Amanhecera, tomamos um trem rumo a Zurich. Primeira vez apenas a Eli e eu, sem mais ninguém para nos proteger, a excursão abandonamos em Roma e agora estávamos por nossa conta.
No caminho novas emoções! A paisagem verde e a água calma dos rios se transformavam gradativamente na medida em que o trem seguia seu percurso costeando os alpes. A imagem que se tinha era esplendorosa e fascinante.
No alto das montanhas a água fazia sulcos nos rochedos que desciam aos sobressaltos dos penhascos, conseqüências do derretimento da neve e desenhava lindas cascatas. Espetáculo incrível, retrato da natureza! Oh! Viagem inesquecível!
Ora tínhamos a oportunidade de fitar os belos rochedos altíssimos a perder de vista, ora avistávamos abismos profundos pelo qual o trem circulava. A todo o momento o nosso olhar buscava outros ângulos no anseio de ver nova paisagem, mas como se tudo o que víamos já era tão inebriante? Imagens pitorescas que empolgavam?
No entanto, um novo espetáculo nos estava aguardando: a beleza dos picos das montanhas, cujas águas que escoavam do alto nos deixava deslumbrada! O trem seguia seu percurso e movia-se sincronizando a sua marcha com a beleza da paisagem que mais parecia uma miragem. Neste passeio pude compreender mais uma vez o real significado da palavra "êxtase", agora isso fazia sentido pra mim!
Chegamos a Zurich, linda e movimentadíssima. E agora o que fazer? Tínhamos o endereço do hotel, mas era necessário chegar lá. A língua alemã foi a nossa salvação. Perguntei daqui e dali e descobrimos o metrô que nos levaria ao destino.
Descansamos um pouco, guardamos a bagagem e partimos para conhecer a cidade. Havia muitos pontos de destaque, entre estes descobrimos um que fez desta viagem ainda mais especial e que atrai muitos turistas: o passeio de barco. Corremos para saber se se ainda haveria possibilidade de fazê-lo à tarde.
Lá estávamos nós, preparadas e ansiosas para novos desafios. Chegou a hora, a Eli e eu felizes, junto com dezenas de pessoas para curtir! Fizemos o percurso que durou uma hora e meia, proporcionando-nos momentos de extrema admiração. Nesta, vimos lindas residências que ficavam à margem das águas contornados por lindos canteiros floridos. Avistamos dezenas de paisagens deslumbrantes e que gradativamente iam desaparecendo deixando um novo cenário sempre mais apaixonante.
Apreciamos jardins magníficos. Seus canteiros retravam o singular carinho que o povo nutre pela natureza. Cada florinha era um novo encanto; o colorido e o perfume que dela exalava era de uma beleza sem par! Deixando as veredas, canteiros e o doce aroma das rosas nos recolhemos.
Ainda tínhamos alguns propósitos naquela cidade, entre eles estava o de chegar o mais próximo possível dos Alpes, nos perdemos e acabamos pegando o trem certo na hora errada e ele não iria até o final da linha, tivemos que voltar a estação central. Quando nos demos conta, trocamos de trem e enfim subimos a montanha, entretanto o objetivo não foi alçado, lastimamos tanto. Quando chegamos ao topo chovia torrencialmente e não havia visibilidade para contemplar a paisagem e a neve por perto.
Mais tarde chega a hora de voltar e havia novidades maravilhosas, outras nem tanto, para contar a filha e ao genro. Afinal fomos sozinhas e tivemos que nos virar, fomos muito corajosas e estávamos orgulhosas por isso.