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SOS Praias Brasil em Ubatuba
A ONG SOS Praias Brasil está desde o dia 28 de dezembro de 2006 na praia de Maranduba, em Ubatuba/SP, tendo permanecido lá por dois meses ensinando crianças a cuidarem das praias e da natureza.
Para algumas crianças, as últimas férias não significaram apenas descanso e diversão. Na praia de Maranduba, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo, meninos e meninas aprenderam como cuidar das praias e da natureza.
Orientados pelo casal Marcelo Marinello, 49 anos, e Heloísa de Azevedo, 42 anos, respectivamente o fundador e a presidente da ONG SOS Praias Brasil, os campistas do Camping Clube do Brasil se engajaram no projeto de preservação ambiental da entidade, que existe desde 1999.
Marcelo e Heloísa chegaram na Maranduba em 28 de dezembro e ficaram acampados como convidados no CCB até o Carnaval. Em dois meses, realizaram várias atividades de conscientização ecológica, como coleta seletiva do lixo, distribuição de sacos plásticos oxibiodegradáveis, gincanas, teatro, apresentação de filmes institucionais, entre outras.
Esta foi a quinta vez que o casal esteve no local em três anos. Segundo Heloísa, o trabalho que realizaram nos anos anteriores deu resultado, pois a praia estava bem mais limpa. ''A impressão foi boa. Nas outras vezes, tivemos até que rastelar a areia, de tão suja que estava. Acho que diminuiu bastante a quantidade de lixo, resultado da conscientização das pessoas, que estão colaborando mais'', comentou.
Todavia, as ações não ficaram somente na conscientização para a limpeza das praias. Graças à presença da ONG no local e dos olhares atentos das crianças, uma tartaruga-verde foi salva e devolvida ao seu habitat. Ela foi vítima das redes de pescas colocadas aleatoriamente no mar, onde, muitas vezes, levam à sua morte prematuramente. Ao ser capturada por um pescador, uma das crianças avisou ao Marcelo Marinello que entrou em contato com o Projeto Tamar, de Ubatuba.
Muita cansada e machucada no pescoço por um anzol, a tartaruga recebeu os ''primeiros-socorros'', rodeada de crianças, até a chegada da equipe do Projeto Tamar. Já restabelecida, a espécie foi medida, pesada e etiquetada com um número para que possa ser monitorada pelos biólogos. Feito todos os cuidados, ela, finalmente, pôde retornar as águas tranqüilas de Maranduba.
Uma gincana ecológica foi realizada com as crianças. Com o ''lixo'' recolhido entre palitos de sorvete e garrafas pet, elas aprenderam a construir barcos em miniatura. Só esses materiais retirados da areia representam menos poluição ao meio ambiente. Cada palito demora cinco anos para se decompor, enquanto a garrafa de plástico fica mais de 100 anos na natureza.
Depois da gincana, alguns se fantasiaram de ''bitucão'', uma imitação de bituca de cigarro em tamanho gigante. A finalidade foi percorrer a praia para orientar os fumantes a jogarem suas bitucas no lixo, e não enterrá-las na areia, como acontece indevidamente.
O gesto parece inofensivo, mas não é. Além da questão ecológica, já que a bituca leva dois anos para se decompor, há um outro problema muito sério. Seres marinhos, sobretudo tartarugas, costumam engolir os filtros de cigarro que são levados para o mar e acabam morrendo.
O trabalho da SOS Praias Brasil também consistiu em preservar a ilha que fica em frente ao Camping Clube do Brasil, na Maranduba. A poucos metros da praia, a ilha desabitada chama a atenção pela beleza de suas árvores nativas e animais marinhos.
É possível mergulhar e ver peixes coloridos, além de tartarugas e golfinhos. Porém, esse paraíso quase intocável estava sendo ameaçado pela visita dos turistas, que deixam lixo e levam conchinhas e pedras da ilha. Com a ação da ONG SOS Praias Brasil, isso está deixando de acontecer.
Para conhecer outras ações da SOS Praias Brasil, basta acessar o site da entidade www.sospraiasbrasil.org.br. Contato pelo telefone (11) 8428-3802.
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