As 7ª e 8ª etapas do 16º Transparaná não foram fáceis. Os 293 quilômetros que ligaram as cidades de Guarapuava e Ponta Grossa/PR, foram os mais duros dessa edição em virtude das chuvas.
"Choveu intensamente durante todo o dia. O terreno estava encharcado demais, e as médias de velocidade exigidas pela organização do evento eram altas. Isso demandou perícia dos pilotos, e concentração e rapidez dos navegadores para acertar o hodômetro a todo o instante, sem perder a leitura do roteiro", contou o piloto Ricardo Barra.
A chuva não deu trégua e a cada hora ficava mais intensa, deixando o percurso sem condições de tráfego. Desta forma, para assegurar a segurança dos competidores, a direção técnica do certame cancelou cerca de 20% do roteiro original, transformando os PC’s (posto de controle) em PC’s de passagem. "Percorremos o caminho original, porém, sem pontuar em determinados trechos, que eram aqueles que estavam mais prejudicados e apresentavam ameaça de acidentes", explicou o navegador Ronald Leis.
A dupla da Niterói Rally Team disse que essa foi uma fase exaustiva, com cerca de 10 horas de duração. "Largamos às 07:00 da manhã e chegamos às 17:00. Além de longa, essa foi uma corrida tensa, que exigiu muita atenção, salientou Barra, comentado que o time ainda sofreu um pequeno problema no diferencial dianteiro do Troller T4. "A estrada tinha vários pedregulhos grandes, e um deles colidiu por debaixo do carro, atingindo o diferencial e afetando o sistema de direção. Durante o neutro, nossa equipe de apoio fez a manutenção do equipamento e seguimos para o restante da prova", completou o piloto.
O Transparaná é uma disputa de cinco dias, que exige condicionamento físico dos participantes e experiência. Por ter altas quilometragens a cada dia, as duplas precisam driblar o cansaço, visto que todos têm poucas horas de sono, e grande desgaste físico e emocional durante os trechos cronometrados.