18 - manhã - Button Islands até Akpatok Island
O pessoal acordou entre a névoa matinal, nós navegávamos perto das Button Islands. Meu colega de quarto desta vez me acordou com um “boa tarde”, eu tinha dormido pouco na última noite, colocando em dia as fotos, pois queria fazer um DVD para cada um dos passageiros com as minhas fotos.
Assim nem tomei café, fui lá para fora dar uma olhada, pois não teríamos nenhum desembarque de manhã.Já tinha sol e a névoa tinha se dissipado. Via alguns grandes icebergs, a maioria deles passava longe, mas sempre com o sol em cima, assim não ficavam tão lindos, ficavam bem brancos.
Porém alguns vinham mais próximos e eu fazia closes, analisando eles, os formatos, os ângulos, a luz, os efeitos, os pássaros voando sobre eles. No fundo alguns passavam mais lentamente, então para a filmagem ficava muito legal. Aproveitava para conversar com o pessoal ali na proa.
O sol se movimentou e então começou a contraluz, o mar ficava prateado com os icebergs, as manchas das correntezas criando imagens lindíssimas. De longe vi outro iceberg chegando e era grande. Desta vez ele passaria pelo lado da contra luz, assim daria fotos interessantes, ele ficava mudando de posição a medida que cruzávamos por ele. Fiz muitos closes. Cada Iceberg tem uma história e quando você faz closes pode ver a textura, as formações, as camadas...
Então me chamaram para uma apresentação, eu não estava assistindo as apresentações, pois sempre tinha algo fora do navio, e gostava do ambiente externo, do sol, do frio, porém como era algo interessante sobre o norte, o Blake que era um canadense e apresentou “Reflexões do Norte”, músicas, textos e pensamentos sobre tudo do norte. Assisti e depois voltei para meu posto a frente do navio.
Almoçamos e nos falaram que iríamos jantar mais cedo para tentar um passeio por umas ilhas. Depois do almoço fomos para a proa do barco novamente, outros lá para o topo. A maioria dos Icebergs passava longe do navio e alguns mais próximos, aos poucos surgiam pássaros.
Nos chamaram para o banho de piscina de 3 graus, eu não fui, estava com vontade, mas só iria se fosse água do mar, mas não a piscina. Sendo assim fui tirar fotos. Havia doces e chocolate quente, o pessoal todo se reunia. Muitos estavam brincando de se atirar lá de cima para a piscina que, pra proteção, tinha uma rede. As pessoas que iriam para a piscina, foram antes na sauna e então saíram em fila e pularam cada um uma vez na piscina, foi festa para todo mundo.
Depois da piscina, fomos para frente do navio novamente. Estava cheio de pássaros, era incrível, não tinham tantos pássaros durante toda nossa viagem. O Tony ficava enlouquecido, correndo de um lado para outro, logo outros estavam acompanhando e eu tentava fazer fotos dos pássaros, mas não ficavam boas, já estava tarde, então o sol batia de lado e ainda o movimento do barco e dos pássaros, e eles eram rápidos.
Mas era lindo ver eles também na frente do barco, quando chegávamos próximo ele tratava de voar, mais pesado pelos peixes que tinha comido.
Também víamos algas flutuando e então vimos surgir um paredão, uma ilha com paredões laranjas em sua volta.
A ilha era grande, víamos os lados dela que pareciam um quadrado irregular. A quantidade de pássaros agora era muito grande, e voavam em bandos grandes, de vez em quando eles se juntavam para depois se espalhar, mas sempre voando juntos.
As nuvens que viravam névoas, por estarem baixas, batiam nos paredões criando imagens incríveis. Combinava a névoa, os paredões da ilha sobre ela, a tundra verde... E nos paredões partes cobertas da tundra, e na prainha o gelo quebrado que o mar levava dos icebergs para a praia. Tudo isso juntando o céu azul e o sol já amarelando tudo que iluminava.
Ao fundo muitos pássaros voando e os icebergs combinando com tudo isso. Chamaram-nos para a janta, demorei um pouco para ir, e quando fui já estavam explicando sobre o desembarque, que não seria desembarque na verdade, apenas passeios de bote.
Voltei para a proa e os botes já estavam no mar. Vi a Hellen e o Fernando gravarem uma cena por ali. Chamaram-nos para fazer o ‘desembarque’. Passei no quarto e me vesti, pois estava frio e também fui vestir o salva-vidas e as botas, desta vez não era o último.
Saiba mais sobre o lugar:
Button Islands
The Button Islands are located in the Canadian Arctic Archipelago in the territory of Nunavut. They are surrounded by Ungava Bay, Hudson Strait, Labrador Sea, and Gray Strait. The smaller Knight Islands are about 5 km (3.1 mi) to the southeast.
The Button Islands measure 51 km² (20 sq mi). Lacy Island in the northeast, and Lawson Island in the southeast are the largest of the group.
Akpatok Island
Akpatok Island is one of the Canadian Arctic islands in Nunavut, Canada. It is the largest island in Ungava Bay on the northern coast of Quebec at 60°25′N, 68°08′W. The island is named for the Akpat, the Thick-billed Murre (Uria lomvia), which live on ledges along the limestone cliffs surrounding the island.
The island is predominantly limestone and ringed with steep cliffs 150 to 250 m that rise above sea level. The cliffs are broken in many places by deep ravines allowing access to the flat plateau 23 km wide and 45 km long. It has an area of 903 km².
At the southern end of the island there are remains of a Dorset settlement.