição forçava os ombros para dentro.
Desta vez a barraca ficou num ponto excelente, com um gramadinho embaixo que complementava a eficiência do isolante térmico e do saco de dormir. Para fechar com chave de ouro a noite do meu aniversário, tomei aquela latinha de coca-cola que estava carregando desde o primeiro dia da excursão.
E como diz o Marco o clima estava surreal dado que no meio da noite começou a tocar no rádio AM. Parabéns você com essa galera foi mais uma das coisas inesquecíveis da viagem.
De dentro da barraca dava para ouvir o rádio sintonizado numa rádio AM local, que prestava uma espécie de serviço comunitário de recados.
- Seu João, o Pedro ta mandando você vir aqui pegar o seu gado que ele está passando do prazo. É muito curioso isso para nós que não temos esse costume.