Estou em San Salvador de Jujuy - Argentina
A viagem hoje foi excelente, mas muito entediante. Estava um calor danado e só tem reta, muita reta, retas intermináveis.
Quem já passou pelo Chaco Argentino, sabe o que estou falando. Quando tinha andando em torno de uns 50 quilômetros, de reta, começou uma nuvem de borboleta
Diminui a velocidade achando que ela iria passar, andei uns 10 minutos a 60 por hora e nada da nuvem terminar, e acabei andando uns 500 quilômetros com a nuvem de borboleta, acabei ficando amarelo de tanto matar borboleta.
Ficava até engraçado quando eu parava um posto para limpar a viseira do capacete, todos ficavam olhando. Num posto que parei para almoçar, a garçonete me trouxe uma esponja para eu limpar a calça e a jaqueta e todos ficavam dando risadas, fazer o que, vida de motociclista e isso mesmo.
Faltando uns 300 quilômetros antes de chegar a San Salvador a gente já começa a ver a pré-cordilheira, que e uma cadeia de montanhas antes da cordilheira dos Andes.
Ontem à noite andando pela cidade de Presidente Roque Saens Penã, encontrei quatro moças da Brigada de trânsito, e perguntei a elas se não era obrigatório o uso de capacete.
Elas falaram que era, mas que ninguém queria usar, fazer o que, deixa assim mesmo, ela me respondeu.
Sai rindo, pois apesar da placa proibido parar do lado delas, um senhor parou o carro, fechou a porta e saiu para caminhar, fazer o que, aqui tem disso...
Estava sem pesos no hotel e perguntei a que horas abria a banco, e me informaram que ele abria as 7.30 da manha, e ainda estava escuro.
Em Presidente Roque Saens Pena e muito quente e as lojas fecham às 10.30 horas para abrir no final da tarde. Troquei 1 dólar por 3,14 pesos.
Hotel custa em média 50 pesos e a gasolina em média 2,40 pesos, comida gasto em torno de 8 pesos por refeição, dai da para se ter uma media dos gastos.
A moto ta indo muito bem, parei umas vezes para ver o problema do freio traseiro, mas tava tudo certo, nem chegou a esquentar, acho que a minha regulagem ficou muito bem.
Andando a 110 por hora esta fazendo uma média de 27 quilômetros por litro.
Acho engraçado quando paro para abastecer, os hermanos Argentinos sempre chegam perto para perguntar, quando anda, quanto faz com um litro, quanto custa a moto no Brasil.
Continuo vendo os caras aqui pegando BR com suas motinhos, sem capacete, sem óculos, sem camisa, de chinelo.
Se um besouro der no olho acaba saindo do outro lado, mas fazer o que, cada um na sua.
A policia continua minha amiga passei por umas quatro barreiras, dava uma buzinada, um aceno e eles me mandavam embora, ate agora to na maior paz com “los irmãos Brigadeiros”.
Pequei um trecho ruim da estrada, tinha um desvio ruim para caramba, muita areia fofa e atolei a moto já na entrada, ai convenci o cara que tava cuidando no desvio, para que eu fosse pela estrada em construção e ele deixou, também, depois que o fiz ajudar a tirar a moto da areia.
Andei um bom pedaço pelo acostamento, pois tinha muitas máquinas, mas depois que passei as máquinas, resolvi tirar uma foto e os caras que estavam trabalhando se abraçaram todos para aparecer na foto, achei bem legal.