Curaçao & Margherita
Ambas são ilhas que estão localizadas no mar do Caribe, a aproximadamente meia-hora do litoral Venezuelano, e ambas têm uma bebida batizada com seu nome, mas as semelhanças param por aí! Apesar de Margherita ser mais conhecida em escala internacional, a pacata ilha de Curaçao é que se destaca em atrações, receptividade, honestidade e belezas naturais.
Assim como o estado de São Paulo tem suas cidade industriais, apelidadas de “ABC”, no Caribe, você encontra o ABC de ilhas, composto por Curaçao, Aruba e Bonaire que são colônias da Holanda, e primam por manter algumas características do país de origem.
Não tivemos tempo de ir às outras ilhas, mas as informações que nos conduziram a conhecer Curaçao resumiam-se assim: Aruba é voltada para a noite, com cassinos, bares e discotecas.
Enfoque nos gostos do público americano; Em Bonaire não há apoio ao turismo, e é voltada para a prática de mergulho, sendo considerado um dos melhores lugares para apreciação da fauna marinha.
Já Curaçao, tem por destaque a natureza, boa rede hoteleira e locais de alimentação. É voltada preferencialmente para o descanso à beira de uma praia tranqüila. É onde você consegue beber originariamente um licor a partir de cascas de laranja da terra, cravo e canela, o famoso “Curaçao Blue”.
Ao provar da bebida, vai entender o porquê da cor! Impressiona o azul que é tão azul quanto o mar que se encontra circundando a ilha. Do avião percebe-se mais isso.
Por ser colônia holandesa, tem como idioma oficial aquela língua, mas é comum o uso do inglês, espanhol e do papiamento, que é uma fusão dessas outras línguas, criando um dialeto local.
Não há muita diferença dos preços para os brasileiros. O dólar tem o câmbio fixo a $ 2,77 florins, o que aproxima da cotação do nosso Real. Daí para os preços de alimentação e serviços é praticamente semelhante ao valor pago em nosso país.
A ida a Curaçao foi apenas para um reconhecimento rápido, já que não dispúnhamos de muito tempo. Entre chegada e saída, ficamos dois dias (já que a volta é na parte da manhã, nem contamos esse!).
Esse período foi o suficiente para perceber que o local merece uma volta pra ficar bem uns dez dias curtindo. O forte da ilha, como não poderia deixar de ser, é praia. Tem de todo o tipo, calmas e tranqüilas, com ondas e possibilidade de surf, até outras com todos os mimos de restaurante e bares que seu bolso possa pagar.
Ficamos apenas no lado norte da ilha, justamente as mais calmas, não tendo tempo de conhecer o lado radical, que vai ficar para um próximo passeio. As casinhas típicas holandesas, que se localizam no centro comercial da ilha, é também o cartão postal da localidade. Visto do outro lado da baia, tanto iluminado pela luz do dia quanto pelas lâmpadas noturnas, são de uma beleza espetacular.
A ponte flutuante é, ao lado das casas coloridas, verdadeiro cartão postal de Curaçao. É sustentada por cascos flutuantes e durante o dia, abre e fecha várias vezes para passar as embarcações maiores.
É prazeroso ver o deslocamento desse gigante, sendo tracionado por um grande motor de embarcação, impressiona saber que o sistema existe a mais de um século (tem placa dizendo a data da inauguração!).
É a tecnologia holandesa posta em prática. Só não sei como era tracionada há 100 anos! Não deixe de locar aparelho de mergulho, ou de flutuação caso vá a Curaçao. A variedade de peixes e cores é impressionante, parece até que você está em um aquário.
Dizem que em Bonaire é mais bonito, mas essa confirmação, só quando eu voltar novamente. E dessa vez, para fazer um curso de mergulho, que é disponibilizado em torno de $100 florins, ou coisa de R$90,00, insignificante, considerando o preço que se cobra no Brasil.
Margherita tem suas belezas de praia, e quem já foi vai dizer maravilhas, mas depois de passar por Curaçao, não tem como haver comparação, já que tudo fica mais feio.
A praia mais bonita chama-se “el agua”, e é uma mistura de praias do nordeste, com bastante coqueiros com a água fria e transparente de Cabo Frio. O ponto diferenciado fica pelo fato de que há vários restaurantes na praia, dando-lhe uma variedade de opções.
Não conseguimos comer um bom camarão na praia, mas não podia sair sem tomar uma “marguerita”. Meu conselho é que vá conhecer com tempo de poder desfrutar de outras atrações ao redor, não acho que vale a pena sair do País para ficar apenas nessa ilha, já que não é nada diferente do que você tem por aqui mesmo.
A idéia era conhecer “Los Roques”, que é uma praia que fica distante da ilha, indo em direção à Curaçao, de onde recebemos muitas informações de beleza natural do local.
Porém, não foi possível, pois o avião que saía de Margherita pra lá não vai mais, sendo a única opção o vôo de Caracas para Los Roques. Faz sentido, já que olhando no mapa, Caracas é mais perto de Los Roques do que ilha Margherita, mas fomos vencidos mais uma vez, pela falta de informações no país.
Você encontra muito brasileiro na ilha, porque de Manaus até a ponta da Venezuela dá pra se ir bem de carro, passando por ótimas estradas. O deslocamento até a ilha é feito por via aérea ou por ferry-boat.
É uma ilha movimentada, sobretudo nos finais de semana, onde o turismo local toma maiores proporções. É zona de livre comércio, e por conta disso, existem várias lojas e centros comerciais para satisfazer o consumo de qualquer turista.
Como já citado, não fomos em uma época boa, já que os preços estavam descontrolados pelo corte monetário que foi determinado no país. Mas relatos de amigos que foram até dez/2007, dizem ter aproveitado boas compras com preços acessíveis.
Resumo da viagem
Onde: leste/oeste + Margherita e Curaçao
Período: De 01 a 18 de maio de 2008
Cotações: dólar: R$1, 80 (preço de troca) / $ 2,50 (bolívares Fortes) / $ 1,77 (florins)
Gastos: R$ 5.000,00 :(fora transporte aéreo Brasil/ Venezuela)
Alimentação: Sem luxo
Hospedagem: Idem
Transporte: taxi - ônibus - avião - locação
Compras: Pequenas lembranças
Cobertura: 2 pessoas
O que faltou: Dinheiro e mais tempo
O que sobrou: Nada, além de boas lembranças!