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Fábio "surfou" nos Alpes Franceses

"Alpes? Snowboard? Sim, aceito". Essa foi a resposta que Fábio deu a seu amigo, para praticar em dezembro de 2005, snowboard nos Alpes Franceses. Veja como foi esta super aventura!

Dependendo do convite é evidente o seu aceite. Assim pareceu-me ao ouvir um velho amigo, Alberto Chies (Beto), convidando a passar as férias de final de ano nos Alpes Franceses fazendo snowboard. Sugestão essa prontamente aceita por meu primo Felipe, que, assim como eu, procurava um lugar em comum para passar o Natal e Final de Ano no velho continente. Nada muito difícil tendo em vista que o Beto mora na Inglaterra, o Felipe na Alemanha e eu no país das "Grandes Navegações"; já faz algum tempo, mas tudo bem. Snowboard? Porque não?! Já havia ouvido falar que era tão simples como "surfar". Ótimo exemplo para quem já "surfou" alguma vez na vida. Mas, nada de pânico, li em um site que o skate também pode ser usado como base. Apelei para o passado, encontrando na memória o velho e bom skate "bandeirantes" (tábua lisa de compensado naval e rodas plásticas), uma linda peça de museu. Bem, tudo certo! Problema resolvido, ou quase. Faltavam as tais roupas especiais para neve, mas com tantas especificações a serem cumpridas resolvi perguntar para quem é experiente no assunto. O Roberto, amigo aqui de Coimbra, tem um amigo suíço que já tinha sido instrutor de Snowboard, portanto, pessoa mais que apropriada para solucionar a questão. Respondendo inúmeras perguntas ainda havia uma dúvida: Qual era a roupa que o próprio Dimitri utilizava? Resposta: "Nenhuma dessas, isso tudo é muito caro, uso uma impermeável qualquer". Ponto de encontro, Genebra, Suíça, onde passamos o Natal. No dia seguinte, lá fomos nós para Argentiére (1.253 m), Alpes Franceses. O centro onde estávamos alojados cedia o equipamento básico, botas e snowboards adequados aos praticantes e também instrutor para acompanhar o grupo. No lugar há várias pistas que ficam em torno de 1.500 a 3000 metros de altitude, nada mal para iniciantes. O fato de contarmos com instrutor foi essencial para a progressão dos níveis de dificuldade ou, em outras palavras, passando das linhas verdes para as azuis e vermelhas em apenas dois dias. Desse modo, ao terceiro dia já estávamos saindo das pistas demarcadas "surfando" livremente pelas montanhas, cruzando pistas e aproveitando os fenômenos do local. Digo fenômeno, ao ver cristais de gelo suspensos no ar brilhando ao Sol, acompanhados por dois arco-íris contrastados pelo fundo branco do Mont-Blanc. Por mais que eu tente explicar palavras ou fotos não descreverão o fato. Pausa para descanso em Chamonix e uma subida por teleférico ao Aiguilli du Mindi, montanha de 3.842 metros de altitude. Frio? Nem tanto, -30 graus na estação e no topo da montanha, ao vento, variava de -58 a -66 graus de acordo com as planilhas de medição. Mas valia cada grau negativo a vista que se tem dos Alpes. A Itália, França e Suíça se resumiam a um amontoado de montanhas brancas abaixo de nós, ao lado e acima o Mont-Blanc de 4.810 metros. A distância entre nós até o cume do Mont-Blanc dava a falsa impressão que em uma caminhada de poucas horas estaríamos lá com certa facilidade. Uma brilhante alucinação, desfeita após um pouco mais de cinco minutos naquela temperatura. Depois de mais alguns dias de snowboard e a passagem de ano em Argentiére retornamos a nossas casas. O Beto com uma pomada para hematomas e dores musculares. O Felipe teve o pé engessado na Alemanha. Quanto a mim, tudo bem, o R-X do ombro não demonstrou sinais de fratura, provavelmente só um estiramento muscular. Arrependidos? Impossível, já contamos os dias para a próxima aventura! Fábio Luís Accorsi
Cidade: Genebra -Suiça-EX
Fotos: Fábio Luís Accorsi
Publicado: Élen de Cássia Pereira


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