13 de Julho de 2008
“É necessária muita imaginação para ser um bom fotógrafo. Você precisa de menos imaginação para ser um pintor, porque pode inventar coisas. Mas na fotografia tudo é tão usual; é preciso olhar muito antes de ver o usual." -David Bailey
Nós acordamos com um céu limpo, mar calmo, e Labrador parecendo muito mais atraente do que “a terra que Deus deu para Caim”, como o explorador francês Samuel Champlain descreveu primeiramente este litoral.
Nossa intenção original era passar o dia no mar, e certamente isso que foi feito na manhã, aproveitando o tempo magnífico. Era uma hora oportuna para apresentações, e Blake começou com uma introdução sobre a flora do Ártico, e como as plantas se adaptam ao rigoroso clima polar. Blake foi interrompido quando uma grande turma de focas passou nadando pelo navio, mas a platéia logo se reagrupou.
Ainda na manhã, James forneceu uma essencial (e sóbria) descrição do processo progressivo da mudança de clima, e como isso está afetando o Ártico, possivelmente mais do que qualquer outra parte da Terra.
No almoço saboreamos as tradicionais bolachas “Jam-Jam” de Newfoundland.
A manhã foi só o aquecimento para a tarde. Como tínhamos tempo suficiente para uma exploração e o clima continuava limpo, Hayley fincou um pino no mapa e saímos para uma investigação nas White Bears Islands, no norte de Hamilton Sound.
Nós encontramos uma plataforma adequada para o desembarque e a maioria dos passageiros escolheu o modesto pico de South Island, uma caminhada que oferecia vistas maravilhosas, uma variedade de “belly-plants” para fotografar (incluindo a rara Mastodon Flower, Senecio congestus), as ruínas de antigas casas de pescadores e as histórias de tentação retratadas nas rochas, essa última interpretada amavelmente por James.
Desde que estas ilhas foram um novo destino para toda a equipe, bem como para os passageiros, era apropriado comemorar tal destino com um valorizado chocolate quente na proa do Ioffe.