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A medalha de bronze da dupla brasileira da classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, é a 17ª do País na história dos Jogos. O resultado de domingo (5/8) na raia de Weymouth, na Inglaterra, coloca a modalidade como a segunda maior vencedora, perdendo apenas para o judô, com 19.
O terceiro lugar na categoria também dá a Robert Scheidt o status de maior vencedor do País em Olimpíadas, com cinco conquistas (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze).
"Ganhar a quinta medalha é uma honra muito grande se pensarmos que garantir pódios consecutivos em cinco edições de Olimpíada é muito difícil. Estou muito orgulhoso e quero disputar a Rio/2016", contou Scheidt. A equipe de vela do Brasil ainda pode conseguir uma medalha na 470 feminina: Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ocupam a quinta colocação, após seis regatas e um descarte.
O bronze da classe Star já estava garantido antecipadamente. Três duplas, incluindo a do Brasil, disputariam o título na regata deste domingo, a Medal Race. E o resultado foi o mais improvável, já que os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que estavam 12 pontos atrás dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, venceram a regata final e faturaram o ouro. Preocupados em marcar os brasileiros, os representantes da Grã-Bretanha cruzaram a linha de chegada em oitavo e somaram 16 pontos, garantindo a prata. Robert e Bruno terminaram a prova em sétimo e pelos pontos conquistaram o terceiro lugar.
"Hoje foi um dia de emoções diversas. Feliz por ter garantido uma medalha para o Brasil, mas com um gosto amargo por ter perdido a prata. Os suecos velejaram muito bem e numa regata curta não dá para buscar a recuperação. Eu acreditei no lado esquerdo da raia e os suecos foram para a direita, pegaram mais vento e velejaram mais folgados, depois de contornarem a boia na frente. A Star mostrou uma regata emocionante, com mudanças de resultados até a última hora, como o ouro saindo da mão dos ingleses, e seria muito bom que a classe pudesse estar no Rio em 2016", disse Robert Scheidt. A Medal Race foi disputada em um percurso menor do que as outras 10 regatas do calendário, com 11 nós de vento e temperatura na casa dos 16 graus.
Robert Scheidt e Bruno Prada confirmam sua segunda medalha seguida. Em 2008, na China, os brasileiros faturaram a prata. "É muito prazeroso velejar com o Robert, um cara muito exigente. A gente é amigo de infância e por isso tudo fica mais fácil", revelou o proeiro Bruno Prada.
Ciclo vencedor - O bronze conquistado nas águas de Weymouth encerra um ciclo olímpico considerado perfeito. Os dois somam 53 vitórias em 11 anos de parceria. Robert e Bruno se mantiveram na liderança do ranking mundial da Star por 21 meses, entre julho de 2010 e abril deste ano (apenas durante o mês de dezembro de 2011, por não competirem, deixaram o posto). O domínio da classe tornou-se ainda mais evidente em abril, quando os dois somaram apenas primeiros lugares entre os sete resultados mais importantes para a classificação no ranking - um feito inédito na história da vela no mundo.
Scheidt e Prada conquistaram 11 vitórias seguidas entre maio de 2011 e abril deste ano, sequência só interrompida na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Também em Hyères, em maio, os dois venceram o Mundial da Star e entraram para a história da vela brasileira como os primeiros tricampeões mundiais da classe. Além deles, só uma dupla, os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode, ganhou, velejando junta, três títulos mundiais (1952, 1953 e 1956).
Fonte:
ZDL de Comunicação Cidade:
São Paulo-SP-Brasil Fotos: ZDL de Comunicação Publicado: Joana Dias Date: 07/08/2012
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