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Dia 26/02 - Pitcairn Island - AdamTown

A previsão era de chegarmos às 06h30 em Pitcairn, uma ilha britânica isolada no pacíficosul, nunca tinha ouvido falar, assisti um filme sobre um barco que depois de motinar em 17 vezes, acabaram colocando fogo no barco e ficaram na ilha vivendo com algumas taitianas, até tem filme com Marlon Brando, ele se apaixonou pela região e pela mulher, acabou até comprando uma ilha na região e vivendo ali.

Do filme aprendi uma série de coisas, era baseado em episódio real, foi muito bom ter aprendido, mesmo que o filme era antigo e em francês com legendas em inglês.

No dia 26 o meu relógio tocou e eu já estava acordado, me enrolei na cama e aí tocou meu telefone, era o Gunnar me avisando que a ilha já estava em frente, fui ao balcão vi a ilha, linda e pequena.

Iríamos ficar atá às 14h30 e o último zodiac (bote inflável) sairia da ilha às 14h00, já tinha deixado todo material pronto para ir para a ilha. Levei ate calção e a máquina para filmar o mergulho, pois talvez teríamos tempo de nadar.

Além de vermos a chegada na ilha, lançar ancora, a medição dizia que estávamos a 1.400 metros de profundidade, então o barco se aproximou bem da ilha para lançar a âncora.

Fui tomar um café reforçado, logo entrando na fila para ir para a terra,  demorou, pois o mar estava agitado. Mas iríamos conseguir descer.

O céu estava lindo, com um sol já  forte. Iluminava a ilha, toda verde, com algumas áreas deslizadas. Soubemos então que na ilha viviam apenas 65 pessoas e destas, 10 crianças. Do pessoal que vivia ali, a maoria tinha a ver com a Nova Zelândia, pois era um posto avançado do governo inglês.

Fomos informados também que há duas semanas choveu muito, fazendo muitas partes da ilha deslizarem..

Na ilha, todos tinham os seus quadriciclos, nos cobraram 2 dólares para nos levar até o centro da vila, como deu fila, eu, o Gunnar e mais uns outros fomos a pé, senti a subida, mas fui tirando fotos e apreciando a natureza, as árvores, flores e plantas.

O pessoal local é muito simpático, nos cumprimentavam muito alegres.

Passei direto pelo posto policial e fui seguindo a estrada, a vila era diferente do que eu imaginava, era quase uma vila de interior que tem mais plantas do que casas, nada junto e muito verde misturado com vegetação local, flores, horta, quase todas plantas que eu conhecia, inclusive me lembro de muitas que comprei ou olhei em Porto Alegre e que a origem era da Polinésia, da Ásia e assim por diante.

No caminho, algumas casas abriram uma banca em frente para fazer comida, vender artesanatos, roupas com estampas do lugar, cartão postal e selos.

No centrinho onde tinha igreja, o correio postal estava aberto e muitos mandaram um cartão.

Vi muita coisa legal de artesanatos principalmente coisas de madeira, comprei umas lembranças, um peixe, um golfinho e uma tartaruga de madeira, e também uma camiseta do lugar. Deixei para comprar depois um boné, mas não achei legal.

Ali tinha bananas e água que o pessoal nos ofereceu.

Segui adiante, fui fazer uma trilha ecológica e ir na caverna do Cristian, no caminho muitas coisas interessantes, pássaros, árvores imensas com raízes expostas, árvore com a fruta pão, goiabas, muitas plantas conhecidas, jasmim, manga, eu estava eufórico pois é disso que eumais gosto. Puxei papo com o pessoal local, um professor da Nova Zelândia, outro alemão que vivia ali muitos anos, e outro nativo.  Me explicaram algumas coisas e continuei seguindo o caminho ecológico, ele era sinalizado, mas bem livre para se ir, encontrei o Gunnar no caminho e fomos em direção à caverna do Cristian. Saímos do mato, a vista da vila e do navio era lindíssima, pensei: este é um lugar que eu ficaria vivendo.

Ali o Gunnar achou algumas munições, vi que eram atuais, de 38, então segui escalando para a caverna do Cristian, encontrei três marinheiros que tinham ido lé e disseram que a vista é linda, mas que tem que ter cuidado e que a caverna não era grande coisa.

Subi, devagar, pois com a mochila, muitas lentes e mais o tripé, estava já sentindo as costas. Cheio de rosetas na minha calça e meia, a subida muito íngreme, eu já estava sem ar. Cheguei lá em cima no maior esforço e bufando. Parei um pouco e tomei uma garrafa de água, aproveitei para ver a vista enquanto descansava.

Tirei mais algumas fotos, olhei a caverna, era uma pequena caverna. Mas perigoso, menos de meio metro de apoio por todos os lados, um perigo, eu fiquei mais tempo sentado descando para não cair por causa de fraqueza.  Fiquei olhando os paredões, agarrado com as duas mãos na pedra. Ventava muito, mas tava agradável, pois eu estava muito suado, minha camisa toda molhada. Para ir para a caverna teria que atravessar um precipício, fui ver se conseguia com toda calma. Sim, mas tinha que ter muito cuidado.

Quando vi uma menina francesa que não tinha falado ainda no barco, subindo, ai indiquei que ela estava vindo por um caminho perigoso, ela me entendeu e fez a volta, achei ate que tinha desistido, chegou ali em cima, estava com as pernas de fora, um shortinho pequeno, toda machucada dos espinhos e das rosetas. Conversei um pouco com ela e percebi que ela falava inglês, me contou que está com a vó, tem 15 anos e que é a sua primeira viagem de navio.
 
Tirei fotos, olhei a caverna, fui para o outro lado e depois desci, ela ia descendo também, caiu duas vezes e se raspou toda, aí fui na frente  dando dicas do caminho a descer, show de bola ter vindo escalar, a vista e o desafio era compensador.

Descemos até o caminho, não tinha mais ninguém, no caminho de volta com pontilhão vimos o pessoal chegando, dei dicas para o  pessoal, mas ninguém deles teria condição de subir, no máximo olhar a vista na base do penhasco.

Atravessei o mato novamente, outra mulher caiu ali quando foi tirar fotos, ajudei ela a se levantar, me agradeceu em francês, voltei todo caminho, passei na escola, toda fechada de tela de mosquito, vi como faziam as casas, também vi um córrego com um fio de água, pensei em tomar, como isso era importante nas ilhas, ter água. Olhei para cima tentando imaginar como vinha esta água, vi outras frutas, mamão, banana, folquagens e eu conhecia, muita lantana, outras flores lindas. Cheguei no centrinho, tomei bastante água e comi duas bananas, segui então para o outro lado da ilha.

Encontrei uma carreta , briquei com ela, vi os franceses me olharem de lado, outros riam. Segui então morro acima para outro lado da ilha, meio cansado sem saber se ia ou não subir, o pessoal de quadri para lá e para cá. Descidi subir, longa subida e quente, mas a vista compensava. Procurei achar meu boné, coloquei ele, porque já eram 11 horas e ainda tinha mais 3 horas, então vamos lá.

No caminho comi uma goiaba, era grande e estava boa. Observava as plantas, o terreno, a terra era fértil, com uma grande camada de terra vermelha. A vista era linda cada vez mais.Assim fui para uma ponta, passou dois quadris por mim. Ali na ponta tinha um binóculo possante, fiquei olhando, vi umas cabras que não tinha visto, também fiquei vendo outras coisas.

Aí parei pra tirar as rosetas que estavam em grande quantidade nas calças, meias e tênis, chegou um quadri com uma criança e passageiros, a criança veio e começou por conta tirar as rosetas de uma perna e eu tirei da outra, puxei papo com o local, ele me explicou das plantas e me falou que nasceu na ilha, foi passear na Nova Zelândia e Austrália, mas gosta da ilha. O guri era filho dele.

Me explicou também sobre o governo, sobre a ilha e seguiram para outros pontos, fiquei um pouco mais observando os pássaros e segui para outro ponto, o topo, que dá para avistar a vila toda e a enseada onde ficam os barcos. Tirei fotos quando estava saindo e chegou outro quadri, conversei um pouco mais com a mulher, falando do lugar.

Vi que tinha ainda duas horas, fui descendo devagar, parei para ver os pássaros na árvores, eles eram todos pretos com testas brancas, gritavam como papagaios, mas tinha formatos de sabiá. Também vi outro pássaro branco mas não consegui tirar fotos. Seguindo na descida comigo mais duas goiabas, estavam uma delícia, e eu tava com muita sede, tinha bebido toda água.

Assim gastei quase uma hora para chegar no porto. Vi um adesivo para roupa, 10 dólares,achei caro e não comprei.Não achei mais nada legal para comprar, os bonés eram feios, as camisetas também.

Voltei ao barco, para encostar foi difícil, ele tentou umas três vezes. Fui direto para o quarto, tomei um bom banho. Fui almocar, tinha assado, comi pouco, pois a adrenalina estava alta, logo saímos para ver o show das dançarinas em volta da piscina e ver o barco se afastar da ilha, ele deu uma volta pela ilha e fomos se afastando cada vez mais, passei a tarde conversando com o Gunnar e outras pessoas, um casal alemão que o cara trabalha com TI na Alemanha. 
Tentei ver se tinha mensagem para mim, pouca coisa, nada de notícias da Tiza ou da família.

Para entreter o pessoal  tinha um teste de conhecimento sobre música clássica, teve aula de dança e eu cansado fui para o quarto, não quis jantar, assim organizei as fotos, assisti um vídeo da Groelândia, que o navio faz como roteiro, escrevi este texto e iria dormir porque amanhã de tarde chegaríamos a outra ilha RIKITEA, da Polinésia Francesa.

Fonte: Nei Eugenio Maldaner
Cidade: Porto Alegre-RS-Brasil
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Joana Dias
Date: 26/02/2012 <%insert_data_here%>


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  Evento 15732 - TransPacifico 2012

   Aqui os Albuns e Fotos



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