Nono Dia
por Sérgio Holanda
Neste nono dia da expedição, os participantes aproveitaram para o descanso e lazer na região de Alter do Chão, próximo a Santarém. Os Participantes deixam um agradecimento especial a família da participante Jardane Campos, pela ótima recepção. Outro agradecimento especial ao Jipe Clube de Santarém e a Oficina do Souza (especialista em 4x4).
Amanhã, segunda-feira, eles retomam os preparativos para a continuar a jornada pela transamazônica, enfrentando agora os trechos piores (melhores) desta aventura. Nas palavras do participante César "Amigos, terminanos a tarde a revisão dos carros, amanha logo cedo, partiremos a caminho de Humaita."
Décimo dia
por Sérgio Holanda:
Na segunda (07/04), parte do grupo ficou no hotel descansando ou passeando, enquanto outros faziam as revisões na Oficina do Souza, especialista em 4X4 (a Land Rover não teve nada pra ser feito.
O Troller de Muniz trocou uma coifa da homocinética e um rolamento de roda, o Troller de Jeison trocou um retentor da homocinética e um batedor da suspensão dianteira). Lá também esperávamos o conserto do Troller de Themoteo.
Nosso projeto era sair de Santarém até às 14:00hs para poder pernoitar em Rurópolis, mas como o Troller de Themoteo teve mais coisas a serem feitas do que imaginávamos, o serviço só foi finalizado às 18:00hs. Com isso pernoitamos mais uma vez em Santarém.
Às 7:00hs partimos em direção a Itaituba, cerca de 360km de Santarém, num trecho de 110 km de asfalto e 90 km de estrada de chão com muitos buracos e desvios feitos pelo Comando de Engenharia do Exercito, que fica com os tratores grandes para poder puxar os veículos atolados ou presos nas subidas íngremes.
A cerca de 5 km de Rurópolis nos deparamos com um atoleiro grande e de baixo de chuva. No atoleiro tivemos que puxar um Fiat Uno (na verdade arrastar, para podermos passar). Nada de mais para nossos veículos com pneus lameiros.
Já os outros veículos 4X4, mas com pneus comuns, estavam sofrendo para passar. Após retirar o Fiat, utilizamos dois guinchos para arrancar de um atoleiro um caminhão baú. Com isso liberamos a passagem para outros atolarem, mais ai não podemos mais esperar para ajudar, já que tínhamos ainda mais de 160 km de estrada ruim e a noite chegando.
No trajeto entre Santarém e Rurópolis encontramos uma família na estrada e paramos para dar brinquedos e roupas. Foi a maior festa da criançada e os pais ficaram emotivamente agradecidos pelos presentes. Nós ficamos pensativos de como um simples gesto pode trazer alegria e esperança aos demais e por que não paramos alguns minutos de nossas vidas e procuramos ajudar a quem precisa? Fica a pergunta.
Após rodarmos mais de 12 horas para percorrer 360 km e pegarmos uma balsa a noite, chegamos a Itaituba, fisicamente cansados, mas mentalmente felizes pelo trajeto, que envolveu espírito aventureiro, solidariedade, companheirismo e por mais um trecho finalizado de nossa aventura sem nenhuma atropelo.
Poderíamos ter chegado mais cedo, mas por alguns problemas como na amarração das cargas dos veículos (que exigiu mais de uma parada para se resolver) e um pneu do Troller de Muniz que furou logo na hora do mosquito da malaria (o que nos deixou apreensivo).
Já que tínhamos de sair dos veículos e trocar o pneu, então foram banhos de repelentes e muita correria para trocar o pneu), mas o nosso amigo e companheiro Marcos com muita habilidade tomou a frente da chave de roda e prontamente resolveu o problema.