15 de Julho de 2008
“Minha experiência com navios me diz que neles um homem faz uma descoberta sobre o mundo, já outro descobre que pode pode fazer isso sem estar nele.” Malcom Brandbury (1932)
Ontem estávamos de volta para o café da manhã as 7:30, como devíamos chegar cedo na comunidade Inuit de Hopedale. Uma paisagem cinza e ligeiramente enevoada nos cumprimentou conforme cruzávamos as ilhas rumo à nossa ancoragem. Hopedale foi fundada por Moravian Missionaries em meados de 1700 como um posto avançado do cristianismo em Northern Labrador. Encontramos nosso guia local David em nosso rochoso ponto de embarque. Enquanto permanecíamos na igreja do distrito, David nos contou sobre a história da cidadade, quem fundou, quando e porque. Ele também mostrou algumas das mais antigas construções da cidade, sendo que uma delas, um armazém, era a mais antiga do leste de Quebec!
Da igreja nos espalhamos pelos quarto cantos da cidade. Alguns fizeram compras, outros fotografavam e eram fotografados pelas crianças locais e outros simplesmente sentaram-se e aproveitaram o sol que tinha aparecido no meio da visita. Por fim todos subimos a montanha a caminho de uma escola onde uns habitantes tinham alguns documentos locais que podíamos examinar.
Finalmente era a hora de deixar Hopedale e seguirmos em direção a um Norte mais longínquo. Durante o almoço a âncora foi recolhida e rumamos pelo ensolarado e imenso mar. Conforme viajávamos, Robin dava uma noção sobre a fauna que iríamos encontrar, falando sobre as baleias e focas que veríamos na área.
Antes de Hayley dizer suas palavras motivadas para irmos à Nunavut, fomos cercados por uma infinidade de grandes icebergs. Esculpidos pelo vento, mar e sol, eles nos obrigavam a parar para admirar sua beleza artística inigualável.
Enquanto Hayley descrevia o lugar de onde viemos e para onde provavelmente estávamos indo. Ela também salientou que o verdadeiro líder de qualquer expedição é a Mãe Natureza.
Com uma tarde tão linda ficou decidido que nosso ‘happy hour’ seria na proa, então Andy trouxe um cocktail que transmitia perfeitamente a sensação quase tropical daquele dia.
Um pequeno número de convidados abandonou a proa para uma degustação de vinho tinto na biblioteca com Duncan. Para todos os convidados o vinho estava bom, mas a companhia ainda melhor.
Nossa noite foi embalada por Blake e a parte I de sua própria aventura no Ártico.