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Um ídolo do Freio de Ouro

A tradicional competição do Freio de Ouro que acontece há 23 anos, trouxe, mais uma vez ao Rio Grande do Sul, o único ginete que começou o Freio e ainda está competindo.

Luiz Sérgio Feijó dos Santos, este é o nome de um ídolo da juventude do Freio de Ouro. Na prova da Mangueira de 2004, toda sua experiência e sabedoria, colocadas em prática com calma e serenidade, foram amplamente ovacionadas pelo público que lotava as arquibancadas. Talvez, alguns não soubessem ainda, por serem muito jovens, o que aquele homem gaúcho significada, mas os aplausos transmitiram tanta admiração e respeito que logo a verdade veio à tona. Nascido no Rio Grande do Sul, ele adotou Ponta Grossa, no Paraná há 20 anos como sua terra para viver. Lá fez a família crescer e se estabeleceu com o Centro de Treinamento Deus é Grande e Cabanha Santo Onofre. Sua vida foi toda em função do cavalo e sua participação no Freio e Ouro vem desde a primeira edição. Hoje, com 50 anos e quatro filhos, se orgulha de dizer que vê na nova geração um futuro brilhante para a competição. Nestes 23 anos de Freio já passou por muita coisa e, com certeza, muitos jovens ginetes se espelham nele. Ao observar os companheiros momentos antes das competições, ali na pista de provas de campo, é visível o respeito e admiração que ele conquistou. Quando indagado sobre o carinho que o público de Esteio tem por ele seu rosto transmitiu a emoção e o sincero agradecimento a isto. "Eu agradeço de coração este carinho que os mais novos tem por mim. É maravilhoso e gratificante ver as crianças e adolescentes envolvidas com cavalos e começando uma coisa que eu há muito eu lido", declara emocionado. Suas duas filhas, Daiana de 15 anos e Luana de 8, também já competiram com cavalos crioulos durante as provas da categoria infantil na Expointer. Ele conta com satisfação que sua família vive em função do cavalo. Sua esposa e grande companheira também lida com os animais e o ajuda a treinar alguns. Em seu centro de treinamento faz questão de preparar cavalos para as crianças e se diz um verdadeiro e grande incentivador do jovem. Tem convicção que enquanto envolvidos com estas coisas os jovens não vão para outros lados como o das drogas, por exemplo. "O Freio é uma coisa que une toda a família; pais, mães, filhos, esposas e irmãos vão juntos para as credenciadoras e estão aqui em Esteio torcendo e se divertindo", acrescenta. Para ele, esta vida de competições é uma coisa séria que começou como uma brincadeira. Hoje como profissional ele diz que não brinca em serviço, se dedica a cada minuto para que tudo saia como planejou. Na sua opinião, o difícil não é correr na final e sim se classificar, portanto, mesmo não tendo vencido estar entre os finalistas é uma grande conquista. "Ganhar na vida é importante, mas deve-se saber perder. Se eu puder ganhar, bom para mim, se não for possível, respeito os companheiros e me alegro com eles. Equipe INEMA
Cidade: Esteio-RS
Fotos: INEMA
Publicado: Maria Cecília Marzullo


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