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On Tour em Curitiba 1985

Confira o relato de José Ary Freitas sobre sua viagem à Curitiba, em 1985: "Esta viagem aconteceu no carnaval de 1985, quando eu ainda era um aspirante de aventureiro. A experiência foi ótima e marcou uma época na minha vida".

Esta viagem aconteceu no carnaval de 1985, quando eu tinha apenas 24 anos e 1 ano pilotando moto.

Como as anteriores, a idéia surgiu depois de ver um pontinho minúsculo no mapa, que era a Ilha do Mel - PR, porém a idéia original era chegar a Porto Alegre - RS, onde o Mário (meu primo falecido) tinha uns parentes que nos dariam cama e comida (imaginávamos).

Depois de muito tempo tentando convencer o Mário a ir comigo e conseguindo, planejamos sair bem cedo e dormirmos em Matinhos - PR, para no dia seguinte fazermos a travessia para a ilha.

Apesar de iniciar a viagem às 5h da manhã, éramos marinheiros de primeira viagem e o Mário não passava de 90 kmh, almoçamos um churrasco caprichado que nos levou à nocaute, o que nos tomou 2h dormindo na grama da churrascaria.

Como se não bastasse, pouco depois de São Paulo caiu uma chuva torrencial, que nos fez parar, resultou em mais duas horas parados.

Nós viajávamos de Honda XL 250, com um farol que parecia lanterna miniatura, por conta disso, a velocidade média caiu para 60 kmh, pois descemos a Graciosa para Morretes à noite e a pista era toda de paralelepípedo, então, acabamos chegando ao camping em Matinhos – PR, no litoral às, 23:30h.

Em suma, foram 18h30min de viagem que nos fez chegar semi-mortos.

No dia seguinte, fomos muito bem recepcionados pelos paranaenses, que logo armaram um churrasco, que lembrança boa, depois da luta para chegar, um bom sono e um ótimo churrasco.

Rodamos pra conhecer Matinhos, Caiobá e depois fomos pegar o barco para a Ilha do Mel. Na época, a travessia era feita por barcos pequenos e alguns a remo.

Já na ilha, andamos bastante, pois é o que se tem para fazer, conhecemos algumas praias como a do Farol onde fica o Farol das Conchas do século XVIII, a Fortaleza da Barra e a Praia de Fora.

Foi nesse passeio que perdi meu companheiro de viagem para uma mulher, o Mário conheceu a Nice, com quem viria a se casar um ano depois, se mudando para Curitiba e onde veio a falecer em 2005.

Voltamos para o continente e na quarta-feira de cinzas, subimos para Curitiba – PR, abortando assim a idéia inicial de irmos até POA (Porto Alegre) – RS, mas, nossa estada na casa da Dona Amália foi ótima. Primeiro ela ficou desconfiada dos cariocas viajando de moto, mas depois de conversar um pouco, nos aceitou em sua casa e nos tratou como aos seus filhos, o que deixou até hoje no meu coração, um profundo respeito por ela e pela Nice.

Dois dias depois, voltamos para o Rio de Janeiro – RJ, porém resolvemos passar pelo litoral paulista, com acesso próximo a Registro – SP, indo até Itanhaém – SP, com a idéia de percorrer toda a Rio-Santos, ainda em construção na época.

Chegando no camping do litoral, conhecemos um argentino de Buenos Aires – AR com a namorada, este cara nos deu um aditivo para gasolina Bardahl, que levou as XL’s a rodar 40 kml, muito bom, pena que não o temos no Brasil.

Na manhã seguinte, seguimos nosso roteiro passando por Santos - SP, onde um motorista inconseqüente, quase atropelou a moto do Mário, foi DEUS que livrou a cara do sujeito. Refeitos do susto, seguimos até Peruíbe – SP, com a Rodovia Rio-Santos ainda em construção, havia alagados enormes e em um deles, eu perdi uma luva, guiando o resto da viagem sem luvas, imaginem o calo no final.

Em Peruíbe, naquela época, não tinha vaga em nenhum lugar para dormir e por estar chovendo, não dava pra armar a barraca, então uma senhora nos deixou dormir na varanda de sua casa, junto com o cachorro. Acordamos sendo lambidos pelo cachorro, foi divertido.

Seguindo nosso trecho final, visitamos a Ilha Bela – SP, que é realmente bela, então cortamos a partir de São Sebastião a parte mais bela da rodovia, que é a divisa com Parati – RJ, cidade histórica, Monumento Cultural do Brasil.

Daí passamos por Angra dos Reis – RJ, Itaguaí – RJ e finalmente o Rio de Janeiro, concluindo nossa viagem com chave de ouro, avistando o Cristo Redentor, uma das novas 7 maravilhas do mundo, eleito em 2007.

Desta viagem salvei algumas fotos, apesar de estarem com má qualidade, servem pra mostrar um pouquinho daquilo que posso chamar, "As aventura que vivi".

Depois desta viagem, me tornei novamente um viajante solitário, o que desde então tem sido para mim um tempo de reflexão e conversa com o meu DEUS.

O meu companheiro de muitas viagens, meu primo Mário, mesmo tendo partido para outra, deixou para nós da família, a Nice, agora nossa prima, que visitamos todas as vezes que passamos por Curitiba.

Foi uma viagem de 1200 km rodados, que durou 8 dias e deixou muitas saudades.
 

Fonte: José Ary Leite de Freitas
Cidade: Curitiba-PR-Brasil
Fotos: José Ary Leite de Freitas
Publicado: Ana Lúcia do Carmo Saldanha
DATA: 09/02/1985 <%insert_data_here%>

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