17 - Manhã - Fjord / Parque Nacional de Preservação Torgnat.
Acordei com meu colega Trevor me dando boa tarde após tomar seu café da manha. Olhei para fora na janela e vi o céu azul e também uma montanha rochosa bem próxima de nós. Rapidamente fui para o convés e dá para dizer que estava todo mundo ali. Estávamos navegando perto das rochas e o barco seguia em meio a vários pequenos icebergs. Olhei para traz, achei maravilhosa a vista e lamentei ter perdido coisas tão lindas.
Do lado de fora do navio, apesar do sol, já estava todo mundo com roupas para o frio, prontos para o desembarque, inclusive meu colega de quarto. Um dos botes já foi visitar um dos icebergs e eu me apressei para sair. Pouco antes de sair fomos avisados que avistaram ursos polares. Seguimos então em direção oposta ao iceberg, passando por um glacial. Conosco estava o guia James, que é geólogo e explicou sobre o glacial.
No barco todos permaneciam em silêncio esperando a chegada dos ursos polares, que segundo avisaram eram uma mamãe e um filhote. Voltei e peguei minha lente 800 mm. Estávamos muito longe dele, ele já tinha escalado parte da montanha e ficou atrás das pedras. Além disso, eu não tinha ajustado a câmera para o filme ISO 400, vejam vocês!
Depois que ele entrou na água a gente estava muito longe, tanto que a ursa mãe e seu filhote pareciam dois pontinhos brancos apenas. Mais além podemos ver que na verdade eram dois filhotes. Eu me dei conta e troquei o ISO para 400. Eles seguiam sobre as pedras e apesar da distância conseguíamos vê-los claramente. A mamãe voltou e fez um novo caminho subindo as pedras, mas por ali os filhotes não conseguiam seguir.
Estávamos todos parados, o balanço do mar é que dificultava uma boa foto ou uma filmagem decente. Um dos filhotes tentou seguir por outro caminho, mas mamãe já tinha voltado para ajudá-los. As imagens que eu tinha com a lente 800 estavam ótimas, só não eram nítidas, por que o bote movimentava-se demais. A ursa ia para frente depois voltava para conferir se os filhotes a seguiam.
Em dado momento ela subiu sobre uma rocha, mas os filhotes seguiram pela água e foi muito interessante observar isso. Depois a mãe foi pela água e logo adiante saiu, com os filhotes em seu encalço. Acompanhamos ela de longe, vendo-a subir a montanha e agora ela nos olhava, depois seguia com os filhotes até uma parte onde tinha neve. Comeu um pouco de neve, e depois foi subindo até chegar num local onde sentou com os filhotes, mas sempre atenta.
Os botes seguiram a explorar a região e desembarcaram não muito longe dos ursos. Mandaram descer, e eu desci, mesmo sem muita disposição para caminhar. Encontrei meu colega de quarto todo feliz ali e olhei os atiradores, sempre posicionados.Havia dois grupos da terra, um das caminhadas e outro de caminhadas intermediárias e um de água, um bote dos exploradores, ou seja, os que não queriam caminhar, e neste que eu fui. O fotógrafo Kyle era o guia. Tinha também outro barco com o pessoal da fotografia e da filmagem.
No passeio, avistamos uns pássaros de pernas vermelhas e um alce com seu filhote na praia. O mais incrível foi ver que ele estava bem próximo ao urso, mesmo sabendo-se que em geral o urso não ataca estes animais, pois são muito mais rápidos. Eles saíram da praia e subiram, mas voltaram, pois creio que viram o atirador. Depois eles subiram a montanha e ficaram bem pertinho do pessoal que tirava fotos. O animal, que tinha pelagem que se confunde com as pedras, parou e ficou olhando o pessoal, provavelmente nunca tinha visto pessoas antes, e depois seguiu montanha acima.
Não seguimos para a outra parte das montanhas, mas ali encontramos um monte de pássaros, novamente os dos pés vermelhos. Uma foca nos deu uma espiadela tirando parte da cara da água. Ela saiu umas duas vezes, e assim eu consegui fazer algumas fotos rapidamente.
Depois disso voltamos para o navio, levantando muita água devido a velocidade que íamos. O pessoal pediu para parar o bote para fazermos fotos do navio e do iceberg, mas o nosso guia não ouviu ou preferiu não ouvir. Mesmo assim eu fiz algumas imagens com ele ‘pulando’.
Chegamos ao navio e ficamos esperando o bote que chegou antes da gente embarcar. Depois que desembarquei fui para o convés, fazer uma imagens do pessoal chegando com o iceberg ao fundo.Fiquei ali na frente do navio olhando aquela paisagem, até nos chamarem para almoço. Deixei todas câmeras ali mesmo e fui fazer minha refeição. O almoço foi animado, com todos comentando sobre os ursos e os alces.
Saiba mais sobre o lugar:
Torngat Mountains National Park Reserve
Torngat Mountains National Park Reserve is a national park reserve located on the Labrador Peninsula of Newfoundland and Labrador, Canada. The park was established on January 22, 2005, making it the first national park to be created in Labrador. It is the southernmost national park in the Arctic Cordillera.
The park aims to protect wildlife (caribou, polar bears, peregrine falcon and golden eagle among others), while offering wilderness-oriented recreational activities (hiking, scrambling, kayaking). Set in the Torngat Mountains, the name comes from the Inuktitut word Torngait, meaning "place of spirits".
The park extends over an area of 9,700 km², from the northern tip of Labrador to Saglek Fjord.
This is the first national park reserve to be established in Labrador. It is expected that full national park status will be achieved once the territorial claims of the Nunavik Inuit of northern Quebec are resolved.
The Coast
From Hebron, our route north hugs the coastline to the eastern end of Nachvak Fjord, about 160 miles distant (50 miles to Saglek Bay and 115 miles to the mouth of the Palmer River at the head of Tallek arm of the Nachvak Fjord). As we progress, the coastline will change dramatically; Mountains will get steeper and tower almost a kilometre overhead from sea's edge. Tidal range is typically 1-3 metres, and even though the bays are sheltered, the coast is quite exposed.
Saglek Bay, and the inner Saglak Fjord is 80 km deep and has been an area of human occupation for nearly 5000 years. In the '50s a radar installation and a paved runway were built on the south shore of Saglak Bay, accompanied by a coterie of nearly 100 U.S. Air Force Personnel, as part of the Distant Early Warning (DEW) Line. The site was operated until the early '70s, when it was abandoned, made redundant by satellites and long-range missiles. Canada's National Defense built a new automated long-range radar site there in the late '80s and staffed with no more than 10 people -- maintenance and repair personnel, and perhaps an insubordinate soldier or two. Saglak is also a popular fishing spot for char.
Nachvak Fjord, considered one of the most spectacular fjords in the world, is nearly 20 km deep and 2 km wide. At its eastern end it divides into two arms, the Tasiuyak and the Tallek -- which is where we're headed. The fjord has the highest mountains in Labrador, including Mount Razerback guarding the mouth on the north shore, and Mount Caubvak, the highest in eastern Canada, looms on the south shore, inland from the Tallek Arm.
The Hudson's Bay Company operated a post directly across from Tallek arm from 1865 until around 1905.
Source:
http://www.canoe.ca/labrador2001/labrador.html