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Trilheiros em Maquiné 2008 - O retorno

Mesmo com o frio abaixo de 7ºC, o vento forte e a possibilidade de um ciclone extratropical, nos dias 21 e 22 de junho de 2008, os Trilheiros do Sul pegaram a estrada rumando pra Maquiné/RS, para mais um acampamento.

Foi mais um acampamento muito gostoso, com trilhas fortes, paisagens lindas e uma cachoeira nunca antes visitada por turistas.

Maquiné é sem sombra de dúvidas uma cidade rica nas suas belezas naturais. Cercada por morros a cidade vista do topo do Morro dos Seis parece uma maquete ou elo perdido entre a ação do homem e a magnitude da natureza.

A aventura dos Trilheiros do Sul, guiados pelo guia Roberto Dambros, começou com a chegada até a Pousada do Descanso, lugar ao pé do morro dos seis, onde o proprietário liberou algum espaço isolado no meio do mato para os trekkers poderem montar sua "cidade de lona".

O caminho até o lugar do acampamento seria em cima do morro dos 6, e os Trilheiros até tentaram, mas o as pesadas mochilas, a altura do morro e o fato de que 3 meninas chegariam no sábado á tarde, os fez pensar em procurar um lugar de acesso mais fácil.

Então depois de subir um bom pedaço do morro o grupo se alojou em um pequeno bosque de eucaliptos e ali montaram a sua vila de barracas. Acampamento montado, os trilheiros não deixaram o corpo esfriar e pegaram logo a trilha em direção o topo do morro. Um trekking puxado morro acima, fazendo o grupo olhar para cima e se assustar devido o tamanho morro. Em compensação logo após poucos minutos de caminhada uma "janela" de mato permitia vislumbrar a cidade Maquiné e um pedaço do vale, dando assim novo ânimo para continuar a trilha.

Passando por um campo de mato na altura da cintura, sempre subindo, os trilheiros a cada passo vislumbravam um pouco mais da vista espetacular que o morro lhes proporcionava. Antes mesmo de atingir o topo o grupo já podia sentir um vento frio soprando, mas nada poderia os preparar para o açoite que o vento lhes daria no topo do morro.

As árvores nem balançavam, ficando o tempo todo forçadas pelo vento, a grama alta lembrava ondas do mar dado o movimento causado pela ação das lufadas e os trilheiros eram castigados por um vento frio de aproximadamente 70km/h que sacudia o grupo impedindo qualquer um de ficar parado e dificultando até mesmo a fotografia!!!

Mas a vista de cima do topo do Moro dos Seis compensava o vento frio e forte. Podendo lá de cima ver a BR 101, Capão da Canoa inteira, a Lagoa dos Barros e até Osório, além da própria Maquine, os Trekkers inclusive conseguiram visualizar as amigas que vinham chegando à cidade pela BR 101 e inclusive, via celular, dar dicas de como chegar até o lugar onde o acampamento havia sido montado.

A noite caiu cedo em Maquiné, e às 18h já era noite cerrada no acampamento dos Trilheiros. Como a mata onde o acampamento foi montado tinha um chão forrado de folhas secas, a tentativa de fogueira foi rechaçada, pois poderia causar um desastre se mal manipulada, ou se o vento trouxesse alguma surpresa. Sem fogueira e iniciando os trabalhos etílicos com um bom vinho Cocha Y Toro, os Trilheiros se pegando jantado em plenas 19:10 da noite. Algo inimaginável na cidade.

Após um jantar que deveria ser individual, mas onde todo mundo dividiu seus mantimentos entre si, os Trilheiros partiram pra sobremesa: Toblerone, Bis e bergamotas. Sem nunca parar o vinho, claro. Conversa animada, guerra de cascas bergamota e cantoria desafinada, proporcionando dor nos maxilares e na barriga de tanta risada, fez com os Trilheiros fossem dormir muito tranqüilos e felizes, na expectativa do domingo que prometia um trekking a um lugar inédito para os turistas.

Amanheceu e como os Trilheiros precisavam desmontar acampamento e se locomover até o local onde iniciariam a trilha, não puderam dispensar o despertador. As 8:00 estavam todos, ou quase, de pé e na ativa. Após a locomoção de volta aos carros e até o lugar onde se iniciaria o trekking, com direito a passagem de uma procissão no meio do caminho, os Trilheiros mais uma vez se equiparam e deram inicio a sua caminhada.

Após subir um morro eles acabaram chegando na entrada de uma propriedade, onde o guia Josiel pediu autorização do dono, que mediante uma taxa permitiu o acesso as suas terras, e as suas bergamotas também. Após caminhar um pouco o grupo chegou até as margens do rio e o seguiram pelo seu leito pedregoso, subindo pedras e cruzando o rio, para chegar até uma pequena cachoeira de uns 15 metros. Um lugar bonito e aprazível para o lanche.

Josiel, o guia local, e Roberto Canti, um dos membros do grupo subiram um  paredão até o topo da cachoeira, com o intento de alcançar uma cachoeira onde nenhum outro turista havia estado antes, nem mesmo o guia. Roberto Canti, especialista em técnicas verticais, criou um apoio e segurança com cordas para que os amigos pudessem escalar o paredão com segurança e assim todo  o grupo pode escalar a cachoeira e em menos de cinco minutos de nova caminhada estavam na base de uma cachoeira de mais de cinqënta metros que parecia tocar o céu. Uma cena que fechou a trilha com total chave de ouro.

Voltando à cidade antes de pegar a noite dentro da trilha os trekkers ainda puderam parar para apreciar o tradicional lanche no Xiskis, onde em sua grande maioria comeram o famoso X-bagunça. E assim, satisfeitos com o excelente final de semana, agradecidos ao Roberto e ao Josiel, os guias locais, e com as barriguinhas cheias, os Trilheiros do Sul retornaram à Porto Alegre já imaginando quando será sua nova aventura.
 

Fonte: Fabiano Riffatti
Cidade: Maquiné-RS-Brasil
Fotos: Fabiano Riffatti
Publicado: Ana Lúcia do Carmo Saldanha
DATA: 21/06/2008 <%insert_data_here%>

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