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O rugby está crescendo no Brasil, embora ainda seja desconhecido para muitos. Vindo da Inglaterra com Charles Miller, que também nos apresentou o futebol, o esporte é popular nos países de colonização inglesa. Nova Zelândia e Austrália são exemplos, uma vez que ocupam a primeira e a segunda colocação no ranking mundial da categoria, respectivamente. Na Unisinos, o rugby está presente desde 2008, mas passa agora por uma renovação no time e no comando técnico.
Eduardo Longo, fundador da equipe, começou praticar o esporte no ano de 2002, em Florianópolis. Seis anos depois, ao se mudar para São Leopoldo, decidiu trazer o rugby para a cidade, que não contava com nenhum time. Aluno do curso de Jogos Digitais, Longo conseguiu apoio dos professores de Educação Física, que de início receavam a prática da modalidade pelo intenso contato físico. Além disso, mobilizou seus colegas de aula para formarem o grupo. Hoje, ele atua como técnico.
Há dois meses, Maikon Thiago da Luz se tornou o monitor de Educação Física do time. Cada equipe da Unisinos tem um coordenador aluno do curso. Como conhece pouco do esporte, Maikon é o responsável pela preparação física dos atletas, deixando o resto a cargo de Longo. O monitor se interessou pelo jogo há cerca de um ano, quando um primo o incentivou a assistir a Partidas. "Quando a minha parte do treino termina, troco de camisa, viro aluno", conta, sobre a mudança papéis entre ele e Longo.
Há seis anos acompanhando o rugby no Rio Grande do Sul, Longo viu sete times surgirem nesse tempo. "O Rio Grande do Sul é o segundo estado em número de times ativos, ficando atrás apenas de São Paulo", comenta. Ele esclarece que o esporte é de contato, mas, ao contrário do que se pensa, há uma maneira correta de fazê-lo: "Há regras para o contato acontecer. Se for feito de forma errada, o juiz penaliza o jogador". Uma curiosidade do rugby é que existe o terceiro tempo, momento em que os jogadores de ambas as equipes confraternizam após a partida. "O que acontece em campo, fica em campo", salienta Longo.
Os dois técnicos enfrentam, no entanto, algumas dificuldades para desenvolverem a equipe. "Quando começam a estagiar ou aparecem as provas, os jogadores saem" explica Longo, sobre a inconstância da formação do grupo. Outro obstáculo é a falta de material para o treino, como bolas e uma marcação ideal no campo. No currículo do curso de Educação Física, não consta uma disciplina sobre o esporte, dificultando ainda mais a difusão da modalidade entre os próprios alunos.
Como o grupo está se reestruturando – todos os jogadores são novos -, os treinadores garantem que quanto mais gente participar, melhor. "O rugby aceita qualquer tipo físico, basta ter tempo e vontade para participar da equipe", convida Longo. Os treinos são nas terças e quintas-feiras, às 17h30min, no Centro de Desporto e Lazer da Unisinos, e aos sábados às 14h, na Praça Elis Regina, em São Leopoldo. Cada aluno ganha 20 horas complementares por semestre, e podem participar homens e mulheres.
Por Belisa Lazzarotto
Fonte:
Belisa Lazzarotto Cidade:
Novo Hamburgo-RS-Brasil Fotos: Belisa Lazzarotto Publicado: Joana Dias DATA: 16/07/2012
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