Chegou dia 10 de julho, o dia de embarcarmos em uma das minhas aventuras. Se bem que estar em St Johns, na província de Newfoundland, a parte mais leste do Canadá já era uma aventura, ainda mais no verão, uma região belissima, mas onde as coisas não estão disponíveis se você não fez uma reserva. Principalmente carros e hospedagem.
Meu plano era levantar cedo, e ir fazer umas fotos da cidade, a cidade é toda colorida, com suas casas pintada de cores diferente, e minha idéia era ir lá de cima do Signal Hill, um morro em frente a cidade, onde tinha umas construções de defesa da cidade, A vista de lá durante a manha é muito linda pois o sol bate na cidade, valorizando todas as cores. Mas acabei não levantando tão cedo. Bom, levantei perto das 9 horas, arrumei minhas malas, como sempre muita bagagem, mas desta vez tinha uma com roupas para o frio, outra com roupas leves pois é verão e mais uma com os tripés e equipamentos. Além disso, levei mais 3 malas de mão: uma com a lente de 800mm, mochila de lentes mais a câmera e também a maleta pelican com filmadoras e lentes.
Tinha que chegar as 11 horas no hotel Marriot, onde o grupo seguiria para o navio, peguei um taxi e fomos para o hotel, aonde cheguei em cima da hora. Já tinha um pessoal lá esperando, mas ficaram “impressionados” com a bagagem que levei. Chamou atenção que dois fotógrafos vieram falar comigo, o Tom e o Alan, eles eram de Toronto, gente boa, já fizemos uma amizade ali. Também conversei com outra pessoa bem extrovertida o Tony.
Como tinha um pouco de tempo, corri literalmente ao supermercado, para comprar um material de higiene e baterias para flash, pois as que eu tinha estavam “viciadas” e só tinha visto isso no ultimo dia no hotel quando fui carregar elas. No entanto, o super era longe, umas oito quadras de onde eu estava, tanto que para chegar lá tive que perguntar para as pessoas umas três vezes. No caminho, me arrependi de não ter levado a maquina fotográficas, pois haviam tantas casas lindas e coloridas, tradicionais da cidade. Quando voltei, o pessoal ainda não tinha saído.
Do local onde estávamos para irmos até o barco, dava 6 quadras. Devido a isso, a líder da expedição apareceu e explicou que iríamos de taxi, sendo que primeiro os taxis levariam as malas e depois nós. Grande parte do pessoal foi de à pé, mas eu fui de taxi com minha bagagem de mão não tinha como ir de a pé.
Chegando lá, ficamos esperando a polícia portuária fiscalizar os passaportes, e tudo ocorreu de forma simples e rápida. Subimos no navio e fui procurar minha cabine, achei ela, vi que teria um colega de quarto, pois na porta tinha a plaquinha com meu nome e nome do Trevor e meu colega, Trevor, já tinha deixado sua bagagem. Também deixei a minha bagagem de mão, sai para o topo do navio, pois queria fazer umas fotos da cidade, fui lá fiz algumas fotos, esta vazio a area de cima do navio, mas logo começou a chegar as pessoas, no sistema de som do navio convidava todos para ir para a sala de jantar no terceiro andar, fui lá tinha um coquetel e um show de musicos locais. Voltei ao topo do navio e nesse momento já percebi o navio se movimentando.
Voltei para pegar outra lente, ligar o GPS, e pegar a filmadora, mas uma mochila e a maleta amarela da pelican não estavam na cabine, o pessoal trouxe as malas, mas não estas de mão. Quando fui avisar que minha bagagem não estava no quarto. Ai, subi no topo do navio para fazer mais fotos, com isso, acabei perdendo a saída do barco pela enseada com suas casas coloridas. Fiz umas fotos mais distantes e pois nesse momento ele já estava entrando em mar aberto. A nossa direita estava o farol, considerado o farol mais leste da America do Norte.
Assistimos a cidade de St Johns e o morro do Signal Hill se afastarem, curti aquilo. Já tinha estado por ali pois tinha uns dias atráz feito um passeio de barco para ver as baleias.
O mar começava a balançar o barco e tinhas alguns pássaros voando pela região. O barco de piloto que nos acompanhava, deixou a gente, apitando.
Depois disso, foi chamado todo mundo para uma reunião, onde explicaram sobre procedimentos de emergência em caso de um naufrágio. Partimos todos para simulação de naufrágio, mas eu não achei meu colete, ai fui tirar fotos. Um dos integrantes da equipe me perguntou por que eu estava sem o salva-vidas, expliquei o motivo e logo me trouxeram um. Depois veio outro explicando que tinha debaixo da cama, como diz os procedimentos, eu acabei não vendo.
Na simulação, mostraram para a gente como entrar no barco de salvamento. No final, vi um pessoal de TV fazendo matéria reconheci o logo da Globo no microfone, eram dois brasileiros.
Depois fui conhecer o navio. Fui para a frente do navio, para o bar, para o topo novamente. Logo chamaram para mais uma palestra sobre o uso do zodiac e depois ficamos curtindo o por do sol.
Voltei para organizar minhas coisas na cabine, era muita coisa, mas ficou bem, as malas vazias colocamos no lado de fora da cabine e o pessoal recolheu.
Na janta acabei conhecendo meu colega de quarto, o Trevor era um senhor de seus 80 anos, muito agradavel, veterando da segunda guerra, um navegador de avião com muitas historias, e um leitor intenso. Estava no navio com sua filha e uma amiga dela, e me contou q infelizmente sua esposa tinha falecido três semanas antes.
Durante a janta a lider da expedição nos explicou os planos da viagem e que sempre faria um relato do dia, e tambem os planos para o proximo dia.
Em murais era fixado tambem os textos e a programação, mas deixou claro que seria mudado conforme a condições do tempo e do que iriamos encontrar, pois o roteiro era novo e principalmente nesta epoca do ano.
Também em cada refeição seria dado mais informações.
Fui para frente do navio novamente, minha cabine ficava no mesmo andar da proa, assim era só sair da cabine andar uns 5 metros e eu estava na frente do navio.
Uma das coisas que me impressionei foi com a lua que subiu logo depois do sol se pôr estava crescente, provavelmente pegariamos ela cheia na outra semana, e depois de uma hora ele comecou a descer, ficando com a cor bem vermelha. Achei incrível isso nunca tinha visto.
O tempo fechou, muito vento a noite vi um barco de pescador perto da gente.