Rapidamente lavei a cara e peguei a máquina, fui lá no fundo do barco, na popa, para olhar a preparação do desembarque.
Água clarinha, com as luzes dava para ver os peixes azuis no fundo da água.
Estava curioso para ver se o tempo estaria bom. Esta ilha era um desejo antigo de conhecer, inclusive tinha comprado já passagens e cancelado em cima da hora.
As culturas antigas e diferentes sempre me atrairam. Rapa Nui, mais ainda.
O mar agitado trouxe um barco com pessoal local que subiu para o barco, e logo estavámos cada vez mais próximos à ilha. Dava para ver mais e mais luzes e os carros para lá e para cá.
Logo o barco novamente sai e se desloca, já eram perto das 8 horas, quando fui tomar café, já clareava, dava para ver a ilha, belíssima, mudávamos e íamos para o norte da ilha, será mais calmo e mais baixo para ancorar provavelmente.
Parei o café para fazer umas fotos do nascer do sol. O café estava magnífico, aliás, a comida do barco francesa, impecável e farta. Atendimendo do pessoal também muito cordial e ágil.
Chegamos no norte, onde tinha uma pequena praia de areia branca lindíssima, com palmeiras, ou coqueiros, e uma série de estaturas perfiladas dos MOAIS, destacando no meido de montes ondulados, todos com gramados verdes, já víamos muitos cavalos por todo lado.
A vista é lindíssima, me deixava euforico de alegria, estava em outro astral.
Nosso plano, meu e do Gunnar, era pegar um carro alugado com guia ou não e partir para ilha, tinha os tur, mas como a maioria era francês nesta ilha que se fala espanhol, iríamos só nós. Tínhamos dois dias, o segundo seria mais relax.
Também queríamos entender mais da cultura atual da ilha, hábitos, e como fucniona economicamente, os conflitos, a questão de governo e nada melhor que estarmos livres para fazer isso.
Porém, pelo fato de ficarmos longe da cidade, será que teríamos como alugar carro aqui? Fomos verificar se teríamos que transferir para a cidade, confirmado, só esperarmos todos irem para os tur e então a gente desembarcaria.
Pegamos nosso formulário de aduana e nos preparamos para ir para terra, foi lá pelas 10 da manhã, quando estavamos no zodiac, um bote inflável. Nos lembraram que tínhamos que ter o ticket do parque. Trouxeram dois para nós e fomos para terra.
Meus olhos mudavam em olhar para praia e para o barco, visto ele assim de baixo era mais lindo ainda no contraste daquele mar azul.
Ao mesmo tempo a praia, os verdes campos, e os MOAIS me atordoavam. Ficava impressionado com tudo aquilo, em minutos estávamos em frente, foquei em sair do bote, e a aduana tinha montado um toldo ali para revisar as mochilas para ver se não tínhamos frutas ou algo ilegal. Estávamos na Ilha de Páscoa.
Enquato olhávamos onde o transfer estava, fui tirar uma foto do navio. Neste tempo o meu amigo Gunnar já via com um taxista para passar o dia com a gente na ilha, o cara queria 120 dólares para nos levaronde quiséssemos até às 6 horas da tarde,mais ou menos. Topamos, para alugar seria 80 dólares a diária.
O Alex foi o motorista, caro mais ou menos, teve um pequeno problema de saída, não abria o vidro do passageiro, com o calorão, hehe. Fomos ver os moais da praia, ali tirei fotos, observei os cocos nas palmeiras, que deveriam ter uns 80 anos. As estátuas ali gigantes, tinham limites para que as pessoas não subissem nelas e um guarda parque ali ao lado controlando para nenhum avançar o limite. Tiramos fotos e seguimos para outros pontos.
Na saída, usamos então os bancos de trás e um deles também não abria. Hehe, só o vidro do motorista, o diagonal trazeiro. Bom calorão, mas o vento estava bom.
No caminho, o guia Alex nos explicava sobre os locais e sobre a relação do rapanui com os chilenos, que não se paga imposto na ilha. Era bom trabalhar ali. Dos problemas de gang, drogas, governos, mercado... chegam 300 turistas todo dia. Se tivesse mais carros alugava, tem mais de mil carros na ilha, e 5.000 pessoas vivendo. Cresceu muito ultimamente.
Custo de trazer um carro e mais ou menos uns 3.000 dólares.
Paramos em diversos lugares, um deles era uma pedra redonda magnética, fui correndo tirar fotos dela e dos cavalos que tinha por todo lado. Aqui na ilha o povo come cavalos, diz que é melhor, pois não tem tantas bactérias e faz bem para uma série de doenças.
Seguimos então para outro ponto, no caminho, gente de bicicleta, a estrada é de chão, muitas aves de rapina paradas nos postes das cercas.
Avistamos então uma montanha que é parte interna do vulcão que se abriu na ilha, de lá saiam as pedras, que se chama de fábrica de moais.
Params então para ver outra fila de moais, ali encontramos alguns brasileiros de Curitiba e Brasília. Tirei fotos, fiz os meus saltos, vi q tava sem prática, o sol também estava contra, tinha que vir no final da tarde.
Ainda ficamos tirando ali curtidno e tirando as fotos. O Gunnar conversando com os locais, trocando informações, coisas que não se acham nos livros.
Ali tinha muita gente, já tínhamos o ingresso para o parque, estava tudo rígido seguir so pelo caminho, corri para pegar outros ângulos e seguimos para a fábrica de moais. O horário do meio-dia a luz não era própria, fui entendendo o funcionamento de esculpirem a pedra no paredão e depois moverem para baixo, era um trabalho incrível, nos explicaram que levava 6 meses.
Algumas de 21 metros, pesavam em torno de uns 45 mil quilos.E morro abaixo, há muito tempo atrás, talhada na pedra com pedra, eles não tinham ferro. Fiquei ali imaginando isso, que loucura, o que era aquele povo.
Tem muito moais na ilha, mas a maioria estão caídas e quebradas.
No meio do caminho, encontramos um guarda parque que nos falou do lugar, de como os turistas tem crescido de número e porque , segundo ele, desde 11 de setembro aumentou, por ser um local classificado como seguro. Falou também das opiniões dele sobre os povos, europeus e americanos, sobre os latinos etc... ele um rapanui... conversamos por um tempo, deu para descansar de tanto subir e descer.
Depois disso, voltamos para a estrada, agora em diante tinha asfalto um pouco de buraco, mas legais, mais cavalos, cavaleiros, uma produção de melancias e outros tipos de vegetais, acabamos não parando, para tristeza do guia que queria rachar uma com a gente. Eu estava com muita sede, não tinha mais água, mas queria uma coca-cola... que coisa né?
Paramos mais algumas vezes para ver os moais caídos, a causa era ou das brigas internas no passado e as tsunamis, pois ficavam bem baixo a poucos metros do mar.
E o nossp guia diz que nao se recupera porque parece que nao querem. Muitos estão assim, uma pena com isso se deteiorando.
Fomos então em direção à cidade, um hotel criou moais novos.
A cidade possui um aeroporto lindo, grande e com o learjet de um milhonário e outro. A cidade é toda tropical com muita árvores, linda, paramos para tomar a coca, fomos mais adiante em um supermercdo para comprar iogourte e eu tomei um sorvete, estava muito quente.
Assim fomos paseando pela cidade, olhando hotéis, casas, até chegar no porto, onde tinha muitos surfando, muitas casas de mergulhos e vistas maravilhosas.
Ali pergunto sobre opções, achamos uma dica legal para ficar por 30 dólares diários bem no centro, fomos conhecer, lindo o lugar, é de um pessoal local, muito bem cuidado, ah voltarei para passar uma ou duas semanas na Ilha, e é aqui que vou ficar.
Fomos ver onde foi a festa da Ilha semana passada, com moais da paz feito pelo pessoal atual, que circulou o mundo todo. Agora veríamos os moais da cidade e ir´ramos no vulcao, que conto em outro texto.