Nesta primeira etapa da viagem, foram rodados 1.200 km de Sorriso/MT até Campo Grande/MS.
A moto utilizada foi a Tornado 250cc.
Depois de três dias de visita em Campo Grande, segui para Bonito, passando pela estrada parque em Palmeiras e Aquidauna. Em Bonito, bateu uma frente fria vinda do sul e deixei de fazer os mergulhos nas nascentes dos rios da região. Mas mesmo assim visitei a gruta do lago azul, o parque municipal e alguns caminhos de terra pelo interior da cidade. Bonito é um lugar apropriado para se conhecer com moto trail, só que para isso, precisa-se de no mínimo uma semana, pois os lugares para serem visitado ficam distante do centro em media 20 km. Próximo de Bonito fica a serra da Bodoquena, muito procurada pelos aventureiros da região com seus 4x4 e motos trail.
De volta a Campo Grande, fiquei quatro dias em visita a família. A próxima meta seria o retorno para casa, passando pelo estado de Goiás e posteriormente adentrando em Mato Grosso.
Parti de Campo Grande rumo a divisa com Goiás, passando pela cidade de Paranaíba e adentrando em Goiás pela cidade de Itajá. No dia seguinte, rodei até a cidade de Lagoa Santa para conhecer o lago de água limpa e propícia ao banho. Um belíssimo lugar encravado no interior de Goiás. Seguindo em frente pelo estado de Goiás, passei em Caçu, Quirinópolis e Itumbiara. Outra bela cidade do interior Goiano.
Próximo destino: Caldas Novas, cidade de águas termais e muitos turistas. Em Caldas Novas, existe uma boa infra estrutura hoteleira para todas as pessoas de diferentes poder aquisitivo. Passei dois dias em Caldas Novas, onde fiquei curtindo as piscinas termais em um clube local.
Levantei acampamento, agora partindo para a cidade de Parúna, com muitas belezas naturais pelo seu interior. Dentro da cidade há o Morro da Igrejinha, que abriga no seu alto uma estátua do Cristo Redentor com mais de 10 metros de altura.
Próximo e último ponto turístico a ser visitado neste estado: Cidade de Goiás. Sendo a primeira capital do estado, chamada carinhosamente de Goiás velho pelo seus habitantes. O centro Histórico da cidade foi tombada pela UNESCO. Andar pela cidade de Goiás é como voltar ao tempo, suas ruas em pedra sabão e muitas casas construídas no século XVlll. A Cidade é muito tranquila, com seus pouco mais de 20.000 habitantes. Em muitas moradias, existem placas nas fachadas descrevendo o nome da pessoa que ali residia e no que elas atuavam na época. Ex: militares, médicos, escritores, poetas e outros.
Uma das pessoas mais querida e lembrada na cidade de Goiás é a grande poetisa Cora Coralina. Cora viveu praticamente um século. Sua casa se transformou em um museu, sendo muito bem preservada. Igrejas antigas, uma linda praça central e vários museus pela cidade, fazem com que a pessoa tenha uma noção de como elas viviam na época do Império.
Terminado a passagem pelo estado de Goiás, inicia-se a parte final da aventura, agora no estado de Mato Grosso. Chegando à divisa dos estados de Goiás e Mato Grosso tem as cidades co-irmãs, Aragarças no lado Goiano e Barra do Garças no lado Mato-grossense, ambas divididas pelo rio Araguaia. O Araguaia é um belíssimo rio, muito procurado pelos banhistas e pescadores na época da seca (maio a setembro).
De Barra do Garças segui rumo a Chapada dos Guimarães. A cidade encontra-se no centro geodésico da América do Sul. Chapada possui vários pontos turísticos, como por exemplo, o Parque Nacional Da Chapada Dos Guimarães, com cachoeiras, cavernas, lagoas e trilhas em meio a natureza típica do cerrado, vegetação predominante da região. Chapada fica a 811 metros de altitude e por isso tem um clima ameno e agradável, se comparado com Cuiabá que fica apenas 60km de distância. Com seus poucos mais de 17.000 habitantes, os moradores levam uma vida pacata e tranqüila em meio a natureza e recebem turistas de várias partes do mundo.
Último dia de viagem, agora o destino é Sorriso, cidade onde resido. O giro pelo Centro Oeste totalizou em uma distância de 5.200 km que foram rodado somente nos três estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Viajar pelo Centro Oeste Brasileiro tem uma vantagem, pode-se rodar nos meses de maio até setembro sem perspectiva de chuva, o que torna a jornada muito mais prazerosa e segura para o motociclista.