O dia amanheceu especial de primeira para a realização de uma prova de enduro. Parece que São Pedro ficou com pena dos pilotos e resolveu que a última prova do Campeonato Metropolitano seria com sol e tempo seco, depois de sete etapas em terreno molhado, sendo que a etapa da Miraguaia foi abaixo de chuva, onde os pilotos tiveram a oportunidade de demonstrar toda a sua técnica e perícia na pilotagem das motos nos terrenos mais adversos.
A largada e a chegada foi na Sociedade de Canto Avante, na localidade de Rodeio Bonito, na estrada RS 020 à 20km de Taquara e a 15 km de São Francisco de Paula, onde os pilotos foram muito bem recebidos e após a prova tiveram um almoço colonial de ficar com água na boca, tal a qualidade da comida e do atendimento. A prova teve um alto índice técnico, com médias altas e muita navegação, colocando a prova não só o corpo, mas também a mente dos pilotos. A planilha, como sempre, esteve correta, com números grandes e observações precisas para a segurança dos pilotos.
Como a média de velocidade era alta, depois dos trechos mais difíceis sempre tinha um neutrinho para os competidores recuperarem o fôlego (quem podia) e o tempo (quem precisava). Desta maneira, de uma maneira geral, todos se mantinham competitivos na prova. O neutrão foi no Posto Charrua, do Val, em São Francisco de Paula, que sempre apóia o nosso esporte, cedendo toda a sua infra-estrutura para pilotos e para a organização.
A parte da tarde foi alucinante. Primeiro os pilotos foram por uma trilha de campo aberto, onde o famigerado atoleiro estava seco e em seguida passando por um riacho. Depois veio o trecho na plantação de pinus, com médias rápidas e referências apertadas onde muitos pilotos tiveram que colocar a prova toda capacidade de navegação. Saindo dos pinus, toma estradinhas descendo em direção a Taquara. Mas o melhor ainda estava reservado para os pilotos.
Uma trilha longa de 9 km, somente com um trilho à vista, rodeada de mata e em alguns pontos formando um verdadeiro túnel verde onde os pilotos tiveram que passar agachados para não se enrolar no mato. Nesta trilha a velocidade foi de 39 km/h, média considerada alta pelos pilotos, que em momento algum reclamaram. Pelo contrário, era o comentário no final da prova, onde todos foram unânimes em afirmar que foi uma das melhores trilhas que já pegaram em prova.
A média alta foi proposital, para que os pilotos pudessem sentir toda a adrenalina de uma trilha em alta velocidade, onde foi necessária muita técnica para manter a média. Como ninguém é de ferro, tinha um neutrinho logo após o PC para a galera recuperar o fôlego e baixar a adrenalina. Depois veio mais uma trilha marvada e finalmente os pilotos puderam relaxar até chegar na Sociedade Avante, em Rodeio Bonito. Depois do almoço veio a festa de entrega dos troféus da prova, onde foram sorteados muitos brindes para todos os pilotos.
Foi sorteado um Compass 2005, oferecido pelo representante da Compass para o Rio Grande do Sul, Hélio Guedes. O felizardo ganhador foi piloto Cristian Patrick Khel do Trail Clube de Sapiranga, que também foi vencedor da prova final e do campeonato na categoria B. Agora não vai ter mais desculpas. Em 2009 ele vai tem um navegador de excelente qualidade para participar da categoria A2.
Por iniciativa do piloto Leandro Sordi Kucharski, de Cachoeirinha, muitos pilotos doaram as camisetas que ganharam no sorteio e no evento para os desabrigados de Santa Catarina. Como diz nosso diretor de prova, Marcos Lazaretti, é pouco, mas ajuda.
Depois veio a entrega dos troféus do Campeonato Metropolitano, com muita comemoração entre os pilotos campeões de cada categoria. Este campeonato chegou ao seu fim. O nível técnico dos pilotos foi elevado, chegando ao final sem nenhum acidente grave, mostrando a qualidade dos nossos pilotos e a preocupação da organização com a segurança.
A todos os pilotos participantes, o nosso muito obrigado, pois um campeonato não se faz sem gente. Eles vieram de Canoas, Porto Alegre, Cachoeirinha, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Três Coroas, Taquara, dentre tantas outras cidades e até da nossa vizinha Santa Catarina, com uma média de 60 pilotos por prova. A todas as prefeituras que nos deram o seu apoio, vai também o obrigado da organização e de todos os pilotos.
A Brigada Militar e ao Corpo de Bombeiros e a todas as entidades que de uma forma ou outra colaboraram para este campeonato, um agradecimento especial da organização. todos os amigos e pilotos que ajudaram na organização das provas, o nosso muito obrigado, do fundo do coração, pois sem vocês não tem prova nem campeonato. Contamos com vocês para o ano que vem.
Não poderia deixar de citar o nosso diretor de provas, Marcos Lazaretti, idealizador do campeonato, que incansavelmente nos brindou com uma prova por mês, cada uma melhor que a outra, muitas vezes bancando o seu próprio bolso os custos da organização. Tenham a certeza que sem o empenho e dedicação do Lazaretti e família nós não teríamos um campeonato tão disputado e tão adverso.
Ao papai do ano Hélio Guedes, o nosso agradecimento especial pelo empenho e pela dedicação ao campeonato, sempre preparando as planilhas e fazendo o fechamento dos resultados. Fica o convite para o ano que vem a todos os pilotos para que possamos realizar outro campeonato de alto nível, onde todos são como uma família. Uma família que se reúne uma vez por mês para brindar e comemorar a vida.
Um abraço a todos e até o ano que vem