Relato dos últimos trechos da expedição (Manaus - Belém - Recife), até a volta para casa.
por Sérgio Holanda:
O grupo passou três dias em Manaus, aproveitando para fazer a manutenção dos veículos e conhecer a cidade, bem como seus pontos turísticos, em particular o maravilhoso Teatro Amazonas, ícone maior da época da expansão da borracha.
Lá encontramos um amigo, fã do grupo, o Galeno, que por sinal iria nos encontrar em Humaitá para seguirmos juntos até Manaus, mas como soube que fazia mais de dois meses que ninguém se atrevia a cruzar a BR 319, desistiu.
Após, resolvido o translado dos veículos e a reserva das nossas passagens no barco Cisne Branco, fomos nos preparar para os quatro dias de viagem que separam Manaus de Belém. Na sexta-feira partimos de Manaus às 17:00 hs e seguimos rio abaixo em um passeio que parecia ser um pouco enjoativo e sem muitos atrativos.
Já na saída de Manaus conhecemos um casal de Portugueses, Sônia e Luís, que estavam passando as férias na Amazônia, destino pouco comum para os patrícios (já que a preferência são as praias nordestinas), mas o casal queria um contato maior com a natureza e nada mais atrativo do que a Amazônia.
No caminho o barco parou em diversas cidades, entre elas: Parintins, Juruti, Obidus (onde o delegado chama-se Henrique Boa Morte) Santarém, Prainha e outras pequenas cidades até Belém. O mais interessante de todo esse trajeto é a familiaridade das pessoas com toda aquela distância e com o meio de transporte mais comum, o Barco.
Faltando um dia para chegar a Belém, em uma de suas paradas, entrou no barco um grupo de musica paraense chamado Halley, e teve inicio uma grande partida de dominó, onde por horas seguidas componentes da expedição e o pessoal da Halley, hora uns contra os outros, hora em duplas misturadas, fizeram do último dia no barco o mais movimentado e alegre de todos.
Na chegada a Belém ficamos no aguardo de nossas viaturas, como dizia o Themoteo "de nossas raparigas”, palavra bastante comum no Nordeste para nomear uma amante. Nesse tempo fomos conhecer as belezas de Belém e o famoso mercado Ver o Peso, atrativo aparte dessa linda capital Paraense.
No mercado, como todo grande mercado popular, aquela loucura de quiosques e uma variedade enorme de produtos naturais provenientes das plantas da região amazônica.
O grupo teve a oportunidade de conhecer uma bela cidade, que mesmo grande e com os problemas comuns a todas as grandes metrópoles, ainda mantém um patrimônio histórico muito belo e bastante preservado. Na manhã da quinta-feira (24/04) os veículos chegaram e na tarde saímos em direção a nossas casas.
Estava terminada oficialmente a Expedição do Frevo Transamazônica 2008, com a chegada em Recife, no dia 26 de abril de 2008, às 8h.